Barbados
Barbados é um país insular nas Pequenas Antilhas das Índias Ocidentais, na região caribenha das Américas e a mais oriental das ilhas do Caribe. Tem 34 km de comprimento e 23 km de largura, cobrindo uma área de 432 km². Situa-se na parte ocidental do Atlântico Norte, a leste do Mar do Caribe, na borda da Placa do Caribe. Localiza-se a leste das Ilhas Barlavento, parte das Pequenas Antilhas, a aproximadamente 13° N da linha do Equador. Localizado a cerca de 168 km a leste de ambos os países de Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas e 180 km a sudeste da Martinica e 400 km a nordeste de Trindade e Tobago, as ilhas de Barbados estão fora do principal cinturão de furacões do Atlântico. Sua capital e maior cidade é Bridgetown.
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O nome "Barbados" é do termo português "Os Barbados" ou o equivalente, no espanhol, a Los Barbados, ambos significando "os barbudos". Não está claro se "barbudo" se refere às raízes longas e penduradas da figueira-de-barba, aos indígenas da ilha, ou aos caraíbas supostamente barbudos que habitavam a ilha, ou, mais fantasiosamente, a um visual de uma barba formada pela espuma do mar que se espalha sobre os recifes periféricos. Em 1519, um mapa produzido pelo cartógrafo genovês Visconte Maggiolo mostrou e nomeou Barbados em sua posição correta. Além disso, a ilha de Barbuda é muito semelhante no nome e já foi chamada de "Las Barbudas" pelos espanhóis. É incerto qual nação europeia chegou primeiro em Barbados. Uma fonte menos conhecida aponta para trabalhos anteriormente revelados às fontes contemporâneas, indicando que poderia ter sido os espanhóis. Muitos, se não a maioria dos estudiosos, acredita que os portugueses, a caminho do Brasil, foram os primeiros europeus a entrarem na ilha.
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A nação foi descoberta por navegadores espanhóis no final do século XV, entrando para o domínio da Coroa espanhola. Barbados é identificada pela primeira vez em um mapa espanhol de 1511. Os portugueses passaram a visitar a ilha a partir de 1536, mas não a ocuparam. O primeiro navio inglês a deslocar-se para a região, o Olive Blossom, chegou a Barbados em 1624, quando os ingleses tomaram posse em nome do rei James I. Em 1627, os primeiros colonos permanentes chegaram da Inglaterra, tornando Barbados uma colônia britânica. Manteve-se como colónia britânica até 1966, ano de sua independência política. Membro da Comunidade Britânica e tendo o monarca inglês como chefe de estado, o país foi governado por um primeiro-ministro apoiado pelo Senado e pela Assembleia. Em 2021 o país se tornou uma república, com a primeira presidente, Sandra Mason, que tomou posse em 30 de novembro de 2021.
Barbados é uma ilha relativamente plana, erguendo-se em vertentes de pequena inclinação até uma região central mais elevada, cujo ponto cimeiro é o monte Hillaby, com 336 m de altitude. Situa-se numa posição ligeiramente excêntrica no Oceano Atlântico, quando comparada com as restantes ilhas das Caraíbas. O clima é tropical, com uma estação das chuvas de Junho a Outubro. A cidade principal é Bridgetown, a capital da nação. Outras localidades importantes são Holetown e Speightstown. Ele também destaca promontório rochoso da ilha conhecida como Pico Teneriffe, que recebe o seu nome do fato de que a ilha de Tenerife em Espanha é a primeira terra leste de Barbados de acordo com a crença dos habitantes. Possui 34 km de comprimento e 23 km de largura, cobrindo uma área de 432 km². Situa-se na região ocidental do Atlântico Norte, distante 100 km a leste das Ilhas de Barlavento e do Mar do Caribe. Os países mais próximos da ilha são Trinidad e Tobago, estando a 400 km a sudoeste, e São Vicente e Granadinas, estando a 168 km a oeste.
A população é de 287 mil habitantes (2020), o que corresponde a uma densidade de 660 hab/km², uma das mais elevadas do mundo. As taxas de natalidade e de mortalidade são, em 2003, respectivamente, de 13,15%o e 9,02%o. A esperança média de vida atinge 77,3 anos. O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,788, sendo o terceiro mais elevado de todo o continente americano, perdendo somente para os Estados Unidos e o Canadá.[carece de fontes?] Estima-se que em 2025 a população seja de 327 000 habitantes. Os negros compõem 90% da população, seguindo-se-lhes os asiáticos e os mestiços (6%), e os brancos (4%).
