Aldo Serena
Aldo Serena é um ex-futebolista profissional italiano, que atuava como atacante. Representante de seu país nas Copas do Mundo FIFA de 1986 e de 1990, notabilizou-se por um currículo especial apesar de não ter sido exatamente um jogador de habilidades extraordinárias: está entre os seletos onze jogadores que jogaram nos três principais clubes de seu país - Internazionale, Milan e Juventus, sendo inclusive o primeiro a fazê-lo após quase meio século; foi também o primeiro dos dois únicos que jogaram nos dois clubes de Milão e também nos dois de Turim ; e está entre os cinco que puderam vencer o campeonato italiano por três equipes diferentes - sendo ele o único a conseguir isso exatamente pelo trio principal.
Primeiro ciclo na dupla de Milão
Serena começou no Montebelluna, clube de sua cidade natal, de mesmo nome, jogando inicialmente a Serie D. Aos 18 anos, após nove gols marcados, foi levado pela Internazionale, onde figurou inicialmente na reserva de Alessandro Altobelli e de Carlo Muraro. Foi então repassado a alguns clubes da segunda divisão para angariar experiência. No Como, conseguiu o título e o acesso na Serie B, mas sem contribuição efetiva em campo - foram apenas dois gols em dezoito jogos. Assim, ele foi repassado ao Bari, onde conseguiu titularidade. Com dez gols marcados, voltou a chamar a atenção da Inter, que o trouxe de volta em 1981. Apesar da rodagem, Serena novamente não triunfou de imediato no regresso a Milão, ainda que tenha sido importante no título da Copa da Itália de 1981-82 - foi o autor do único gol do jogo da ida da final, contra o Torino. O empate em 1-1 no segundo deu a taça aos interistas; já no campeonato, marcou somente dois gols, ambos em uma só partida, na derrota de 4-2 sobre a Fiorentina.[carece de fontes?] Em paralelo, o jogador Fulvio Collovati foi convocado e foi campeão na Copa do Mundo FIFA de 1982 mesmo tendo integrado o elenco rebaixado do rival Milan. A diretoria dos dois clubes milaneses, com largo histórico de boas relações e trocas de jogadores, acertou então a ida do laureado Collovati à Inter, em permuta por Giancarlo Pasinato, Nazzareno Canuti e Serena ao clube rossonero.
Na dupla de Turim
Serena foi a grande contratação do Torino para a temporada 1984-85, ao lado do brasileiro Júnior. Ambos reuniram-se a Giuseppe Dossena e Walter Schachner, mostrando serviço na campanha vice-campeã dos grenás. Serena foi o artilheiro do elenco, com nove gols. Entre eles, destacaram-se os dois no duelo contra o Napoli de Diego Maradona e o outro que, aos 89 minutos, garantiu a vitória de virada por 2-1 no clássico com a Juventus, gerando catarse na plateia granata. À altura de 2016, aquela temporada seguia como a última vez em que o Toro, treinado pelo mesmo técnico de seu último título italiano (nove anos antes), lutou seriamente pelo título da Serie A. Era apelidado de Testina d'Oro ("Testinha de Ouro") pelos frequentes gols de cabeça.
Segundo ciclo na dupla de Milão
O técnico Giovanni Trapattoni, que o treinara na Juventus, havia se transferido à Internazionale e requisitara a contratação de Serena, que assim iniciou sua quarta passagem pela Inter, contratado juntamente com Enzo Scifo. Voltando a ter a concorrência de Alessandro Altobelli, teve uma primeira temporada difícil de regresso, com ambos tendo características similares. Marcou seis gols, ainda que dois servissem para o clube vencer o clássico com a Juventus. A Inter, porém, viu o outro rival, o Milan ser o campeão, terminando apenas na quinta colocação.[carece de fontes?] A reação interista foi reformular totalmente o seu setor ofensivo. Serena foi justamente a única peça mantida para a temporada seguinte, de 1988-89, quando passou a ser colega de Lothar Matthäus, Ramón Díaz, Nicola Berti e Alessandro Bianchi. Trapattoni dessa vez adotou o esquema 3-5-2, com Serena e Díaz formando a dupla de ataque municiada por Matthäus e pelos alas Bianchi e Andreas Brehme. O clube conseguiu assim um desempenho arrasador com eficiência assustadora. Foram 26 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em 34 jogos, com 67 gols marcados e 19 sofridos - sendo a equipe que mais venceu, a que menos empatou, a que menos perdeu, a que mais fez gols, a que menos sofreu gols, a que mais venceu em casa (invicta, com 15 vitórias e dois empates), a que mais venceu fora de casa (11 vitórias) e a que menos perdeu fora de casa (somente duas vezes).
Pela Seleção Italiana, disputou os mundiais de 1986, sem entrar em campo, e 1990. O momento mais marcante da carreira de Serena aconteceu na Copa de 1990. No dia de seu trigésimo aniversário, ele marcou um gol - único dele nas Copas - contra o Uruguai, e saiu de campo às lágrimas. Porém, terminou marcado ao desperdiçar o pênalti que eliminou a Azzurra na semifinal, contra a Argentina. Na ocasião, Serena era obrigado a converter, após Roberto Donadoni também ter desperdiçado.


