Banco Pan
O Banco Pan é um banco brasileiro, com sede na cidade de São Paulo, no estado homônimo, controlado pelo BTG Pactual.
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Em 21 de fevereiro de 1969, o Grupo Silvio Santos assumiu o controle acionário da Real Sul S.A., empresa que atuava no mercado desde 1963, em São Caetano do Sul, transformando-a em Baú Financeira S.A. Em 1990, autorizado para atuar como banco múltiplo, passou a ser denominado Banco PanAmericano. Em dezembro de 2009, a Caixa Econômica Federal (CEF) pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do banco PanAmericano. O banco estatal, por meio da Caixa Participações (CaixaPar), adquiriu pouco mais de um terço do capital total da instituição financeira. A Caixa comprou 49% das ações ordinárias e mais 20,69% das ações preferenciais do PanAmericano. Considerando os dois tipos de ações, a CaixaPar passou a deter 35,54% do capital total do banco.
Venda para o grupo BTG Pactual
O Grupo Silvio Santos vendeu por R$ 450 milhões 51% das ações ordinárias e 21,97% das ações preferenciais do Banco PanAmericano para o grupo BTG Pactual, que assumiu toda a dívida acumulada da instituição. Silvio Santos disse ainda que as demais empresas do grupo não estão mais à venda. Contrariando essa afirmação, em 31 de julho de 2011, a Magazine Luiza adquire as Lojas do Baú Crediário. Em 6 de abril de 2021, o BTG Pactual comprou as ações da Caixa por R$ 3,7 bilhões, passando a deter 99,95% das ações ordinárias e 37,69% das ações preferenciais.
Surge a marca Banco PAN
Em abril de 2013, o Banco PanAmericano comprou a carteira de cartão de crédito consignado do Banco Cruzeiro do Sul por R$ 351 milhões, com isso passou a ter 237 convênios apenas com órgãos públicos, além de outros sete com empresas do setor privado. A operação foi a última antes da consolidação da marca Banco Pan. Em 15 de maio de 2013, o nome do banco mudou para Banco PAN, que segundo a diretoria, foi uma mudança estratégica, a fim de agilizar os processos e aumentar a eficiência do banco. A divulgação da marca ocorreu na final do Campeonato Paulista de Futebol, em uma decisão entre Corinthians e Santos, quando o novo logo apareceu estampado nas camisetas do alvinegro paulistano.
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Em 2020, o banco foi considerado pelo Great Place to Work (GPTW) Mulher como uma das melhores empresas para mulheres trabalharem no Brasil. Ainda em 2020, o banco recebeu a placa de 100 mil inscritos pelo canal "Pra Fazer Mais", do Youtube. Em 2021, o Banco PAN foi o vencedor da categoria “Melhor transformação bancária da América Latina” em 2021 na edição anual do “Euromoney Awards for Excellence". Trata-se de uma das premiações mais importantes do setor bancário.
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Inconsistência contábil de 2010
Em 2010, o Banco anunciou que o Grupo Silvio Santos, seu então controlador, iria aportar R$ 2,5 bilhões na instituição, recurso obtido em empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, visando restabelecer o equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional, pois haviam sido constatadas "inconsistências contábeis". Os executivos foram demitidos e assumiram novos administradores, mas, com risco de sobrevivência, o PanAmericano acabou sendo vendido ao BTG Pactual, em 31 de janeiro de 2011.
Operação Conclave de 2017
Em 19 de abril de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Conclave, com o objetivo de investigar a de fraude na aquisição de ações do Banco PanAmericano pela CaixaPar. O inquérito instaurado apurou a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica na inconsistência contábil, além de investigar possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes. Os investigados responderam por gestão fraudulenta. A venda, em 2021, da participação da Caixa no Banco Pan ao BTG Pactual marcou o fim desse capítulo. O BTG Pactual afirmou que não foi parte ou teve envolvimento na compra de participação do Banco Pan pela CaixaPar.
Empréstimos indevidos
Em mais de uma ocasião, o banco foi multado ou condenado por conceder empréstimos aos clientes sem autorização dos mesmos. Em dezembro de 2021, o Procon de São Paulo aplicou uma multa de 11 milhões de reais após o banco não apresentar esclarecimentos ou documentos sobre os empréstimos indevidos relatados pelos clientes. Em junho de 2023 a Justiça de Minas Gerais condenou o Banco Pan a pagar uma multa de 10 milhões de reais por dano moral coletivo devido aos empréstimos sem autorização dos clientes, mas ainda cabe recurso. A justiça também proibiu o banco de oferecer empréstimos por telefone. A ação foi ajuizada em 2019 pelo Instituto de Defesa Coletiva, junto à defensoria pública de Minas Gerais e ao Procon de Uberaba. Lillian Salgado, presidente do Instituto, relatou: "Mensuramos o dano em bilhões de reais (...) os consumidores no geral são idosos, pensionistas e aposentados do INSS, hipervulneráveis e servidores da ativa, militares. Esse é o grande problema, principalmente na contratação de serviços para idosos. Os bancos se aproveitam da fraqueza e vulnerabilidade".


