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Miley Cyrus & Her Dead Petz

Miley Cyrus & Her Dead Petz é o quinto álbum de estúdio da artista musical estadunidense Miley Cyrus. Foi originalmente lançado de forma independente em 30 de agosto de 2015, através da Smiley Miley, Inc. no SoundCloud. Posteriormente, foi lançado comercialmente no iTunes e em outras plataformas de streaming, sob a RCA Records, em 10 de abril de 2017. Cyrus começou a trabalhar no projeto antes do lançamento de Bangerz. O trabalho seguiu em 2014 e 2015, quando ela fez amizade e começou a colaborar com o The Flaming Lips. Em adição a banda de rock psicodélico, Cyrus trabalhou também com os produtores Mike Will Made It e Oren Yoel. O álbum contém a participação vocal dos artistas Big Sean, Sarah Barthel do Phantogram e Ariel Pink.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Antecedentes e produção

"No meu último disco, tudo o que fazíamos envolvia computadores. Mas [The Flaming Lips são] músicos de verdade - eles conseguem alterar a tonalidade da música com precisão. Eu nunca vi nada parecido antes. Eles me acompanharam nesta jornada que é maior do que qualquer coisa que eu experienciei. É algo realmente profundo." Cyrus descrevendo a transição artística que experimentou durante a produção do álbum. Em outubro de 2013, pouco antes do lançamento do seu quarto álbum de estúdio Bangerz, Cyrus anunciou que já estava começando a elaborar o seu próximo disco, afirmando o seguinte: "Eu já estou em uma época diferente [da minha vida] da qual estava quando finalizei [Bangerz]". A artista declarou também que começou a sentir-se "desconectada da vida" em função de sua carreira e por isso "precisava de algo para trabalhar". Mais tarde, a cantora tornou-se amiga de Wayne Coyne e de sua banda The Flaming Lips; eles, consequentemente, se juntaram a Miley na turnê de apoio de Bangerz para algumas performances e também regravaram as canções "Lucy in the Sky with Diamonds" e "A Day in the Life" dos Beatles para o disco do grupo With a Little Help from My Fwends (2014).

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Composição

Música e letras

Em seus primeiros estágios conceituais, Cyrus descreveu Miley Cyrus & Her Dead Petz como "um pouco psicodélico, mas ainda dentro do mundo pop". Mike Will Made It declarou que o material "soa como uma Lana Del Rey country, exceto pelo fato de que é Miley quem está colocando seu coração para fora". O projeto é do gênero experimental, psicodélico, pop psicodélico, e rock psicodélico com elementos do pop alternativo, synth-pop, art pop, e space rock.

Composição e conteúdo lírico

A primeira metade do Miley Cyrus & Her Dead Petz tem "uma dose saudável das guitarras quentes do Flaming Lips e uma abordagem melódica forte"; na segunda metade, a "abordagem orgânica" da banda está integrado com a "produção pulsante [pop]" de Mike Will Made It. Jason Lipshutz da Billboard interpretou as referências sexuais e sobre drogas do álbum como uma maneira de Cyrus "se dirigir aos seus pais pelas suas travessuras e loucuras conquistadas na era Bangerz: Você não viu nada ainda!" "Dooo It!" incorpora elementos do hip hop e música trap enquanto Cyrus canta "Yeah, I smoke pot / yeah, I love peace / but I don't give a fuck / I ain't no hippie"[nota 1] em um estilo reminiscente da carreira de M.I.A.. "Karen Don't Be Sad" é uma "balada obscura" que foi descrita como uma "faixa perdida do Yoshimi Battles the Pink Robots." "The Floyd Song (Sunrise)" foi escrita após a morte do cachorro de Cyrus, Floyd, em abril de 2014, enquanto ela estava na Bangerz Tour. A combinação de "guitarra acústica, sons eletrônicos e sintetizadores fortes" dizem que faz os vocais de Cyrus soarem como se ela fosse "líder de uma banda cover do Flaming Lips".

