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Mauá

Mauá é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Pertence à região do ABC Paulista, na Zona Sudeste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). A densidade demográfica é de 6 753,01 habitantes por quilômetro quadrado. Porém a densidade urbana é bem maior, já que um terço do município é área industrial e 10% pertence à área rural e ao Parque Estadual da Serra do Mar. Em 2014, era o 20° município do estado em produto interno bruto. Com 418.261 habitantes, Mauá é o 15° município mais populoso do estado de São Paulo, e o 57° município mais populoso do Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/10/2026
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Toponímia

O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro sugere que o topônimo "Mauá" pode provir de "Magûeá", que era o nome de uma aldeia tamoia que se localizava na baía de Guanabara no Século XVI. Originalmente, o nome "Mauá" designava uma área onde hoje situa-se o bairro de Mauá, em Magé, onde Irineu Evangelista de Souza construiu um grande porto. O imperador dom Pedro II, reconhecendo a importância da obra, nomeou-o barão de Mauá. Na criação do distrito de Mauá, durante o processo de emancipação, o nome "Mauá" passou a designar a estação local e o povoado que surgiu ao seu redor em substituição ao antigo "Pilar", que fazia referência ao Caminho do Pilar (antigo nome da Avenida Barão de Mauá), que ligava a vila de São Bernardo à Capela de Nossa Senhora do Pilar, em Ribeirão Pires.

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História

Quando houve, por parte dos portugueses, a primeira expedição a avançar para o interior do continente brasileiro (até então, a exploração se restringia ao litoral), ainda em meados do Século XVI, a qual saiu de São Vicente e chegou até as tribos indígenas de Piratininga, na confluência dos rios Tamanduateí, Anhangabaú e Tietê, o percurso utilizado foi o Caminho do Peabiru: mais exatamente, a Trilha dos Tupiniquins, a qual atravessava o território da atual Mauá, em um traçado ancestral e muito próximo da atual Avenida Barão de Mauá. João Ramalho, o qual fundou a Vila de Santo André original em 1553, tomou posse de muitas terras que hoje fazem parte do território mauaense. No Século XVIII, a região era conhecida como Cassaquera, um nome indígena que significa "Cercados Velhos" ou "Cercado dos Velhos". Mais tarde, a antiga Trilha dos Tupiniquins tornou-se o Caminho do Pilar, uma vez que levava até a Capela Nossa Senhora do Pilar, fundada em 1714, localizada onde hoje fica Ribeirão Pires. Do nome da estrada, surgiu a nova denominação local: Pilar.

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Geografia

Hidrografia

A cidade tem como característica hidrográfica especial não ser cortada por nenhum curso d'água proveniente de outro município, visto que, devido à altitude elevada, todos os cursos d'água que cortam o território de Mauá nascem na cidade. No município, nasce o Rio Tamanduateí, o terceiro maior afluente do Rio Tietê na Grande São Paulo e ainda o Rio do Oratório e os rios Pinheirinho e Guaió. Os cursos d'água mais importantes em trecho urbano são o Córrego Taboão, o Córrego Corumbé e o Córrego Capitão João (sob o qual está a Praça XXII de Novembro). Devido à ocupação desordenada das várzeas, muitos trechos antes alagadiços que funcionavam como absorvedores do excesso de água das chuvas foram aterrados e a cidade, hoje, tem vários pontos sob forte risco de enchentes. A situação foi amenizada com a construção de quatro piscinões pelo governo do Estado em parceria com a Prefeitura entre os anos de 1998 e 2002. Um no Parque do Paço para o Córrego Taboão, um no Jardim Zaíra para o Córrego Corumbé, um no Jardim Sônia Maria para o Rio Oratório e um no Bairro Capuava para o próprio Rio Tamanduateí (este último é o maior da América Latina). Porém, devido à falta de manutenção, ao excesso de lixo e ao assoreamento, os piscinões não conseguem conter, com eficiência total, o risco de enchentes.

