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Ave oceânica

As aves oceânicas ou aves marinhas são aves adaptadas ao meio ambiente marinho, como os albatrozes, não se devendo confundir com as aves costeiras já que, ao contrário destas, apenas vêm a terra com a intenção de nidificar. Apesar da variedade de estilos de vida, comportamento e fisiologia, as aves marinhas exibem muitas vezes uma marcada convergência evolutiva, já que os mesmos problemas de adaptação ao seu ambiente e os mesmos nichos ecológicos alimentares resultaram em adaptações semelhantes. As primeiras aves marinhas evoluíram no Cretácico e as modernas famílias de aves marinhas emergiram no Paleogénico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Classificação de espécies como aves marinhas

Não existe uma única definição sobre que grupos, famílias e espécie são aves marinhas, e a maioria das definições são de certa forma arbitrárias. Nas palavras de duas cientistas que estudam estas aves, "A característica comum a todas as aves marinhas é a de que se alimentam em água salgada; mas, como acontece com qualquer afirmação na Biologia, tudo tem exceção". No entanto, por convenção, todos os pinguins e Procellariiformes, todos os Pelecaniformes excepto os membros da família Anhingidae, e alguns dos Charadriiformes (as skuas, gaivotas, andorinhas-do-mar, tordas e bicos-de-tesouras) são classificados com aves marinhas. O falaropo também é normalmente incluído. As mobelhas e os mergulhões, que normalmente nidificam em lagos mas invernam no mar, são normalmente categorizadas como aves aquáticas e não aves marinhas. Apesar de ocorrerem um número de patos-marinhos na família Anatidae, que são verdadeiramente marinhos durante o Inverno, por convenção são excluídos do grupo das aves marinhas. Muitas aves costeiras e também alguns ardeídeos são também altamente marinhos, vivendo junto à costa, mas não são tratados como aves marinhas.

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Evolução e registo fóssil

As aves marinhas, em virtude de viverem num ambiente geológico deposicional (isto é, no ambiente marinho onde os sedimentos são prontamente levados para o fundo), estão bem representados no registo fóssil. A sua primeira aparição acontece no Cretácico e o primeiro grupo a aparecer foram os Hesperornithiformes, como a espécie Hesperornis regalis, uma ave marinha semelhante à mobelha e que mergulhava usando as patas para se deslocar, possuindo um bico cheio de dentes afiados. Apesar de Hesperornis não ter presumivelmente deixado descendentes, a mais antiga ave moderna marinha também apareceu no Cretácico, com uma espécie denominada Tytthostonyx glauconiticus, que se julga próxima dos Procellariiformes e/ou dods Pelecaniformes. No Paleogeno, os mares foram dominados por Procellariidae ancestrais, pinguins gigantes e duas extintas famílias, Pelagornithidae e Plotopteridae (um grupo de grandes aves marinhas que se assemelhavam a pinguins). Os géneros modernos começaram a sua grande rediação no Miocénico, apesar de o género Puffinus (que inclui a actual pardela-preta e o bobo-pequeno) poderão datar do Oligocénico. A maior diversidade de aves marinhas terá aparentemente ocorrido durante e Miocénico tardio e durante o Pliocénico. No final deste último, a cadeia alimentar oceânica sofreu um período de distúrbio devido à extinção de um número considerável de espécies marinhas; subsequentemente, a dispersão de mamíferos marinhos parece ter prevenido que as aves marinhas conseguissem atingir uma diversidade como antes.

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Características

Adaptações à vida marinha

As aves marinhas possuem numerosas adaptações à vida e à alimentação em regiões oceânicas. A morfologia da asa foi moldada pelo nicho onde uma espécie individual ou uma família evoluiu, de tal modo que a ser observada a forma da asa e a carga alar, um cientista pode aferir os seus comportamentos de alimentação. Asas mais compridas e com baixa carga alar são típicas de espécies de aves pelágicas, enquanto que aves mergulhadoras possuem asas menores. Espécies como o albatroz-errante, que se deslocam e se alimentam em grandes distâncias no oceano, têm uma capacidade reduzida de voo propulsionado e são dependentes de um tipo de voo planado denominado voo dinâmico (ende o vento deflectido pelas ondas providenciam meio de sustentação de voo) ou através de voo de talude. As aves marinhas possuem normalmente patas com membranas interdigitais, com vista a ajudar na movimentação no topo da água, assim como no auxílio ao mergulho em algumas espécies. Os Procellariiformes têm uma característica pouco usual nas aves: o seu sentido do olfacto é apurado, utilizado para localizar comida à distância num oceano vasto, e possivelmente para localizarem as suas colónias.

Dieta e alimentação

As aves marinhas evoluíram para explorar diferentes recursos alimentares existentes nos oceanos e mares do planeta, e de uma maneira geral, a sua fisiologia e comportamento foram moldados pela sua dieta. Estas forças evolutivas muitas vezes causaram que espécies em diferentes famílias e até ordens, desenvolvessem estratégias e adaptações similares para os mesmos problemas, dando origem a uma notável convergência evolutiva, tal como acontece com as tordas e os pinguins. Existem quatro tipos básicos de estratégias alimentares, ou guildes ecológicas, relativas a alimentação no mar: alimentação à superfície, mergulho de perseguição, mergulho em voo picado e predação de vertebrados superiores; dentro destas guildes existem múltiplas variações.

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