Bala na Cara
Bala na Cara (BNC), conhecidos também por Os Leão, Os Ta No Chão ou 2.13.3, é uma das duas maiores organizações criminosas do Rio Grande do Sul, ao lado de Os Manos. Também, é uma das mais violentas do estado. Assim como outros grupos criminosos, surgiu em Porto Alegre, no bairro Bom Jesus, onde é o QG da facção. Atua principalmente na Zona Sul de Porto Alegre. José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca, é apontado como um dos principais líderes da organização. Os Bala na Cara também usam a frase "Tudo 2" como marcação de território.
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Bala na Cara é uma organização criminosa que surgiu no início dos anos 2000, formada por um grupo de jovens desajustados. O nome da facção ficou conhecido após a quadrilha executar um desafeto com vários disparos no rosto, um ato que ficou marcado como símbolo de sua violência. A partir desse momento, a facção ganhou notoriedade, e foi assim que ela começou a se expandir. Com o tempo, a quadrilha passou a recrutar novos membros sem exigir regras rígidas. Quem se afiliava à facção não precisava seguir todas as ordens de seus superiores, sendo exigido apenas o pagamento de uma taxa sobre os lucros provenientes do tráfico de drogas. Em troca, os Bala na Cara oferecia proteção, fornecia armas e garantia que o nome da facção causasse medo nas pessoas. Essa abordagem mais flexível fez com que a facção crescesse rapidamente, conquistando fama em Porto Alegre devido à sua extrema violência e à forma brutal com que executavam rivais e pessoas que não cumpriam com suas dívidas. Em um dos episódios mais marcantes, um ex-integrante da Bala na Cara decidiu denunciar a facção, revelando informações sobre seus lucros e atividades ilícitas. Na época, a facção era muito nova e pouco conhecida, mas logo revelou que com poucos anos de existência, a Bala na Cara já faturava 10 milhões de reais por mês e tinha mais de 120 homicídios vinculados a facção, quase todos com o mesmo padrão de execução: diversos disparos no rosto das vítimas.
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Com o crescimento da Bala na Cara, surgiu a facção V7, que passou a tentar atrasar sua expansão. O conflito entre essas duas facções teve início em 2016, após o sequestro de Jeferson Lapuente, um integrante da BNC. Após o sequestro, o corpo de Lapuente foi encontrado decapitado e enrolado em um edredom, com a inscrição "Bala nos Bala". Esse episódio marcou o início oficial da guerra entre as facções. Entre 2016 e 2018, o conflito entre V7/Antibala, Bala na Cara, Os Mano e Os Aberto resultou em mais de 400 homicídios, tornando esse período um dos mais violentos do Rio Grande do Sul.==Referências==


