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Avaaz.org

Avaaz.org é uma rede para mobilização social global através da Internet. Sua principal missão é mobilizar pessoas de todos os países para construir uma ponte entre o mundo em que vivemos e o ''mundo que a maioria das pessoas quer''. Fundada em 2007, conjuntamente pela Res Publica, um grupo de advocacia global da sociedade civil, e pelo MoveOn.org, um grupo de ativismo online dos Estados Unidos, que uniram suas experiências no campo jurídico e de ativismo online para formar o Avaaz.org. O site da avaaz.org é operado pela Fundação Avaaz, uma associação sem fins lucrativos. Em 2012 foi criado um novo site de abaixo-assinados da Comunidade da Avaaz, que encoraja as pessoas a criarem suas próprias campanhas usando as ferramentas de abaixo-assinados online da Avaaz—o site permite que pessoas ao redor do mundo iniciem campanhas com âmbito local, nacional e internacional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Co-fundadores

Imagem: john.gillespie · BY-SA · Openverse

Avaaz.org foi co-fundada pela Res Publica, uma "comunidade de profissionais do setor público dedicada a promover a boa governança, virtudes cívicas e a democracia deliberativa", e pela MoveOn.org, um grupo de advocacia progressista sem fins lucrativos dos Estados Unidos. Avaaz também teve o apoio da Service Employees International Union, parceiro na fundação, e da GetUp!, uma organização de campanhas sem fins lucrativos com base na Austrália. Os indivíduos que co-fundaram a Avaaz incluem Ricken Patel, Tom Pravda, ex-parlamentar do Estado americano da Virginia, Tom Perriello, Eli Pariser, diretor-executivo da MoveOn, David Madden, empreendedor progressista australiano, Jeremy Heimans (co-fundador da Purpose.com), e Andrea Woodhouse O conselho da Avaaz é formado por Ricken Patel (presidente), Tom Pravda (secretário), Eli Pariser (presidente do conselho), e Ben Brandzel (tesoureiro). O fundador-presidente da Avaaz, e diretor-executivo, é Ricken Patel, de origem canadense e britânica.. Ele é formado em PPE (Politics, Philosophy, Economics) na Balliol College, Oxford University, e possui um mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Harvard. Ele trabalhou para o International Crisis Group em vários lugares do planeta, incluindo Serra Leoa, Libéria, Sudão e Afeganistão, onde diz ter "aprendido a colocar forças rebeldes em uma roda de negociação, monitorar eleições, restaurar a fé da opinião pública em sistemas políticos corruptos e a identificar quando potências estrangeiras estão sendo manipuladas." Ele voltou para os EUA e se tornou voluntário da MoveOn.org, onde aprendeu a utilizar ferramentas digitais para o ativismo.

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Lista de assuntos abordados

Imagem: john.gillespie · BY-SA · Openverse

No âmbito destes temas gerais a Avaaz iniciou abaixo-assinados como: Brasil: uma solução para as drogas, Avaaz foi Atacada - Guerra Cibernética vs Poder Popular, entre outros.

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Campanhas realizadas

Imagem: Berkman Klein Center for Internet & Society · BY-NC-SA · Openverse

2007

As primeiras campanhas da Avaaz, no ano de 2007, incluíram esforços para apoiar ativistas pró-democracia em Mianmar, impedir a escalada militar no Iraque, e uma solução para o conflito em Israel-Palestina.

2008

Durante esse ano a comunidade da Avaaz fez campanhas para banir as bombas de fragmentação, trazer a democracia real para o Zimbabwe, fez campanhas inovadoras sobre o Tibete, entre outras.

2009

Durante 2009, membros da Avaaz divulgaram um enorme alerta sobre as questões climáticas, lutaram para proteger a Amazônia brasileira, ajudaram as vítimas do ciclone que atingiu Mianmar, proporcionaram segurança alimentar para o mundo em desenvolvimento e lançaram uma campanha publicitária em Washigton para fechar o centro de detenção de Guantanamo.

2010

Em 2010, a Avaaz fez campanhas para defender os oceanos, proteger a liberdade de expressão na Itália, entregar ajuda para as vítimas do terremoto no Haiti e das enchentes no Paquistão, combater a legislação antigay em Uganda, lutar contra a corrupção no Brasil e parar com o "estupro corretivo" na África do Sul.

2011

Em 2011 a comunidade da Avaaz trabalhou para acabar com a corrupção na Índia, incentivar hotéis a proteger as mulheres da escravidão sexual, apoiar a revolução pró-democracia que varre o mundo árabe, desafiar o império da mídia de Rupert Murdoch, e muito mais.