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Lançamento

No MTV Video Music Awards de 2014, Cyrus disse que Miley Cyrus & Her Dead Petz (ainda sem título na época) "poderia levar cinco anos" para ser finalizado: "Vou trabalhar nisso até ficar satisfeita". De acordo com a artista, o álbum é "sobre música e não sobre twerking". Em janeiro de 2015, Cyrus expressou sua intenção de "liberar esse material o mais rápido possível", acrescentando que estava trabalhando nele quase todos os dias. Apesar de Bangerz ter custado "alguns milhões" de dólares para ser produzido, Miley Cyrus & Her Dead Petz custou cerca de $50.000; ela disse que a RCA Records, sua gravadora, não escutou nada do material até ele estar completo. O álbum não conta para o contrato de vários álbuns com a gravadora, mas a RCA declarou: "Miley Cyrus continua sendo uma artista inovadora. Ela tem um forte ponto de vista sobre sua arte e expressou seu desejo de compartilhar esse trabalho com seus fãs diretamente. A RCA Records tem o prazer de apoiar a visão musical única de Miley".

Reação

Dan Weiss da revista Spin notou que o aspecto mais interessante do projeto foi a boa vontade da RCA Records de deixar Cyrus lançar o material fora de seu contrato: "Antes da era do álbum gratuito surpresa, as gravadoras se recusavam a lançar um disco não comercial ou o deixavam passar despercebido sem promoção". De acordo com Weiss, a gravadora apoiou a estratégia de lançamento de Cyrus quando determinou que nenhum outro material "valeria a pena lutar contra a grande Miley". Chris DeVille do Stereogum declarou, "Depois de um segundo ano consecutivo pontilhado de surpresas por todos de Drake para Death Grips para Miley Cyrus e the Flaming Lips" (depois do quinto álbum de estúdio auto-intitulado surpresa de Beyoncé em 2013), a prática correu o risco de se tornar mais "padrão". DeVille questionou a precisão da palavra "surpresa", desde que a existência dos projetos foi amplamente discutida pela mídia antes de tais surpresas.

Promoção

Antes do anunciamento de Miley Cyrus & Her Dead Petz, a artista cantou a canção "Twinkle Song" no Art Basel em Miami Beach, Flórida em 7 de dezembro de 2014. Ela e the Flaming Lips intruduziram "Tiger Dreams" durante a festa inicial do Adult Swim no Terminal 5 na Cidade de Nova Iorque em 13 de maio de 2015. Depois do lançamento do álbum, Cyrus foi a anfitriã e convidada musical na estreia da 41ª temporada do Saturday Night Live em 3 de outubro. Ela e the Flaming Lips foram introduzidos pela candidata a presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton para a performance de "Karen Don't Be Sad" em macacões de animais; Cyrus "[ficou] em frente ao microfone usando uma colmeia loira feita de dreadlocks, enrolada em barbante e acessórios brilhantes". Para a apresentação de "Twinkle Song" a cantora ficou sozinha, onde ela "[sentou] em um piano coberto de fotos de animais [e] pequenas luzes azuis"; a performance foi finalizando com Cyrus "chorando [e] sua voz fraquejando". Na mesma noite, a artista anunciou a Miley Cyrus & Her Dead Petz Tour (mais tarde renomeada como Milky Milky Milk Tour), no qual ela visitou 8 clubes pela América do Norte durante novembro e dezembro. The Flaming Lips apresentaram "Karen Don't Be Sad" and "Tiger Dreams" durante uma performance improvisada no Observatory em Santa Ana, Califórnia em 12 de outubro; Wayne Coyne fez o vocal principal, explicando que Cyrus estava "em casa". Vídeos musicais para "Dooo It!", "Lighter" and "BB Talk" foram lançados em 31 de agosto, 21 de novembro, e 11 de dezembro, respectivamente. Depois das estreias dos vídeos, "Dooo It!" e "BB Talk" atingiram a posição de número 60 a 86 na tabela do Canadá Billboard Canadian Hot 100.