Vegetação

O município, devido à grande variação de altitude, possui um vasto espectro de paisagens naturais, embora grande parte tenha sido transformada pela ocupação humana. As encostas dos morros eram, originalmente, ocupadas por uma exuberante vegetação de Mata Atlântica, embora já misturada com espécies do Planalto Paulista e com araucárias típicas do clima de altitude. Na cidade, as áreas de Mata Atlântica mais preservadas são as áreas de mananciais, o Tanque da Paulista, o Parque Ecológico Santa Luzia e as encostas do Guaraciaba. As várzeas eram de modo geral cobertas por juncos e taboas, plantas típicas de áreas alagadiças e pantanosas. Atualmente, apenas o Córrego Taboão possui vegetação original em ambiente urbano, mas deverá perder boa parte dela, devido às obras de retificação para a ligação com o Rodoanel. Os vales dos rios Guaió e Pinheirinho na região de Capiburgo estão ainda com essa vegetação, apesar da crescente favelização local. Os picos dos morros, principalmente os mais elevados, eram cobertos por gramíneas e vegetações ralas. Atualmente, o maior representante é o Morro Pelado, que leva esse nome pela vegetação muito baixa que o cobre.

Clima

O município localiza-se a 818 metros acima do nível do mar, no limite entre a Serra do Mar e o planalto. Em decorrência disso, o clima da cidade é considerado subtropical, com temperatura média durante o ano em torno dos 18 graus Celsius, raramente ultrapassando os 30 graus Celsius no verão. No inverno, a média é de 9 a 14 graus Celsius.

Relevo

A paisagem mauaense é dominada pela formação de morros e picos íngremes, típicos da Serra do Mar e por profundos vales alagadiços, hoje na grande maioria aterrados e ocupados de forma desordenada, o que justifica a alta incidência de enchentes. Somente a região do vale do Rio Tamanduateí, no bairro Capuava, é tipicamente plana. Relatos históricos descrevem o local como sendo onde os primeiros bandeirantes, vindos de São Vicente, avistaram o planalto paulista e deram à região o nome de Borda do Campo, por fazer transição entre a Serra do Mar e o Planalto Paulista. O ponto mais alto da cidade é o Morro Pelado, com 867 metros de altitude (o terceiro mais alto da Grande São Paulo), porém, a cidade é em média a mais alta da região metropolitana, devido à carência de áreas planas.

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Demografia

Composição étnica

Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 210.661 brancos (50,37%), 167.697 pardos (40,09%), 37.885 pretos (9,06%), 1.635 amarelos (0,39%) e 374 indígenas (0,09%). Grande parte da população descende de migrantes do Nordeste, mas também de imigrantes italianos, alemães, ucranianos, espanhóis e japoneses.

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Política e administração

Historicamente, a esquerda política é bastante influente na política mauaense. Ainda na década de 1940, a população local elegeu o comunista Ennio Brancalion (PCB) como seu representante na Câmara de Vereadores de Santo André e contribuiu para a vitória de Armando Mazzo (PCB) tornando-o o primeiro comunista eleito prefeito na história do Brasil. Na primeira metade do Século XX a população de Mauá era predominantemente operária e pobre, tendo preterido na primeira eleição para Prefeito em 1954 o líder emancipacionista Egmont Fink (PSP), coligado à União Democrática Nacional, de vertente conservadora, para eleger Ennio Brancalion (agora no Partido Trabalhista Brasileiro de Getúlio Vargas), que sequer participara do movimento emancipacionista, e Élio Bernardi, que fora contrário à emancipação, para vice-prefeito. Durante a Ditadura Militar Brasileira, a Aliança Renovadora Nacional, o partido de apoio ao regime, dominou tanto o Executivo quanto o Legislativo. Amaury Fioravanti (MDB) quebrou a hegemonia da ARENA elegendo-se prefeito em 1972. A partir dessa eleição, e durante todas as décadas de 1970 e 1980, a política mauaense passou a viver uma disputa polarizada em duas correntes principais: os Damistas, de Leonel Damo e seus apoiadores, como José Carlos Grecco; e o grupo de Amaury Fioravanti, com outros grupos menos influentes em paralelo.

