Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Localiza-se no sul da Região Centro-Oeste. É dividido em 79 municípios e ocupa uma área de 357 142,082 km², com tamanho comparável à Alemanha. Com uma população de 2 757 013 habitantes em 2022, Mato Grosso do Sul é o 21º estado mais populoso do Brasil.
O termo "Mato Grosso do Sul" deriva do nome do vizinho "Mato Grosso", estado do qual aquele foi desmembrado quando de sua criação. Já a origem do termo "Mato Grosso" é incerta, acreditando-se que venha de um nome indígena usado para designar parte da região - a palavra guarani kaaguazú (kaa, "bosque", "mata" e guazú, "grande", "volumoso"), que significaria, aproximadamente, "Mato Grosso". Assim como o vizinho estado de Mato Grosso, o uso oficial, localmente, rejeita sempre o artigo definido junto ao nome do estado: diz-se "governo de Mato Grosso do Sul", "governador de Mato Grosso do Sul", "constituição do estado de Mato Grosso do Sul", "em Mato Grosso do Sul".
Primeiros tempos
Os primeiros humanos chegaram ao que é hoje o território sul-mato-grossense entre 10 mil e 15 mil anos atrás e, ao longo dos milênios, deram origem aos povos indígenas encontrados pelos europeus na região, como os guaranis, terenas, xavantes e caiapós. Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), o atual estado pertencia à Espanha. O primeiro europeu a alcançar o território do estado, em 1524, foi o português Aleixo Garcia, náufrago da expedição de Juan Díaz de Solis anos antes. Partindo da atual Santa Catarina, Garcia alcançou a Serra de Maracaju e chegou a Assunção, buscando as jazidas de ouro do Peru. Nas primeiras décadas do século XVII, para a catequese e proteção dos indígenas, os jesuítas espanhóis fundaram missões jesuíticas em Itatins, como era conhecida a região. No entanto, as expedições dos bandeirantes, vindas de São Paulo, destruíram as reduções e capturaram como escravizados milhares de ameríndios. Em 1632, a expedição de Raposo Tavares destruiu a missão de Santiago de Xerez.
Pós-Guerra do Paraguai e antes da emancipação
Nas décadas após a Guerra do Paraguai, o atual Mato Grosso do Sul recebeu ondas migratórias vindas do Sul e Sudeste do Brasil, atraídas pelas terras férteis, criação de gado e o cultivo de erva-mate, que ampliaram o povoamento do estado. Alguns imigrantes europeus, sobretudo italianos e espanhóis, também se fixaram no estado. Novas cidades surgiram nas das antigas fortalezas da guerra, como Dourados e Coxim, além de Campo Grande, fundada por mineiros logo após o fim do conflito. A primeira tentativa conhecida de separar o sul de Mato Grosso do restante do estado, criando assim um novo estado, é data de 1892 e foi uma iniciativa de alguns revolucionários, cuja liderança era a do Coronel João da Silva Barbosa.
Emancipação política
A ideia de desmembrar o antigo sul de Mato Grosso contornou definitivamente o atual estado em 1975, com a tese Divisão político-administrativa de Mato Grosso, que a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) publicou, cujos dados basearam a campanha intensificada pelo desmembramento. O presidente Ernesto Geisel comunicou que o governo federal decidiu sobre o assunto durante uma reunião com o então governador de Mato Grosso, José Garcia Neto, em 4 de maio de 1977. Conforme o primeiro projeto de lei, o novo estado seria chamado de "Campo Grande". Quando o Congresso Nacional aprovou a lei e o presidente do Brasil sancionou, em 11 de outubro do mesmo ano, o nome do estado foi mudado para "Mato Grosso do Sul" e foi decidido que a capital do novo estado seria Campo Grande.
Novo estado
A afirmação dada pela lei que constituiu Mato Grosso do Sul nos quatro primeiros anos em que passou a existir, desde 1º de janeiro de 1979, foi a de que o presidente do Brasil nomeou um interventor que governaria o novo estado. Naquela data o presidente Ernesto Geisel investiu no cargo, em Brasília, o profissional da engenharia Harry Amorim Costa. Durante aquela ocasião, foi acentuado pelo presidente Ernesto Geisel que o fato de ser criado Mato Grosso do Sul teve como significado "o reconhecimento de uma realidade econômica e social" e foi destacado no novo estado — então a 23ª unidade da federação brasileira — a "extraordinária vocação para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial", devido acima de tudo dos solos férteis da região de Dourados e do grande potencial que o cerrado tem da agricultura.
Século XXI
Nos anos de 2005 e 2006, o fato de descobrir focos de febre aftosa no estado tem levado aproximadamente 50 países à restrição ou à proibição de comprar carne bovina no Brasil. Foi confirmado pela União Europeia (UE) que fosse restringida a carne de Mato Grosso do Sul em setembro de 2007. Essa medida foi revogada em outubro de 2008. De 2002 a 2008, os lenhadores desmataram 4 279 quilômetros quadrados do bioma Pantanal, dos quais 65% ficavam em território sul-mato-grossense. Em maio de 2008, foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Operação Ouro Negro, que visa combater o trabalho de explorar ilegalmente a lenha e o carvão no Pantanal. O Ibama multou seis carvoarias por não licenciarem e sim desmatarem acima do limite que a instituição ambiental autorizou.