2012

Em 2012, a Avaaz trabalhou para se proteger contra ataques à liberdade na Internet, proteger o poder de escolha para as mulheres hondurenhas, angariar apoio para o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis antes da Rio+20, e trabalhou para quebrar o blackout da mídia na Síria.

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Críticas

Imagem: boellstiftung · BY-SA · Openverse

Em 2008, o político conservador canadense John Baird referiu-se à Avaaz como uma "obscura organização estrangeira" amarrada ao bilionário George Soros. Em maio de 2012, o site removeu um abaixo-assinado que pedia o retorno do colunista francês Eric Zemmour à rádio RTL, que havia sido mandado embora da emissora por causa de uma crítica feita contra a ministra da justiça Christiane Taubira. Em janeiro de 2013, após a controvérsia sobre o número de manifestantes nas ruas de Paris, um abaixo-assinado é colocado online para pedir ao presidente francês François Hollande e os parlamentares uma comissão de inquérito sobre a contagem. Em poucos dias, o abaixo-assinado recebeu mais de 10 mil assinaturas. A Avaaz manteve o abaixo-assinado, porém a quantidade de signatários e os nomes destes foram bloqueados, sem quaisquer explicações. Em maio de 2013, foi criada uma petição para o impeachment da presidente do Brasil Dilma Rousseff Após a posse do segundo mandato de Rousseff, em janeiro de 2015, partidários de seu impeachment enviaram centenas de milhares de e-mails, buscando apoio para o abaixo-assinado. Acusações de parcialidade pelo fato do contador estar congelado levaram o Avaaz a publicar uma nota oficial. Em 10 de fevereiro de 2015, o contador estava funcionando regularmente e contabilizava 1.835.356 assinaturas.

Legalidade das assinaturas

No Brasil para que alguma iniciativa popular tenha efeito legal, deve-se coletar as assinaturas conforme artigo 61, parágrafo segundo da Constituição Federal e o site Avaaz não permite baixar as assinaturas das petições. Como exemplo, a petição "Impeachment do Presidente do Senado: Renan Calheiros", foram entregues caixas vazias simbolizando as assinaturas e mostrando a quantidade de assinaturas através de um IPAD.

Lobby em favor do monitoramento de usuários de aplicativos de mensagens

A Avaaz faz lobby e atua como consultora no Brasil para a aprovação de projetos de Lei que visam quebrar a privacidade do usuário para supostamente controlar a desinformação. Um exemplo disso é o projeto de lei que estabelece regras para o uso e a operação de redes sociais e serviços de mensagem privada via internet (PL 2.630/2020). A Internet Society, assim como a Coalizão Direitos na Rede, demonstram preocupação com o projeto de lei 2.630/2020, que permite a rastreabilidade das comunicações privadas em aplicativos de mensagens instantâneas como WhatsApp e Telegram. Segundo nota da Internet Society, o PL gerará o armazenamento de metadados diretamente associados ao teor de mensagens privadas, ameaçando a privacidade e confidencialidade das comunicações privadas. Além disso, alerta que esse projeto defendido pela Avaaz resultará numa retenção de dados indiscriminada, para todos os usuários de determinado serviço ou aplicação, violando assim o princípio da presunção de inocência garantido pela Constituição Federal e afrontando o princípio da "minimização da preservação de dados pessoais", previstos no Marco Civil da Internet e na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Acusação sem provas contra ativistas de direitos humanos do Brasil

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o fundador e diretor-executivo da Avaaz, Ricken Patel, acusa, sem apresentar provas, ativistas de direitos humanos, plataformas e extrema direita de atuarem juntos contra projetos de lei que regulam a Internet. "No Brasil, emergiu uma 'coalizão do não faça nada', que une alguns defensores de liberdade de expressão, plataformas e extrema direita. E eles conseguiram tirar de projetos de lei algumas das soluções eficientes."

Ativismo preguiçoso

Alguns criticam que o foco do Avaaz em abaixo-assinados online e campanhas por e-mail pode encorajar a preguiça, transformando um potencial ativismo em "clicativismo", um ativismo preguiçoso de "sentir-se bem", mas sem um engajamento real.

Doações

As doações para o Avaaz.org têm sido alvo de escrutínio e suspeitas de fraude. Sites como o Discover the Networks (do David Horowitz Freedom Center criado por David Horowitz) divulgam ao grande público as agendas fontes de recursos de organizações como o Avaaz.org.

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Fontes consultadas

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