Lúcio Aurélio Aviânio Símaco Fosfório
Lúcio Aurélio Aviânio Símaco Fosfório foi um oficial romano do século IV, ativo no reinado dos imperadores Constante I (r. 337–350), Constâncio II (r. 337–361), Juliano, o Apóstata (r. 361–363), Valentiniano I (r. 364–375), Valente (r. 364–378), Graciano (r. 375–383) e Valentiniano II (r. 375–392). Foi proeminente oficial e senador e era pai de Quinto Aurélio Símaco. Serviu em ofícios civis e religiosos e foi embaixador em nome do senado aos imperadores em mais de uma ocasião. É possível que foi designado ao ofício de cônsul de 377, mas falece antes de assumir.
Membro da família aristocrática dos Símacos, era filho de Aurélio Valério Tuliano Símaco, cônsul em 330. Ele teve uma filha e quatro filhos, dentre os quais Celsino Ticiano e o mais influente dos Símacos, o orador Quinto Aurélio Símaco. Era um senador pagão e foi membro de vários colégios sacerdotais, incluindo os pontífices de Vesta e os quindecênviros dos fatos sagrados (de 351 a 375). Tinha uma residência em Roma, uma vila em Fórmias e uma propriedade em Preneste. Seu filho Símaco louvou-o por sua habilidade como orador e poeta e o sofista Libânio, ao escrever uma carta para seu filho favoravelmente menciona sua capacidade cromo crítico literário. Ele escreveu a epístola 12 da correspondência de seu filho e recebeu dele 11.3-12; em sua carta, escrita quando já estava aposentado, cita versos que havia composto sobre proeminente senadores da geração anterior. Cerca de janeiro de 350, manteve o ofício de prefeito da anona; depois naquela década foi vigário de Roma. Em 361, foi a Antioquia (na Síria), onde provavelmente encontra Libânio, para encontrar Constâncio II: talvez o senado queria assegurar sua lealdade ao imperador reinante após receber uma carta de Juliano, primo e césar de Constâncio, que havia sido recém-proclamado imperador por suas tropas. Em seu caminho de volta, Símaco e seu colega Valério Máximo viajaram por Naísso, onde se encontraram com Juliano e foram honrados. Aviânio estava em grande favor com Juliano e por várias vezes ser emissário do senado aos imperadores torna-se príncipe do senado.