Religiões
A maioria dos barbadenses de ascendência africana e europeia são cristãos (95%). A religião maioritária é a protestante (67%), sendo o anglicanismo a maior denominação religiosa no país, com 40% de seguidores entre a população. Outras denominações cristãs com números significativos em Barbados são a Igreja Católica (administrada pela Diocese Católica Romana de Bridgetown), os Pentecostais, as Testemunhas de Jeová, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e os Batistas Espirituais. A Igreja Anglicana da Inglaterra foi a religião oficial do Estado até a sua desativação legal pelo Parlamento de Barbados após a independência. Outras religiões em Barbados incluem o judaísmo, o islamismo e o hinduísmo, que são minorias religiosas no país.[carece de fontes?]
Línguas
O inglês é a língua oficial de Barbados e é usado para comunicações, administração e serviços públicos em toda a ilha. Na sua qualidade de língua oficial do país, o padrão do inglês tende a conformar-se ao vocabulário, pronúncias, ortografia e convenções semelhantes, mas não exatamente iguais, aos do inglês britânico. Para a maioria dos barbadianos, no entanto, o crioulo barbadiano, uma língua crioula de base inglesa, é a língua do dia a dia, apesar de permanecer principalmente oral e não ter uma forma escrita padronizada.
Barbados é uma república parlamentarista. O atual Presidente é Jeffrey Bostic (sendo o segundo a exercer este cargo), indicado a 16 de setembro de 2025 numa votação unânime. A chefe de governo é a primeira-ministra, cargo que desde 2018, é ocupado por Mia Mottley. Entre 1966 e 2021, Barbados foi uma monarquia constitucional e, durante todo o período monárquico, teve a rainha Isabel II do Reino Unido como monarca. A soberana era representada pelo governador-geral. Em 16 de setembro de 2020, o governo do país iniciou um período de transição que durou pouco mais de um ano para transformar a nação numa república. A decisão foi divulgada pela governadora geral, Sandra Mason. Segundo Mason, havia chegado a hora de Barbados se tornar autônoma, já que o país iria comemorar seu 55º aniversário de independência em 30 de novembro de 2021. Tentativas de transformar Barbados numa república já haviam acontecido em 1966, logo após a independência do Reino Unido, e a primeira-ministra, Mia Mottley, advertiu que a população estava mostrando sua rejeição à monarquia ao atacar monumentos que lembravam a presença britânica no país. "Esse alerta (a destruição dos monumentos) é tão relevante hoje quanto o era em 1966. Tendo alcançado a independência há mais de meio século, nosso país não pode ter dúvidas sobre sua capacidade de autogoverno", enfatizou Barrow.
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O país tem uma economia baseada no turismo, nas finanças (paraíso fiscal) e na exportação de açúcar e seus derivados (rum). Com exceção da cana-de-açúcar, os produtos cultivados são para consumo local. O petróleo e o gás natural são produzidos em pequenas quantidades. O Governo incentivou o investimento na produção de medicamentos, de vestuário, de cerâmica, de vidro e de compostos electrónicos. Os outros produtos existentes são o açúcar, o melaço, os cigarros, o papel e os têxteis. Os principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, o Reino Unido, a Jamaica, Venezuela e Trindade e Tobago. A moeda de Barbados é o dólar barbadiano.
A influência da cultura britânica em Barbados é mais visível do que em outras ilhas nas Índias Ocidentais. Um bom exemplo disso é o esporte nacional da ilha: cricket. Barbados tem vários grandes jogadores de críquete, incluindo Garfield Sobers e Frank Worrell. Os cidadãos são chamados oficialmente de barbadianos. O termo "Bajan" (pronuncia Bay-jun) pode ter vindo de uma pronúncia localizada da palavra de Barbados, que às vezes pode soar mais como "Bar-bajan". O maior evento cultural carnavalesco que ocorre na ilha é o crop over. Como em muitos outros países do Caribe e da América Latina, o evento é importante para muitas pessoas na ilha, assim como os milhares de turistas que migram para lá para participar dos eventos anuais. O festival inclui competições musicais e outras atividades tradicionais, e conta com gêneros musicais como o calipso e soca. O homem e a mulher que colherem o maior número de canas são coroados o rei e a rainha da cultura. A colheita começa no início de julho e termina com o desfile trajado, realizado na primeira segunda-feira de agosto.


