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Jorge Ben Jor

Jorge Duílio Lima Menezes OMC, mundialmente conhecido como Jorge Ben Jor, é um cantor, compositor e músico brasileiro de renome. Reconhecido por sua inovação e influência, foi eleito pela Rolling Stone Brasil como o 5º maior artista da história da música brasileira em 2008 e um dos 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão em 2012.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 07/07/2026

Pontos-chave

  • Jorge Ben Jor é considerado um dos maiores artistas da música brasileira pela Rolling Stone Brasil.
  • Sua infância e adolescência foram marcadas pelo desejo de ser jogador de futebol e pela forte presença da música.
  • O sucesso de 'Mas que Nada' em 1963 o projetou nacional e internacionalmente, definindo seu estilo samba rock.
  • Experimentou fases esotéricas e experimentais na década de 1970, com álbuns hoje considerados clássicos.
  • A mudança de nome para Jorge Ben Jor e a fase pop nos anos 80 e 90 consolidaram sua carreira internacional.
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Infância e Formação Musical

Imagem: Luan Torreira · BY · Openverse

Nascido em Madureira e criado no Rio Comprido, Jorge Ben Jor é filho de Augusto Menezes e Silvia Saint Ben Lima. Embora sonhasse em ser jogador de futebol e tenha integrado o time infanto-juvenil do Flamengo, a música sempre esteve presente em sua vida. Ele frequentou o Seminário São José, onde aprendeu latim e canto gregoriano, e desde cedo demonstrou talento musical, ganhando seu primeiro pandeiro aos treze anos e um violão aos dezoito. Suas influências iniciais incluíram João Gilberto, Orlandivo, Luiz Gonzaga e Little Richard, moldando seu estilo inovador.

Controvérsia sobre a Data de Nascimento

Desde o início de sua carreira, a data de nascimento de Jorge Ben Jor gerou controvérsia. Inicialmente, a imprensa divulgava 1944 ou 1943. Em 2012, a celebração de seus 70 anos por diversos veículos foi contestada por sua assessoria, que afirmou 1945 como o ano correto. A imprensa, no entanto, apontou inconsistências com entrevistas antigas e a improbabilidade de ter lançado seu primeiro disco aos 18 anos ou de ter feito parte da Turma do Divino com músicos nascidos no início dos anos 1940. Em 2015, as celebrações de seus 70 anos foram significativamente menores, com a imprensa ironizando a situação.

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Trajetória Musical e Legado

A carreira de Jorge Ben Jor deslanchou nos anos 60, marcada por inovações e sucessos que o consolidaram como um dos maiores nomes da música brasileira. Sua capacidade de transitar entre diferentes gêneros e públicos o tornou um artista único e atemporal.

O Início com o Sucesso de 'Mas que Nada'

No início dos anos 1960, Jorge Ben Jor se apresentava no Beco das Garrafas, reduto da bossa nova. Em 1963, sua performance de 'Mas que Nada' chamou a atenção de um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, lançou seu primeiro compacto e o LP 'Samba Esquema Novo', acompanhado por Meirelles e os Copa Cinco. 'Mas que Nada' se tornou um sucesso estrondoso no Brasil e uma das canções em português mais executadas nos EUA, regravada por artistas como Ella Fitzgerald, Sérgio Mendes e Coldplay, consolidando o 'samba rock' e agradando tanto a bossa nova quanto a Jovem Guarda.

Era de Festivais e Fase Esotérica-Experimental

Em 1968, Jorge Ben participou de programas como 'Divino, Maravilhoso' (Caetano Veloso e Gilberto Gil), 'O Fino da Bossa' (Elis Regina e Jair Rodrigues) e 'Jovem Guarda' (Roberto Carlos). Obteve grande sucesso com músicas como 'Cadê Tereza?', 'País Tropical' e 'Que Pena', além de concorrer no Festival Internacional da Canção com 'Charles, Anjo 45'. Na década de 1970, venceu o festival com 'Fio Maravilha'. Lançou álbuns esotéricos e experimentais como 'A Tábua de Esmeralda' (1974), 'Solta o Pavão' (1975) e 'África Brasil' (1976), que, apesar de não serem sucessos comerciais na época, são hoje considerados clássicos. 'Taj Mahal', de 'África Brasil', gerou um processo de plágio contra Rod Stewart por sua música 'Da Ya Think I'm Sexy?'.

Mudança de Nome e Fase Pop

Na década de 1980, Jorge Ben dedicou-se à divulgação internacional. Em 1989, mudou seu nome artístico para Jorge Benjor, e depois para Jorge Ben Jor, especula-se que para evitar confusão com o músico americano George Benson. Nesta fase, sua música adquiriu um caráter mais pop, mantendo o groove característico. Ele começou a usar guitarra elétrica para se fazer ouvir melhor nos shows. Em 1990, lançou 'W/Brasil (Chama o Síndico)', uma homenagem a Tim Maia e um pedido de Washington Olivetto, que se tornou um grande sucesso nas pistas de dança em 1993. Em 2004, lançou 'Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum)', seu primeiro álbum de inéditas desde 1995.

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Fontes consultadas

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