Baile Perfumado
Baile Perfumado é um filme brasileiro de 1996, do gênero drama, com direção conjunta de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. É considerado um marco da retomada do Cinema Pernambucano. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Conta a saga real do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Virgulino Ferreira, o Lampião, quando vivia no sertão brasileiro. Amigo íntimo de Padre Cícero, Benjamim mascateava pelo sertão e exercitou seu espírito mercantilista convivendo intimamente com o bando de Lampião. Infiltrou-se no grupo para colher imagens e vender os registros do famoso criminoso pelo mundo afora.
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Baile Perfumado foi produzido em Pernambuco e filmado originalmente em 35 mm, utilizando fotografia colorida e em preto e branco. A obra combina elementos históricos e ficcionais na representação do cangaço e da cultura nordestina. A trilha sonora do filme incorpora influências do movimento manguebeat, aproximando a narrativa histórica da produção cultural pernambucana contemporânea.
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Baile Perfumado recebeu destaque em festivais de cinema no Brasil. No Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 1996, conquistou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte e Melhor Ator Coadjuvante, além do Prêmio da Crítica, do Prêmio UNESCO e do Prêmio dos Pesquisadores do Cinema Brasileiro. A obra passou a ser reconhecida como uma das produções centrais da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990.


