Avelós
Euphorbia tirucalli é um arbusto da família das euforbiáceas, composto basicamente por caules verdes que se subdividem, e que produzem uma seiva tóxica e cáustica, capaz de cegar.
Imagem: Mauricio Mercadante · BY-NC-SA · Openverse
É conhecido por uma ampla variedade de nomes comuns:
Imagem: Mauricio Mercadante · BY-NC-SA · Openverse
O arbusto tem uma ampla distribuição na África, presente no nordeste da África Central e Austral. Também pode ser nativo de outras partes do continente, bem como de algumas ilhas vizinhas e da Península Arábica. Foi introduzido em muitas regiões tropicais. Seu status na Índia é incerto. Cresce em áreas secas e é muitas vezes usado para alimentar o gado ou como cobertura. Diferenças na ramificação e variação nas cores (tons rubros e alaranjados) podem indicar subspécies, porém a planta carece de maiores estudos. A Euphorbia tirucalli produz uma seiva branca venenosa (látex), que pode ser facilmente convertida em gasolina. Isso levou o químico Melvin Calvin a propor a exploração da seiva desse arbusto como substituto do petróleo. Este uso é particularmente atraente devido à capacidade do arbusto de crescer (rapidamente) em terras que não são adequadas à sua produção. Calvin estimou que 10 a 50 barris de petróleo por hectare seriam possíveis. Essa seiva também foi utilizada na produção de borracha, porém sem muito sucesso.
Imagem: Photo by David J. Stang · BY-SA · Openverse
A seiva leitosa da Euphorbia tirucalli é extremamente corrosiva e tóxica. Em contato com a pele causa queimaduras graves; em contato com os olhos pode causar dor intensa e cegueira temporária de até sete dias. Se ingerida, pode causar queimaduras na boca, lábios e língua. Se ingerir a seiva, o indivíduo deve procurar assistência médica. A ingestão do látex ou de preparados feitos a partir da seiva da avelós pode causar náuseas, vômitos e diarreia.


