Banda larga
O termo banda larga pode apresentar diferentes significados em diferentes contextos. A recomendação I.113 do setor de Padronização da UIT define banda larga como a capacidade de transmissão que é superior àquela da primária do ISDN a 2 ou 5 Megabits por segundo. O Brasil ainda não tem uma regulamentação que indique qual é a velocidade mínima para uma conexão ser considerada de banda larga. A Colômbia estabeleceu uma velocidade mínima de 1024kbps e os Estados Unidos de 25 Mbps. O significado já sofreu várias modificações conforme o tempo. Inicialmente, banda larga era o nome usado para definir qualquer conexão à internet acima da velocidade padrão dos modems analógicos. Usando linhas analógicas convencionais, a velocidade máxima de conexão é de 56 Kbps. Para obter velocidade acima desta tem-se obrigatoriamente de optar por uma outra maneira de conexão do computador com o provedor. Atualmente existem inúmeras soluções no mercado. O termo pode ser usado como oposição à Banda estreita ou Banda base.
ISDN (também conhecida por RDIS)
Utilizam as redes de telefonia convencionais para transmitir dados em alta velocidade que variam de 64 a 128 Kbps (ISDN). No Brasil foi conhecido por conexão ou link dedicado, mas foi superado pela redes ADSL, mais usadas atualmente. Em Portugal é utilizado o acrónimo RDIS (Rede Digital com Integração de Serviços ). Para uma rede de telefonia transmitir dados através destas tecnologias, ela precisa ser 50% digital além das companhias de telefone adaptarem uma aparelhagem que viabilize a conexão. Requer do usuário um modem apropriado. É possível ampliar esta tecnologia desde que as redes sejam substituídas por cabo de fibra óptica.
ADSL
ADSL é a sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line ou "Linha Digital Assimétrica para Assinante", um tipo de conexão ADSL que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns. É o tipo de conexão à internet em banda larga mais usado no Brasil e um dos mais conhecidos no mundo, tem a característica principal de que os dados podem trafegar mais rápido em um sentido do que em outro. É por causa dessas características que o ADSL ganhou o termo "assymmetric" (assimétrica) no nome, pois indica que a tecnologia possui maior velocidade para download e menor velocidade para upload. A grande vantagem do ADSL é que o usuário é conectado ponto a ponto com a central telefônica, sem precisar compartilhar sua linha com outros usuários, contrariamente ao modem a cabo. O modem ou roteador ADSL pode ser ligado ao computador via uma placa ethernet, através de uma porta USB ou ainda em modo wireless (sem fio).
Modem a cabo (Cable Modem)
Esta tecnologia, também conhecida por Cable Modem, utiliza as redes de transmissão de TV por cabo convencionais (chamadas de televisão a cabo - Community Antenna Television) para transmitir dados em velocidades que variam de 70 Kbps a 150 Mbps, fazendo uso da porção de banda não utilizada pela TV a cabo.
Wireless/Rádio
Utiliza ondas de Rádio-freqüência para transmitir os dados. Há várias tecnologias em uso no Brasil, sendo bastante comum confundi-las. A rede 4G promete ser ainda mais veloz e potente com grande cobertura de sinal. Em 2008 foi testada no Japão. Por ser bancada pelas empresas de telefonia que investem pesadamente no ramo, especialistas prevêem que o 4G substituirá o WiMax rapidamente nos próximos anos.
PLC
Ainda no campo da pesquisa por mais de oito anos nos Estados Unidos, consiste em transmitir os sinais de Internet através da rede elétrica. Nunca foi implantada comercialmente e um dos seus maiores problemas é que quanto maior a distância da casa do usuário aos servidores do provedor, pior fica a recepção e a velocidade. Atualmente vem sendo testada no Brasil nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais (pela Enel, Copel e CEMIG, respectivamente). Também foi testada pela CEEE em Porto Alegre, em programa de inclusão digital. O grande problema são os transformadores. O sinal até poderia ser transmitido a longas distâncias, porém os dados se perdem quando chegam aos transformadores. O caso mais próximo do sucesso deu-se na Alemanha, onde os transformadores não ficam nos postes, mas nas próprias residências. Porém, o sucesso não foi absoluto, devido à dificuldade de lidar com a alta tensão encontrada antes dos transformadores.
De acordo com a Anacom, 88,4% dos clientes internet em Portugal tinham acesso por banda larga em Novembro de 2006, tendo o número de utilizadores de banda larga crescido mais de 50% em 2006. Mais de metade das ligações em banda larga são feitas através de ADSL.[carece de fontes?] Também segundo a Anacom, em Dezembro de 2006, 40 por cento dos lares portugueses dispunham de acesso à Internet, sendo que a principal tecnologia de suporte da banda larga era o ADSL (60,5 por cento do total de acessos), sendo os restantes principalmente suportados por modem cabo (36 por cento). Contando com as intenções dos inquiridos no Inquérito ao Consumo da Banda Larga, a penetração da Internet nos lares atingirá cerca de 46 por cento no final de 2007.[carece de fontes?] Portugal é um dos países da União Europeia com os preços da Internet mais baixos e com uma rede de fibra ótica em verdadeira expansão.[carece de fontes?]
Imagem: Palazzochigi · BY-NC-SA · Openverse
Em junho de 2008 existiam 20 milhões de conexões banda larga no Brasil. O número impressionava porque essa era a previsão para 2010. O Barômetro Cisco de Banda Larga, entidade responsável pela pesquisa, havia publicado uma nova previsão para 2010, de 15 milhões de conexões. Mas frente a esse último resultado, declarou que pretende rever essa meta. No que diz respeito ao volume de dados, houve aumento de 5600% de 2002 a 2007. Dados da Anatel indicam que existiam no Brasil em torno de 25 milhões de acessos de banda larga ativos em julho de 2015.
Má qualidade
Em 2010 várias associações entraram em uma campanha no site campanhabandalarga.redelivre.org.br contra a má qualidade de internet oferecida no Brasil. Ainda no mesmo ano a Revista Galileu chamou a banda larga no Brasil de "cara e ruim" após um estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontar que o custo do serviço era 24 vez maior que nos Estados Unidos. Carolina Ribeiro, coordenadora da ONG Intervozes afirma que "O Brasil tem um dos serviços de acesso à banda larga mais caros do mundo porque os preços são deixados à mercê do mercado, sem nenhuma garantia ao consumidor, num cenário em que várias municípios estão sujeitos a um monopólio das companhias telefônicas". Também são apontados como causadores do problema a falta de concorrência, infraestrutura, e os investimentos feito nela. Um estudo feito em 2015 pela Akamai, classificou o Brasil atrás de outras 88 nações, devido a velocidade média de 3,4 megabits por segundo.