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Subdivisões

Regiões de Planejamento (RP's)

O Planejamento e a Gestão desenvolvidos pela Administração Municipal baseiam-se na divisão do Município de Mauá em catorze regiões de planejamento - RP, parte integrante do Plano Diretor desde 1998, sofrendo algumas alterações em 2007. As RP’s são:

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Economia

No passado, as fábricas de porcelana, como a Porcelana Schmidt, eram o grande foco da economia local, o que deu à cidade os apelidos de "Capital da louça e da cerâmica" ou "Capital da porcelana", porém atualmente uma destas grandes fábricas fechou e a outra mudou de estado. Atualmente, há vários ramos de atividade econômica na cidade, como logística, metalurgia, indústria química, de materiais elétricos e petroquímica. Existem dois polos industriais (Capuava e Sertãozinho) e um grande polo petroquímico, onde está localizada a refinaria da Petrobras, a Refinaria de Capuava. Estes polos transformaram Mauá em um dos maiores parques industriais do país. As inaugurações do Trecho Sul do Rodoanel e do prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego/Nova Trabalhadores geraram a expectativa da retomada do crescimento da atividade industrial, que, atualmente, sofre com o estrangulamento da malha viária e com sua crônica falta de manutenção.

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Infraestrutura

Comunicações

O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1958 pela Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC), empresa subsidiária da Telecomunicações de São Paulo (TELESP) a partir de 1973, que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1973 com o código de área (011).

Transportes

O município é servido pelos trens da Linha 10–Turquesa do Trem Metropolitano, com as estações: A linha liga Mauá à cidade de São Paulo, e a outras cidades da região do ABC. Tem interligação com outras linhas do sistema nas seguintes estações: • Linha 2 - Verde (na Estação Tamanduateí) • Linha 3 - Vermelha (nas estações Brás e Palmeiras-Barra Funda) • Linha 7 - Rubi (na Estação Palmeiras-Barra-Funda) • Linha 8 - Diamante (na Estação Palmeiras-Barra-Funda) • Linha 11 - Coral (nas estações Brás, Luz e Palmeiras-Barra-Funda) • Linha 13 - Jade (Expresso Aeroporto) (na Estação Brás, somente no sentido Palmeiras-Barra Funda. Além das estações Luz e Palmeiras-Barra Funda)

Vias arteriais

Entendem-se, como vias arteriais, os principais corredores viários do município de Mauá, sendo eles vias de intenso fluxo de veículos e transporte coletivo. São vias pavimentadas e eixos de ligação entre principais pontos da cidade:

Cemitérios

A cidade de Mauá possui quatro cemitérios, sendo dois deles necrópoles municipais e dois necrópoles particulares.

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Cultura e lazer

O Teatro Municipal Anselmo Haraldt Walendy é referência na região do ABC e recebe diversos artistas renomados da dramaturgia. Há um espaço nas dependências do Teatro que recebe diversificadas obras de artes de artistas da cidade. O Teatro fica localizado próximo ao centro de Mauá, na Vila Noêmia. A memória e cultura da cidade é conservada no Museu Barão de Mauá, na Vila Guarani. O local possui rico acervo de fotografias, objetos e documentos relativos à história de Mauá e do Grande ABC, o local foi tombado pelo Condephaat como patrimônio histórico da cidade. A Corporação Musical Lyra de Mauá ou Banda Lyra, como é conhecida, também compõe o quadro cultural da cidade. Fundada em 1934, quando Mauá ainda era um distrito de Santo André, a Banda Lyra é o mais antigo bem imaterial atuante. Foi tombada pelo Condephaat em 13 de julho de 2010 e coleciona inúmeros títulos em diversas categorias de campeonatos.

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Religião

Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 45,84% católicos, 33,47% evangélicos ou protestantes, 1,58% espíritas, 1,12% umbandistas ou candomblecistas, 0,01% religião tradicional, 7,01% outras religiões, 10,85% irreligiosos, 0,0% desconhecidos e 0,11% não declarados. O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:

Igrejas Evangélicas

Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade:

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Fontes consultadas

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