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Telheiras

Telheiras é um bairro das freguesias do Lumiar e Carnide, portanto na parte Norte do concelho de Lisboa. O bairro não tem fronteiras físicas consensualmente definidas, correspondendo, pelo menos originalmente, a um “triângulo” de 98 hectares delimitado pelo Eixo Norte-Sul, pela Avenida Padre Cruz e a Avenida General Norton de Matos / 2.ª Circular.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

Telheiras antiga

A zona de Telheiras será habitada pelo Homem desde a Pré-História, em muito devido à sua fertilidade. Os povos celta e lusitano, adoradores do deus Lug, terão construído neste lugar um povoado em redor da antiga capela de São Vicente, tendo esta malha urbana inicial provavelmente dado origem à disposição do núcleo antigo de Telheiras. É também tido como provável que Telheiras tenha sido habitada por Romanos — a igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu poderá ter sido um templo, hipótese apoiada pelo facto de a antiga entrada do local ser exposta a Sul. No século XVII, a povoação ganhou alguma notoriedade, quando o príncipe D. João de Cândia, proveniente do Ceilão (actual Sri Lanka) aqui decidiu construir uma Igreja e um Convento para perpetuar a sua memória, aplicando os fundos que a Coroa lhe pagava generosamente.

A urbanização de Telheiras

Em 1967, o Plano Geral de Urbanização da Cidade de Lisboa (PGUCL) indicava Telheiras como área para fins habitacionais. A Câmara Municipal de Lisboa encomendou o primeiro plano de urbanização do bairro a uma equipa francesa coordenada pelo arquitecto Gilles O’Callaghan, envolvendo as empresas OTAM (Omnium Technique d’Aménagement) e Interlande — Sociedade de Estudos e Programações Lda. A OTAM, dedicada ao planeamento urbano, era então fortemente influenciada pelos ideais do sociólogo e filósofo francês Henri Lefebvre. Foram apresentados documentos em duas fases distintas: Este plano inicial procurava atingir um carácter acentuadamente urbano, distinguindo três “redes” de intervenção: uma primária (transversal Nascente-Poente), uma secundária (partindo da transversal e servindo os quarteirões adjacentes) e uma terciária (de ligação aos edifícios).

Telheiras actual e zonas de expansão

O bairro atraiu essencialmente jovens licenciados, com boas perspectivas de carreira, que rapidamente constituíram numerosas famílias. Daqui vem a designação “Bairro de Doutores” que lhe é conotada. Ao longo das décadas que se seguiram à construção de Telheiras, no perímetro urbano definido pelo plano do Arquitecto Pedro Vieira de Almeida, verificou-se uma especulação imobiliária incrível na zona, graças à elevada procura. Várias empresas privadas têm então adoptado a designação do bairro na promoção de fogos imobiliários a Oeste de Telheiras e do Eixo Norte-Sul (Parque dos Príncipes, Quinta dos Inglesinhos e Horta Nova, junto a Carnide) e a Norte da Rua Professor Pulido Valente (Alto da Faia I, II e III, e zonas contíguas ao Paço do Lumiar). A amplitude leste-oeste da área urbana a que se chama vulgarmente Telheiras praticamente duplicou.

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Acessibilidades

As acessibilidades de Telheiras são, de facto, uma das mais-valias desta área do bairro, sendo que Telheiras Sul beneficia das melhores acessibilidades. Encontra-se rodeado de vias rápidas (2ª Circular, Eixo Norte-Sul, avenida Padre Cruz) que facilmente encaminham os moradores para qualquer área de Lisboa e mesmo para as Autoestradas fora da cidade. A nível interno, Telheiras Sul beneficia da estação Telheiras, da Linha Verde do Metropolitano de Lisboa, e da passagem de três carreiras da Carris (747, 767 e 778). A primeira liga o Campo Grande à Pontinha e atravessa Telheiras; a segunda vem das Avenidas Novas, atravessa Telheiras e o Parque dos Príncipes e segue para a Reboleira; a terceira vem do Campo Grande, atravessa Telheiras e dirige-se para o Alto da Faia, terminando no Centro Colombo. Existe igualmente uma praça de Táxis em Telheiras Sul, numa das ruas centrais. Enquanto Telheiras Sul beneficia desta confluência de acessibilidades, o Alto da Faia I apenas beneficia da carreira 778 e o Alto da Faia II e III beneficiam da carreira 703, que vem de Benfica e segue para a Ameixoeira e para a Charneca.

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Comércio e serviços

Distribuídos um pouco por todo o bairro, os estabelecimentos comerciais constituem uma outra mais-valia do bairro. O "comércio de rua" anima e movimenta as ruas de Telheiras. A diversidade satisfaz as necessidades básicas, pela existência de mercearias, padarias, papelarias, etc. e de dois supermercados de grande superfície. Os serviços estendem-se da restauração às empresas imobiliárias, das agências bancárias, aos serviços estéticos. Destaca-se, pela quantidade de movimento, a "Rua dos Cafés", também conhecida como "Docas Secas". São muitas as pessoas de fora do bairro que frequentam os cafés de Telheiras, especialmente em horário noturno e aos fins-de-semana.

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Agrupamento de Escuteiros de Telheiras

A 15 de Janeiro de 1978, entra em funcionamento o Agrupamento em formação de Telheiras, apadrinhado pelo Agrupamento 66 do Lumiar. Mas, só em 1983, a 30 de Novembro foi oficialmente filiado no Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português recebendo o número 683. Nessa altura o seu efetivo era de: 6 Lobitos, 16 exploradores, 10 Caminheiros e 5 Dirigentes. O agrupamento 683 de Telheiras conta atualmente com mais de 100 elementos, e é a maior e a mais antiga associação juvenil de Telheiras com atividade ininterrupta desde 1978. A sede do agrupamento 683 de Telheiras é contígua à actual igreja paroquial de Telheiras.

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Associação de Residentes de Telheiras (ART)

Em 1988, numa fase em que ainda se procedia à construção do bairro por parte da EPUL, nasceu a Associação de Residentes de Telheiras (ART), com objetivos urbanísticos e ambientais. Contabiliza quase 30 anos de existência, tem sede própria e, para além de tentar defender os interesses dos moradores, oferece um considerável leque de atividades à população, de âmbito cultural, desportivo, recreativo e informativo.

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Viver Telheiras

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O Viver Telheiras é uma plataforma de comunicação e informação desenvolvida em articulação com a Parceria Local de Telheiras, cujas instituições integrantes são a sua principal fonte de informação. O Viver Telheiras divulga toda a riqueza e diversidade de Telheiras, para criar novas relações entre todos os intervenientes locais: os que vivem, os que trabalham, as instituições e o comércio local.

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