Amigos dos Amigos
Amigos dos Amigos, conhecido pela sigla ADA, é uma organização criminosa originária da cidade do Rio de Janeiro. O grupo foi formado em 1998 por ex-membros da facção Comando Vermelho (CV), entre eles Celso Luís Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, e Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê. Inicialmente, o Amigos dos Amigos aliou-se ao Terceiro Comando (TC); contudo, em 2002, um racha nessa organização levou à divisão de seus integrantes entre o Amigos dos Amigos e o Terceiro Comando Puro (TCP), uma dissidência liderada por Nei da Conceição Cruz (Facão) e Robson André da Silva.
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Em 13 de junho de 1994, Orlando da Conceição, mais conhecido como o Orlando Jogador, então líder do líder do Comando Vermelho, foi assassinado em uma emboscada articulada por Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, que até então era da mesma facção. Uê foi expulso do Comando Vermelho e jurado de morte. Em 1996, Uê foi preso em Fortaleza e encarcerado no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. No presídio, Uê uniu-se com José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha e com Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, e formaram o Amigos dos Amigos. A facção se aliou ao Terceiro Comando para diminuir o poderio do Comando Vermelho. Em 11 de setembro de 2002, em uma rebelião no Complexo de Gericinó, Fernandinho Beira-Mar e seus comparsas mataram Uê e ameaçam Celsinho da Vila Vintém, que para escapar da morte, fingiu se aliar ao Comando Vermelho, sendo por isso acusado, por parte dos membros do Terceiro Comando, de traidor. Este fato decretou o fim do Terceiro Comando e a debandada de todos os seus membros, ou para os Amigos dos Amigos, ou para o Terceiro Comando Puro (TCP).
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Em 2004, a facção passou a controlar a Rocinha, maior favela do Rio de Janeiro, após a guerra entre os traficantes Lulu e Dudu da Rocinha, ambos do Comando Vermelho (CV). Sentindo-se traídos pela facção, o grupo de Lulu, morto pela polícia após os confrontos, decidiu migrar para os Amigos dos Amigos. Esse confronto terminou com 15 mortos, incluindo civis e policiais do Bope. Posteriormente, Lulu acabou sendo morto em uma operação do Bope, mas a Rocinha continuou controlada pelo ADA, desta vez sob o comando de Erismar Rodrigues, o Bem-Te-Vi. Em 2005, Bem-Te-Vi foi morto durante uma operação da Polícia Civil. Então, a chefia do tráfico local ficou dividida entre João Rafael da Silva, o Joca, e Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Dois anos depois, após a prisão de Joca, Nem passou a comandar sozinho o tráfico da Rocinha. A Rocinha só foi "perdida" pela facção em 2011, com a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O último líder da facção, Nem, foi preso pela polícia enquanto tentava fugir escondido no porta-malas de um carro. Desse modo, o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, foi decretado como o novo chefe da Rocinha.
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Em 2017 chegou a ser esboçada uma união com o TCP, que geraria uma nova facção chamada TCA — Terceiro Comando dos Amigos — mas esta proposta foi abortada no final de 2017. Ao longo de 2018, os Amigos dos Amigos perdeu diversos de seus territórios, sobrevivendo basicamente apenas na Vila Vintém e em algumas favelas fora da capital. Em 2022, Celsinho da Vila Vintém foi solto, mas em 2025 foi preso novamente em uma operação da Polícia Civil. Segundo as investigações, Celsinho teria articulado um acordo com Edgar Alves de Andrade, o Doca, uma das lideranças do Comando Vermelho, e com o miliciano André Costa Bastos, conhecido como Boto, para tentar recuperar áreas da zona oeste que haviam sido perdidas pelo ADA.


