Banco Nacional de Angola
O Banco Nacional de Angola (BNA) é a autoridade monetária central de Angola, responsável pela formulação e execução da política monetária do país. Sua sede está localizada na Avenida 4 de Fevereiro, na capital, Luanda.
Pontos-chave
- O BNA tem suas origens no Banco Nacional Ultramarino (BNU-A), fundado em 1865.
- O BNA desempenha um papel crucial na política monetária, financeira e cambial de Angola.
- Em 2011, o BNA foi vítima de uma fraude de 160 milhões de dólares, envolvendo transferências para contas suspeitas.
- O banco central é responsável pela gestão do meio circulante e do sistema de pagamentos angolano.
O Banco Nacional de Angola (BNA) tem suas raízes na agência do Banco Nacional Ultramarino para Angola (BNU-A), estabelecida em Luanda em 9 de junho de 1865. Inicialmente, o BNU-A exercia diversas funções, como emissão de moeda, regulação de pagamentos, estabilização de salários de servidores públicos, atuação como banco comercial, fomento econômico, tesouraria, investimento de capital de risco, financiamento do déficit público e participação acionária em empresas estratégicas. Ao longo do tempo, o BNU-A expandiu sua rede com balcões em Benguela e Moçâmedes (1868), Sumbe (1915), Lobito e Malanje (1918), Cabinda (1919), e Cuíto e Lubango (1921). Chegou inclusive a gerir um balcão em Quinxassa, no Congo Belga, fundado em 1919. Entre 1865 e 1926, o BNU-A foi acionista de diversas empresas angolanas, incluindo a Companhia de Navegação do Quanza, Companhia Agrícola do Cazengo, Companhia de Pesquisas Mineiras de Angola (Pema), Diamang, Empresa Gráfica de Angola, Companhia dos Caminhos-de-Ferro através d’Africa, Companhia Agropecuária de Angola e, posteriormente, a Petrangol.
Fraude de Lavagem de Dinheiro em 2011
Em 2011, o Banco Nacional de Angola (BNA) foi alvo de uma fraude estimada em 160 milhões de dólares americanos. A descoberta ocorreu em 2009, quando se verificou que diversas transferências haviam sido feitas da conta do tesouro angolano no Banco Espírito Santo (BES) em Londres para contas bancárias controladas por suspeitos. Essas transações eram apresentadas como pagamentos por produtos importados que nunca chegaram a Angola ou por bens fictícios, como limpa-neves. O BES de Londres alertou as autoridades angolanas sobre as saídas contínuas de fundos quando o saldo da conta do BNA atingiu níveis mínimos. O caso veio a público em junho de 2011, através do jornal português Diário de Notícias. A investigação resultou na detenção de 25 pessoas em Angola, acusadas de fluxos ilegais de dinheiro entre cidadãos angolanos, portugueses e espanhóis, com suspeitas de branqueamento de capitais e burla qualificada, entre outros crimes. Funcionários do Ministério das Finanças de Angola e do próprio BNA também foram implicados no escândalo.
Imagem: D-Stanley · BY · Openverse
Como banco central e emissor de moeda, o Banco Nacional de Angola (BNA) tem como responsabilidades primordiais a manutenção da estabilidade do valor da moeda nacional e a participação ativa na definição das políticas monetária, financeira e cambial do país. Compete ao BNA a execução, o acompanhamento e o controle das políticas monetárias, cambiais e de crédito, além da administração do sistema de pagamentos e do meio circulante, em conformidade com a política econômica nacional.
Imagem: David Stanley from Nanaimo, Canada · BY · Openverse
Embora sua rede de agências já tenha sido significativamente mais ampla no passado, a estrutura atual do Banco Nacional de Angola se concentra na sua sede em Luanda, complementada por agências em Benguela, Malanje, Cabinda, Lubango e Huambo.


