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Baía de Todos-os-Santos

A Baía de Todos-os-Santos (BTS) é uma reentrância da costa litorânea brasileira localizada no estado da Bahia. Estende-se por 1 233 quilômetros quadrados, com profundidade média de 9,8 metros, chegando até 70 metros, com visibilidade de mergulho entre 10 e 20 metros. Ela é a terceira maior baía do Brasil, após a Baía de São Marcos e São José, ambas no Maranhão. Porém, também é referida como a maior baía do país e segunda maior do mundo. Em 2014, recebeu da Marinha do Brasil o título de capital da Amazônia Azul.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

A larga e profunda baía encantou navegadores, piratas e colonizadores, bem como despertou o interesse do governo português por ser um excelente ancoradouro natural, um estratégico sítio defensivo, com águas piscosas e terras com boa fertilidade. Foi nominada em 1501 quando uma expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos e acompanhada por Américo Vespúcio, cartógrafo e escritor italiano, que daria nome a todo o continente americano, foi enviada para mapear as novas terras, descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral. Era o dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos na tradição da religião católica. Por costume, nomeava-se todos os acidentes geográficos de acordo com os santos dos dias onde os mesmos eram identificados — cabendo à baía, portanto, este nome. A relevância estratégica do local, associada à existência de colinas e acidentes geográficos a leste (relevo que permitiria o costume medieval de fortificação das cidades), foram decisivas para que Tomé de Sousa mais tarde escolhesse a região para fundar, por ordens do rei de Portugal, a cidade que seria a sede da primeira capital da colônia portuguesa — Salvador.

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Geografia

A baía de Todos os Santos é um grande estuário, com circulação forçada principalmente pelas marés, gradientes fisico-químicos entre a sua entrada e seu interior, o que resulta em variados nichos ecológicos, e circulação gravitacional permanentemente estabelecida. Salinidades similares à oceânica promovem a existência de vários recifes de coral entre a Ilha dos Frades e a ponta de Mont Serrat. Penetrando 80 quilômetros adentro no continente, no limite máximo de ação da maré, a baía de Todos os Santos possui um contorno litorâneo de 300 km, perfazendo os principais limites o Porto da Barra (ao norte, em Salvador) e a Ponta do Garcês (ao sul, em Jaguaripe), sendo na realidade um pequeno golfo composto por três baías, sendo a baía de Aratu, que abriga atualmente as instalações do Porto de Aratu e da Refinaria Landulfo Alves. Suas margens forneceram uma das maiores reservas de petróleo em terras continentais do Brasil. De uma barra à outra da baía medem-se 14 metros de amplitude, sendo que da Ponta da Penha até a Ponta de Itaparica temos aproximadamente 9 km de extensão.

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Turismo

A região é bastante procurada para a prática de esportes náuticos, como vela, remo, regata e canoagem, sendo por isso realizada muitas competições do tipo em suas águas calmas também propícias para o mergulho e stand up paddle. Também ocorre por lá a tradicional procissão marítima do Bom Jesus dos Navegantes, no primeiro dia do Ano Novo. A região possui uma grande diversidade natural, formada por mata Atlântica, bananais, manguezais, coqueirais e recifes de corais.

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Proteção ambiental

Imagem: turismobahia · BY-SA · Openverse

A baía foi considerada alvo de medida de proteção ambiental, através do Decreto Estadual 7 595, de 5 de junho de 1999, como área de proteção ambiental — a Área de Preservação Ambiental da Baía de Todos-os-Santos. Nela estão incluídas as águas da baía e suas ilhas. Abrange os municípios de Cachoeira, Candeias, Itaparica, Jaguaripe, Madre de Deus, Maragogipe, Salinas da Margarida, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho e Vera Cruz.

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Fontes consultadas

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