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Roberto Baggio

Roberto Baggio Embaixador(a) da boa vontade da FAO é um ex-futebolista italiano que atuava como meia-atacante. É considerado um dos maiores e mais populares jogadores da Itália e do mundo na década de 1990 e começo dos anos 2000.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Carreira em clubes

Início

Ele, que nasceu em Colatina de Vicenza, foi levado ao clube da cidade após um olheiro observá-lo quando Baggio tinha treze anos anos em jogo dos juniores do time de sua cidade natal, Caldogno. Na infância, nutria admiração por vários ídolos, entre eles os brasileiros Chinesinho (ex-jogador do Palmeiras que ele viu jogar pelo Vicenza na primeira vez em que foi a um estádio) e, principalmente, Zico, sobre quem declarou que "meu primeiro técnico no Vicenza chegou até a me apelidar de Zico. Era uma pérola do futebol: veloz e com uma incrível noção de técnica, habilidade, além dos passes precisos em curto espaço" Baggio declararia que chegou a assistir partidas do Flamengo na televisão para ver o Galinho. Outro clube sul-americano que o encantou foi o Boca Juniors, ao se surpreender com a torcida, que não parava de cantar mesmo com o time sendo goleado.

Fiorentina

Demoraria a estrear: dois dias antes do acordo ser anunciado, teve uma lesão tão séria no joelho que foram necessários 220 pontos para costurá-la, ameaçando a sua carreira. O joelho fraco o perseguiria para sempre causando-lhe sempre fortes dores antes do final de cada temporada . Foi nessa época da lesão que ele, sexto de oito filhos de uma família tipicamente católica da região do Vêneto, encontrou a serenidade na religião budista - sua mãe chegaria a declarar que "preferiria vê-lo parar com o futebol!". Foi apresentado ao budismo por um amigo quando sentia-se desmotivado, o que o fazia ficar recluso em casa "não só porque tinha sempre a bolsa de gelo no joelho, mas também porque tinha medo que alguém me visse (na rua) e dissesse: 'Olha o Baggio. Em vez de se tratar, vive saindo para se divertir!'". A sua estreia na Serie A enfim ocorreu em 21 de setembro de 1986, contra a Sampdoria, marcando o seus primeiros gols logo nas primeiras partidas como titular ;em março de 1987, contra o Napoli de maradona desequilibrou marcando três gols .

Juventus

Para a própria Juventus seria logo vendido, contra a sua vontade. A mudança pouco após a dolorosa derrota do que seria o primeiro troféu europeu da Viola revoltou Florença, com centenas de torcedores tomando as ruas em protesto, vandalizando carros, lojas e o que mais encontrassem. Os tumultos gerados deixaram mais de 250 feridos, e os dirigentes do clube tiveram de viver sob escolta por algum tempo. A família Pondella, dona da Fiorentina, acabaria vendendo o time. Os 19 milhões de dólares pagos pela transferencia. Baggio, curiosamente, já havia sido objeto de negociação com o clube de Turim em 1985, só tendo ido para a Fiorentina quando esta repentinamente apareceu com 3 bilhões de liras (oito milhões de reais, em valores atuais), contratando-o no último minuto.

1995–2000

Ao fim da grande temporada que tivera, foi vendido ao Milan, após grande pressão de Silvio Berlusconi. Baggio perderia a campanha vitoriosa da Juventus na Liga dos Campeões da UEFA, em que a ex-equipe seria campeã naquela temporada. Mas, paralelamente, ganhou individualmente no Milan seu segundo título italiano seguido. O raríssimo feito de ser campeão italiano duas vezes seguidas por equipes diferentes . Depois com uma grave lesão Baggio decidiu então transferir-se para o modesto Bologna para a temporada 1997/98. Conseguiu com êxito relançar sua carreira, marcando 22 golos no campeonato italiano na época 1997-98 e garantindo lugar como principal jogador Italiano Copa do Mundo de 1998. Sua boa temporada ali levou-o de volta à Milão, mas não pelo Milan e sim como jogador da rival Internazionale, arquirrival também de sua outra ex-equipe, a Juventus.

Brescia

Transferiu-se para a emergente equipe do Brescia para a temporada 2000/01. Uma nova lesão só o permitiu jogar a partir do meio do campeonato. Mas quando voltou a jogar, reconduziu o clube das últimas posições para um quinto lugar, conquistando vaga na Copa da UEFA. Manteve boa fase em sua segunda temporada, a de 2001/02, ficando altamente cotado para, mesmo aos 35 anos, ir jogar uma quarta Copa do Mundo. Entretanto, acabou lesionando-se em falta do brasileiro Fábio Bilica, do Venezia, e em função da contusão acabou não convocado. Na partida que marcou a sua despedida, em 16 de Maio de 2004, contra o Milan no San Siro, foi substituído a dois minutos do fim para ser aplaudido por três minutos pelas 80.000 pessoas presentes no estádio. Após a partida, sua camisa 10 seria aposentada pelo Brescia, que não se recuperou da retirada de seu maior astro: o clube seria rebaixado à segunda divisão justamente na temporada que se seguiu após a saída do ídolo.

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Seleção Italiana

Recebeu a primeira convocação em 1988, em sua primeira grande temporada pela Fiorentina. Com a boa fase mantida, culminada no vice-campeonato na Copa da UEFA, foi convocado à Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália. Foi reserva no esquema de Azeglio Vicini, mas participou da maioria dos jogos, inclusive marcando um lindo gol contra a extinta Tchecoslováquia. Marcaria também na partida pelo terceiro lugar; a Seleção Italiana caíra nas semifinais nos pênaltis ante a Argentina, contra a qual ele acertou sua cobrança. Após a não-classificação para a Eurocopa 1992, com a Squadra Azzurra perdendo a vaga para a União Soviética nas Eliminatórias, Baggio disputou sua segunda Copa na edição de 1994 credenciado com as premiações de melhor jogador europeu e do mundo. Após uma primeira fase cambaleante, com o time chegando a ser derrotado pela Irlanda, o meia, já apelidado de Il Codino Divino ("O Rabo de Cavalo Divino", uma alusão ao seu penteado na época), liderou a Itália nas fases finais: marcou os dois gols da vitória de virada sobre a Nigéria nas oitavas-de-final, o primeiro deles a dois minutos do fim da partida

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