O estado de Mato Grosso do Sul está localizado no sul da região Centro-Oeste do Brasil e tem como limites Goiás ao nordeste, Minas Gerais ao leste, Mato Grosso ao norte, Paraná ao sul, São Paulo ao sudeste, Paraguai ao oeste e sul e a Bolívia ao noroeste. Ocupa uma superfície de 357 145,532 quilômetros quadrados, participando com 22,2 por cento da superfície da Região Centro-Oeste do Brasil e 4,2 por cento da área territorial brasileira (de 8 514 876,6 km²), sendo ligeiramente maior que a Alemanha. Possui, ainda, 79 municípios, 165 distritos, quatro mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Hidrografia
O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração. A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios e camalotes.
Vegetação
Os cerrados recobrem a maior parte do estado, mas também destaca-se a Floresta Estacional Semidecidual. Há ainda a presença de pampas e Mata Atlântica. Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai, a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil (até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica). É um dos biomas com maior abundância de biodiversidade do Brasil, embora seja considerada pouco rica em número de espécies.
Relevo
A estrutura geológica sul-mato-grossense é formada por três unidades geotectônicas distintas, sendo elas a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná, sobre as quais se visualizam dois conjuntos estruturais: o primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e segundo, em terrenos fanerozóicos, na bacia sedimentar do Paraná. Não há grandes altitudes nas duas principais formações de serras, as de Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias dos rios Paraguai e Paraná. As altitudes médias do estado estão entre 200 e 600m. O planalto da Bacia do Paraná ocupada todo o leste de Mato Grosso do Sul e é uma projeção do planalto meridional, grande unidade de relevo que domina o Sul do Brasil, e apresenta extensas superfícies planas, com 400 a 1000 m de altitude.
Clima
Grande parte do estado é dominada pelo clima tropical, com verões úmidos e invernos secos, caracterizados por médias de temperaturas anuais que variam de 26ºC na baixada do rio Paraguai a 23ºC no planalto e uma pluviosidade média anual de 1500 mm. No extremo sul de Mato Grosso do Sul, ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude e do planalto, com uma média de temperatura um pouco superior a 20ºC, com temperaturas abaixo de 18ºC no mês mais frio.
Segundo o censo 2022, a população de Mato Grosso do Sul é de 2 757 013 habitantes, dos quais 1 400 498 são mulheres e1 356 515 são homens. Ainda segundo o recenseamento, a população urbana do estado é de 2 429 871 habitantes, o que corresponde a 88,13% de sua população total. A população de Mato Grosso do Sul tem crescido a altos níveis desde a década de 1870, quando o estado passou a ser efetivamente povoado. Entre 1940 e 2022, a população mais que se multiplicou por 10, o que se deve à grande migração para o estado.
Composição étnica
Segundo o censo 2022, a composição étnica da população sul-mato-grossense é: 42,38% brancos, 46,93% pardos, 6,50% pretos, 3,48% indígenas e 0,71% amarelos. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado possui as etnias indígenas Guarani-kaiowá, Guarani-nhandeva, Terena, Kadiwéu, Kinkinau, Guató, Ofaié e Atikum. Com o fim da Guerra do Paraguai, prosseguindo ao longo das décadas, o sul de Mato Grosso, que viria a se tornar Mato Grosso do Sul, foi efetivamente povoado, por correntes migratórias de outras partes do país, predominantemente do Sul e Sudeste. No início do século XX, com a chegada da ferrovia, ampliou-se o povoamento da região e começaram a chegar imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, árabes, japoneses, bolivianos e paraguaios.
Religião
Segundo o censo 2022, da população sul-mato-grossense acima de 10 anos de idade, 51,90% se identificou como católica, 32,47% como evangélica, 8,96% como irreligiosa, 1,68% como espírita, 0,61% como umbandista ou candomblecista, 0,09% como adeptos de tradições indígenas, 8,96% como de outras religiões e 0,17% não sabe ou não declarou a fé.
O Mato Grosso do Sul é composto por 79 municípios, que estão distribuídos em 12 regiões geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em três regiões geográficas intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. Na divisão vigente até 2017, os municípios do estado estavam distribuídos em onze microrregiões e quatro mesorregiões, segundo o IBGE.
O estado de Mato Grosso do Sul, assim como em uma república, é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul e outros tribunais e juízes. Além dos três poderes, o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores Emendas Constitucionais. O poder executivo sul-mato-grossense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. Nas eleições estaduais de 2022, Eduardo Riedel, foi eleito governador, derrotando Renan Contar.
A região onde o Mato Grosso do Sul está localizado contribui para o seu desenvolvimento econômico, pois é vizinho de grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com a Bolívia e o Paraguai, se situando na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunicando com a Argentina através da Bacia do rio da Prata, dando também acesso ao Oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos. A principal área econômica do estado de Mato Grosso do Sul é a do planalto da Bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.
