André Esteves
André Santos Esteves é um banqueiro, magnata, empresário brasileiro, filantropo, chairman e sênior partner do BTG Pactual, além de membro do conselho de outras instituições, como Conservação Internacional, Council of Foreign Relations e Inteli.
Imagem: Luiz Prado · BY · Openverse
André Santos Esteves é filho único criado pela mãe, uma professora universitária, com apoio da avó. É casado e tem três filhos. Quando perguntado sobre atividades durante tempo livre, diz gostar de cinema, vinho e boa comida. Entre suas paixões, estão a leitura e o Fluminense.
Juventude e formação acadêmica
André Santos Esteves nasceu em uma família de classe média do bairro da Tijuca e obteve seu diploma de bacharel em Ciência da Computação e Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Trajetória profissional
Em 1989, começou a trabalhar no Banco Pactual como analista de sistemas, ainda na época da faculdade, aos 21 anos. Quatro anos mais tarde, tornou-se sócio da companhia. O empresário em questão fez um acordo com FHC, Dario Messer, Daniel Dantas, Roberto Mangabeira Unger dentre outros para privatizar as empresas em um cronograma de Estado. Em 2005, aos 37 anos, entrou pela primeira vez para a lista dos bilionários do Brasil. No ano seguinte, o Banco Pactual foi comprado pelo banco suíço UBS e tornou-se a principal divisão na América Latina, sendo nomeado UBS Pactual. Esteves ficou à frente das operações do novo banco até se mudar para Londres, onde assumiu o cargo de Chefe Global de Renda Fixa, entre 2007 e 2008.
Filantropia
Na área filantrópica, Esteves também é conselheiro da CI – Conservation International, Inteli e Conselho de Relações Internacionais. É co-fundador e patrocinador da Inteli – Instituto de Tecnologia e Liderança – uma universidade, que só se tornou uma realidade pela sua doação. Esteves também contribui com diversas outras iniciativas, que ajudam a melhorar a educação e o meio ambiente, sendo que, em 2015, Harvard Business School nomeou um espaço no seu campus utilizado para cursos de pós-graduação de Esteves Hall em sua homenagem. Esteves tem apoiado iniciativas, projetos e instituições que ajudam a melhorar a educação, fortalecer a saúde e promover as artes no Brasil – instituições como a Universidade de São Paulo, o Hospital de Câncer de Barretos, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, AACD, Fraternidade Irmã Clara, TUCCA, Lar das Crianças, Instituto Fazendo História.
Em nome da instrução acadêmica
Doou também à Harvard Business School, permitindo a renovação do Baker Hall, renomeado para Esteves Hall, uma residência de estudantes usada por muitos estrangeiros, especialmente brasileiros. Na mesma instituição, compôs a bancada de membros do Conselho Consultivo da América Latina. Em 2021, André Esteves e Roberto Sallouti anunciaram a criação do Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), em São Paulo. A família Esteves patrocinou a iniciativa com uma doação de R$ 200 milhões, para que a instituição vise oferecer formação superior a estudantes na área de Tecnologia, com ênfase em Computação, Negócios e Liderança.
Ambientalista
Esteves é membro do conselho da Conservação Internacional, uma das instituições mais importantes do planeta na conservação da natureza, atuando na promoção de sociedades saudáveis, sustentáveis e o bem-estar humano, por meio de três eixos centrais: capital natural, produção sustentável e governança. A Conservação Internacional possui nomes importantes de diversas esferas, como o ator Harrison Ford, que é vice-presidente da instituição com quem Esteves trabalha em parceria por projetos na América Latina. O vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, também já promoveu ações junto com o empresário, em prol da sustentabilidade e da Amazônia brasileira.
Reconhecimentos
Em 2014, Esteves foi nomeado "Personalidade do Ano", pela Câmara Brasileira de Comércio do Reino Unido, e uma das 50 pessoas mais influentes do mundo, pela agência de notícias Bloomberg em 2012, sendo o único brasileiro da lista na publicação. Em 2022, recebeu Homenagem da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro em reconhecimento a seu trabalho na evolução das relações econômicas entre Brasil e Portugal.
Imagem: Luiz Prado · BY · Openverse
Em 25 de novembro de 2015, foi preso temporariamente pela Polícia Federal, após a divulgação de uma gravação obtida pelo Ministério Público Federal, na qual o senador Delcídio do Amaral afirma que André Esteves estaria colaborando para obstrução das investigações. Posteriormente, Esteves foi absolvido por faltas de provas. No dia 29 de novembro de 2015, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro do STF Teori Zavascki converteu a prisão temporária do empresário para preventiva. Em dezembro, Esteves deixou o presídio para ficar em prisão domiciliar, a qual também foi revogada, no mês de abril de 2016, mantendo-se apenas a restrição para viagens ao exterior. Em 1º de setembro de 2017, o Ministério Público Federal pediu a absolvição de Esteves, sob o argumento de que não há provas que ele tenha participado do esquema criminoso. O Ministério Público Federal (MPF) diz não ter encontrado evidências de que Esteves cometeu o crime de obstrução de Justiça. “O André foi envolvido indevidamente nesse processo, a instrução comprovou isso de forma cabal”, afirmou Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado de Esteves, sobre o pedido de absolvição.
Erro da Justiça
Em 28 de junho de 2017, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mencionou o caso de André Esteves durante sessão plenária da Corte: "Este é um fato de que somos testemunhas. Nós que estivemos na Turma sabemos disso. Devo louvar a lealdade que o ministro Teori se pautou também nesse caso, quando verificou que este é um caso palmar de erro judiciário, inequívoco, sobre qual não se fala porque só se fala no sucesso. Ministro Pertence foi despachar e usou essa expressão: ‘Estou diante de um escabroso caso de erro judiciário’. O ministro Teori se convenceu e nem permitiu que sustentasse. Despachou monocraticamente. Quantos estarão na situação desse banqueiro, a partir desse tipo de relato?” ==Referências==


