Aeroporto Internacional de Brasília
Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek é um aeroporto internacional na região administrativa do Lago Sul, no Distrito Federal. É o terceiro maior aeroporto do Brasil em número de passageiros transportados e o primeiro aeroporto da América do Sul a operar com pistas simultâneas. Desde 20 de abril de 1999, o aeroporto leva o nome de Juscelino Kubitschek (1902–1976), o 21º Presidente do Brasil.
Construção e inauguração
O Aeroporto de Vera Cruz, construído em 1955 pelo então vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão Carvalho Araújo, a pedido do presidente da sede da Nova Capital Federal, Marechal José Pessoa, já existia. Em 2 de outubro de 1955, o aeroporto recebeu a primeira tripulação de operários que construiria a nova capital. Essa instalação estava localizada onde hoje é o Terminal Integrado de Ônibus e Trem de Brasília. Tinha uma pista de terra de 2,7 quilômetros e um terminal de passageiros em um barraco improvisado de parede de sabugo coberto com folhas de buriti. A mudança para local definitivo já havia sido identificada como prioridade e as obras foram iniciadas em 6 de novembro de 1956. A obra durou mais de seis meses e exigiu a limpeza de uma área de 1,3 milhão de metros quadrados. A pista foi projetada para ter 3,3 quilômetros mas inicialmente tinha apenas 324 metros de comprimento e 45 metros de largura. O terminal de passageiros foi construído em madeira. Em 2 de abril de 1957, a aeronave presidencial pousou pela primeira vez no local, e a inauguração oficial ocorreu em 3 de maio de 1957. Naquele ano, no mesmo local também foi inaugurada a Base Aérea de Brasília.
Ampliação
Em 1965, Oscar Niemeyer propôs um projeto visionário para o Aeroporto de Brasília em substituição ao terminal de madeira: circular, com pilares externos semelhantes ao Palácio da Alvorada e túneis do metrô até o pátio satélite. Porém, o arquiteto perdeu a concessão e, devido ao golpe de estado brasileiro de 1964, o governo militar optou por construir o projeto de Tércio Fontana Pacheco, arquiteto do Ministério da Aeronáutica Brasileira. O aeroporto é, portanto, um dos poucos edifícios importantes de Brasília que não tem relação com Niemeyer. No dia 30 de junho de 1980, o Papa São João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. A aeronave que pousou na Base Aérea de Brasília foi um McDonnell Douglas DC-10-30 fretado da Alitalia de matrícula I-DYNC vindo diretamente de Roma. Logo após a chegada e descida do avião o Papa beijou o solo brasileiro em humildade, e caminhou por um tapete vermelho, tendo sido recebido pelo então presidente, João Figueiredo. Rezou uma missa solene no centro da capital, pedindo a humildade do povo brasileiro para com os pobres e interioranos. Além disso, o Brasil devido a sua população de maioria católica, foi onde São João Paulo II ficou por mais tempo, uma estadia de 12 dias, também passando por mais 13 cidades. Em ato também, apelou para que os sacerdotes não se envolvam com políticas e sim agradar somente à Deus e efetuarem à sua lei e propagarem às suas escrituras conforme a tradição.
Concessão
Após decisão tomada em 26 de abril de 2011 pelo governo federal para que empresas privadas obtivessem concessões para operar alguns aeroportos da Infraero, em 6 de fevereiro de 2012, a administração do aeroporto foi concedida por 25 anos ao Consórcio Inframérica, formado pelo Grupo Brasileiro de Engenharia Engevix (50 %) e o grupo argentino Corporación América (50 %). A Infraero, entidade estatal, detém 49% das ações da empresa constituída para administração. Entre 2012 e 2014, o consórcio Inframérica investiu 1,2 bilhão de reais no aeroporto: reforma do terminal, aumentando o número de pistas de embarque de 13 para 29 e de 40 para 70 posições de aviões. Em abril de 2014, foi inaugurado o Saguão Sul, que atende voos domésticos.