Agropecuária
Sua economia está baseada na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infraestrutura econômica existente e a localização geográfica permitem ao estado exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil. Quanto a sua pauta de exportações, Mato Grosso do Sul se destacou na venda para o exterior de açúcar in natura (17,26%), soja (16,96%), carne bovina congelada (10,37%), pastas químicas de madeira à soda ou sulfato (10,34%) e milho (9,99%).
Indústria
Mato Grosso do Sul teve um PIB industrial de R$ 19,1 bilhões em 2017, equivalente a 1,6% da indústria nacional. Emprega 122.162 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Eletricidade e Água (23,2%), Construção (20,8%), Alimentos (15,8%), Celulose e Papel (15,1%) e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (12,5%). Esses 5 setores concentram 87,4% da indústria do estado. Na cidade de Três Lagoas, a produção de papel e celulose é considerável. Mato Grosso do Sul registrou crescimento acima da média nacional na produção de celulose, atingiu a marca de 1 milhão de hectares de eucalipto plantado, ampliou seu parque industrial no setor e consolidou-se como o maior exportador do produto no país no primeiro trimestre de 2020. Entre 2010 e 2018, a produção no sul de Mato Grosso aumentou 308%, atingindo 17 milhões de metros cúbicos de madeira redonda de papel e celulose em 2018. Em 2019, o Mato Grosso do Sul alcançou a liderança das exportações no comercializado no país, com 9,7 milhões de toneladas comercializadas: 22,20% do total exportado brasileiro de celulose naquele ano.
Turismo
Conhecido por sua biodiversidade, encontrada principalmente no Complexo do Pantanal e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, o Mato Grosso do Sul possui atrativos naturais e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os cenários são distintos e ricos em flora, fauna e exuberância da natureza. Possui comidas típicas no interior e na capital. O turismo ecológico também representa uma importante fonte de receita para o estado. Sua capital é Campo Grande e suas principais cidades turísticas são Bonito, Jardim e Bodoquena, alocalizados no Parque Nacional da Serra da Bodoquena; cidades de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Anastácio, e Porto Murtinho no Complexo do Pantanal; Ponta Porã e Bela Vista, na fronteira com o Paraguai, além das cidades de Costa Rica, Rio Verde e Fátima do Sul.
Educação
As principais instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul são: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). Em novembro de 2009, foi implantado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul o Centro Tecnológico de Eletrônica e Informática de Mato Grosso do Sul (CTEI-MS), um polo tecnológico criado pela parceria entre a UFMS, a UCDB e a UNIDERP. Foi montada no CTEI uma das redes de informática mais rápidas do país, que opera a 10 Gb/s.
Energia
Mato Grosso do Sul possui uma capacidade de geração de energia instalada é de 7 826,5 MW, sendo 94% é de origem renovável. Desse total, 6 740,8 MW são provenientes de usinas hidrelétricas, 464,7 MW de gás natural, 427,4 MW de biomassa e 182,8 MW de pequenas centrais hidrelétricas. Porém, até 2015, a capacidade de geração terá um incremento de 4 208,4 MW a partir do início das operações da Usina Hidrelétrica São Domingos dentre outras usinas de biomassa e PCHs. Ainda assim, a maior parte da energia consumida no estado é produzida pela Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias, na divisa com São Paulo.
Transportes
Em 2022, Mato Grosso do Sul possuía 45 176,8 km de rodovias municipais, 15 084,0 km de rodovias estaduais e 3 197,6 km de rodovias federais. Em 2022 eram cerca de 8 000 km de rodovias pavimentadas (entre rodovias estaduais e federais). Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são: BR-163, que liga os municípios de Sonora a Mundo Novo, onde havia cerca de 120 km de pistas duplicadas em 2022, com planejamento futuro para um total de 847 km de duplicações, cruzando todo o estado; BR-267, que liga Porto Murtinho a Bataguassu (Porto XV de Novembro), no rio Paraná, e a Ourinhos, em São Paulo; BR-060, que liga Chapadão do Sul a Bela Vista e a BR-262, que Liga Corumbá a Vitória (Espírito Santo).
A cultura inclui a linguagem, as crenças, os costumes, as cerimônias, a conduta, a arte, a culinária, a moda, o folclore, os gestos e o modo de vida de determinado número de pessoas em um período. O local onde se situa, o meio ambiente, a economia e o que cerca um povo influência o seu modo de vida. A cultura local é uma mistura de várias contribuições das migrações ocorridas em seu território:
Esportes
Mato Grosso do Sul possui vários equipamentos esportivos que impulsionam o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, com um razoável planejamento de infraestrutura esportiva: recebe todo ano eventos esportivos e automobilísticos importantes como a Formula Truck e a Stock Car. O maior estádio universitário da América Latina também se encontra no estado. No estado nasceu o medalhista olímpico Rafael Silva no judô, o medalhista em Mundiais de atletismo Zequinha Barbosa, o tricampeão Pan-Americano e finalista olímpico Leonardo de Deus na natação e Müller, campeão mundial de futebol em 1994 pela Seleção Brasileira.