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Análise da crítica

Miley Cyrus & Her Dead Petz foi recebido com opiniões variadas dos críticos de música. No Metacritic que atribui uma classificação normalizada de 100 a críticas de publicações populares, o álbum recebeu uma pontuação média de 60, com base em 21 análises, que indica "avaliações geralmente favoráveis". De acordo com Kyle Anderson do Entertainment Weekly o projeto viu Cyrus "puxando um reverso a Liz Phair em que ela [começa] com um material pop brilhante e [termina] produzindo algo tão intenso e cru como Exile in Guyville"; o projeto representa uma "destilação da alma de uma artista rara e maravilhosa". Nick Levine da NME escreveu que "1 Sun" e "I Get So Scared" são liricamente semelhantes as canções anteriores de Cyrus "Wake Up America" e "Adore You", e que as mesmas fazem o álbum "[parecer] uma progressão maravilhosamente inesperada" ao invés de "algo preparado para ganhar credibilidade". Rob Sheffield chamou "Something About Space Dude" como o ponto alto do álbum em sua revisão para a Rolling Stone, citando o verso "our lips get me so wet / while I'm singing all the verses from the Tibetan Book of the Dead"[nota 5] de "Milky Milky Milk" como o melhor do projeto, apesar de Cyrus tentar em vários momentos "notas agudas semelhantes a Coyne que não combinam com sua voz grave". O álbum foi classificado em 10º, 25º e 42º lugares, respectivamente na Entertainment Weekly, Time Out London, e NME, em suas listas de melhores álbuns de 2015.

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Condecorações

Imagem: Checo Che · BY · Openverse

Listas de fim de ano

Embora tenha sido recebido de forma controversa com críticas negativas no geral, Miley Cyrus & Her Dead Petz fez aparição em diversas listas de melhores álbuns do ano. Entertainment Weekly colocou o álbum dentro do top dez em sua lista dos 40 melhores álbuns de 2015, dizendo que "Dead Petz é uma realização notável porque Cyrus parece ter aproveitado todo o seu potencial de uma vez: existem canções prontas para estrear no Hot 100, partidas psicodélicas, rock severo, e um pop alternativo pulsante que imediatamente se torna o outro melhor disco pop do ano (depois do excelente Emotion de Carly Rae Jepsen) e soa assustadoramente obsoleto". Time Out London colocou Dead Petz na posição vinte e cinco na lista de 50 melhores álbuns, declarando que "é forte e autoindulgente, mas nunca entediante, onde algumas faixas estão facilmente entre as melhores de 2015"; enquanto NME colocou o projeto em quarenta e dois na sua lista, comentando que "é certamente o álbum mais estranho feito por uma grande estrela pop atualmente, mas o mais impressionante, é que também é uma escuta essencial".

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Legado

"Esquecido tão rapidamente quanto chegou, Dead Petz também pode ter previsto o panorama rápido e efêmero dos álbuns atuais." Tatiana Cirisiano da Billboard observa como o álbum pode ter influenciado a música contemporânea. Depois de uma má recepção por parte do público e dos críticos desde o seu lançamento, Miley Cyrus & Her Dead Petz vem ganhando mais reconhecimento ao longo do tempo. Em um artigo para a Billboard, Tatiana Cirisiano apontou que, com este álbum, Cyrus eliminou algo padronizado, lançando-o fora de seu contrato de vários álbuns com a RCA Records e fazendo isso online gratuitamente, "um movimento ousado e com grande potencial de falha para qualquer artista atual, principalmente para uma estrela pop em 2015". O projeto foi reconhecido por "afirmar que as estrelas pop, também, devem ter a liberdade de fazer experiências ousadas uma vez ou outra - embora eles certamente possam usar o modelo de 'era' se servir melhor à sua arte, nem todo lançamento deve conotar o início de um ciclo de álbum altamente promovido e correspondente."

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Fontes consultadas

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