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Auschwitz

O campo de concentração de Auschwitz, também KZ Auschwitz ou KL Auschwitz) foi uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia operados pelo Terceiro Reich e colaboracionistas nas áreas polonesas anexadas pela Alemanha Nazista, maior símbolo do Holocausto perpetrado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1940, o governo de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o fato de que as prisões em massa de judeus, especialmente poloneses, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazistas, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais até então existentes. Ele foi o maior dos campos de concentração nazistas, consistindo em Auschwitz I ; Auschwitz II–Birkenau, Auschwitz III–Monowitz, e mais 45 campos satélites.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Campos

O complexo de campos de concentração de Auschwitz era localizado administrativamente no extremo leste da Província da Alta Silésia do Terceiro Reich, condado de Bielsko (em alemão: Provinz Oberschlesien, Regierungsbezirk Kattowitz, Landkreis Bielitz), aproximadamente 30 km ao sul de Katowice e a 50 km a oeste de Cracóvia, como parte da área polonesa anexada pelo Reich nazista, abrangendo uma grande área industrial, rica em recursos naturais. Havia um total de 48 campos no complexo. Os maiores eram Auschwitz I, Auschwitz II–Birkenau e Auschwitz III–Monowitz ou Buna, um campo de trabalhos forçados. O centro administrativo do complexo ficava em Auschwitz I, onde cerca de 70 mil pessoas morreram, a maioria delas poloneses étnicos e prisioneiros soviéticos. Auschwitz II era o campo de extermínio ou Vernichtungslager, onde ao menos 960 mil judeus, 75 mil poloneses e 19 mil romas foram mortos. Auschwitz III-Monowitz servia como campo de trabalho para a fábrica Buna-Werke, do conglomerado industrial IG Farben. A SS-Totenkopfverbände, criada por Hitler em 1934 para a administração de campos de concentração, era a organização responsável pela administração geral. Essa organização atuava de forma independente dentro das SS, tendo suas próprias patentes e estruturas de comando. Três homens comandaram o complexo durante sua existência: o Obersturmbannführer Rudolf Höss entre maio de 1940 e novembro de 1943; Obersturmbannführer Arthur Liebehenschel entre novembro de 1943 e maio de 1944 e o Sturmbannführer Richard Baer, entre maio de 1944 e janeiro de 1945.

Auschwitz I

Este era o campo original, que servia como centro administrativo de todo o complexo. A área – que abrigava dezesseis edifícios de um só andar – anteriormente havia servido de alojamento para a artilharia do exército. O Obergruppenführer-SS Erich von dem Bach-Zelewski, líder da polícia da Silésia, procurava um local para a construção de um novo campo, visto que os existentes estavam no limite de sua capacidade. Richard Glücks, chefe da Inspetoria dos Campos de Concentração (Inspektion der Konzentrationslager), enviou o ex-chefe do campo de Sachsenhausen, Walter Eisfeld, para avaliar a área. Ela foi aprovada, Himmler deu as ordens de construção e Rudolf Höss supervisionou as obras e se tornou seu primeiro comandante, com Josef Kramer como seu subcomandante.:10, 16

Auschwitz II – Birkenau

Birkenau é o campo mais universalmente conhecido como Auschwitz, o campo de extermínio. Ali se aprisionaram milhões de judeus e ali também foram executados mais de um milhão de judeus e romas. Maior que Auschwitz I, mais pessoas passaram por seus portões que pelo campo original. Sua construção começou em outubro de 1941, para descongestionar o primeiro; foi construído para abrigar várias categorias de prisioneiros e funcionar como campo de extermínio nos moldes do imaginado por Himmler e pela cúpula nazista como a "Solução Final para o problema judeu", o extermínio dos judeus como povo. A primeira câmara de gás construída era conhecida como "A Pequena Casa Vermelha", uma pequena construção de tijolos convertida em instalação de gaseificação, colocando abaixo as paredes internas e construindo muros de tijolos no lugar. Ela tornou-se operacional a partir de março de 1942. Uma segunda construção, "A Pequena Casa Branca", também foi convertida em câmara algumas semanas depois.:96-97, 101

Auschwitz III – Monowitz

Monowitz, também chamado Monowitz-Buna, foi inicialmente construído como um subcampo para Auschwitz I, posteriormente tornando-se um dos principais campos do complexo, englobando 45 subcampos menores na área a seu redor. Ele foi assim batizado por causa da vila de Monowice (Monowitz em alemão), localizada na parte anexada da Polônia, sobre a qual ele foi construído. Ele foi inaugurado em outubro de 1942 pela SS, a pedido dos executivos da IG Farben, para fornecer trabalho escravo para seu complexo industrial de Buna-Werke. O nome buna era derivado da borracha sintética derivada do 1,3-Butadieno fabricada por eles e do símbolo químico do sódio (Na), utilizado no processo de fabricação da borracha – Bu-Na.

Subcampos

Ligados ao complexo havia mais 45 pequenos campos satélites, alguns deles a dez quilômetros dos campos principais, com um número de prisioneiros que podia variar entre algumas dúzias e dúzias de milhares. Os maiores foram construídos em Trzebinia, Blechhammer e Althammer. Subcampos femininos foram construídos em Budy, Pławy, Zabrze, Gleiwitz I, II, III, Rajsko e Lichtenwerden. Eram chamados de Aussenlager (campo externo), Nebenlager (campo de extensão) e Arbeitslager (campo de trabalho).:17 Quase todos eram usados em benefício da indústria alemã, fornecendo trabalho escravo. Internos de 28 deles trabalhavam para a indústria de armamentos. Nove campos foram instalados próximo a fundições, seis perto de minas de cobre, seis forneciam prisioneiros para a indústria química e três para empresas de eletricidade. Um foi criado ao lado de uma indústria de materiais de construção e outro perto de uma fábrica de processamento de alimentos. Além da indústria bélica e de construção, presos também eram usados para trabalhar na silvicultura e agricultura.:18

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Vida nos campos

Comando

Devido a seu tamanho e papel chave no programa de genocídio nazista, Auschwitz abrangia pessoal de diversos ramos das SS, alguns deles se sobrepondo ou dividindo áreas de responsabilidade. No total, cerca de 7 mil membros das SS foram designados para servirem nele durante toda a existência dos campos. A principal autoridade geral ali era o Departamento de Economia da SS, conhecido como SS-Wirtschafts-Verwaltungshauptamt ou SS-WVHA; dentro do WVHA, era o Departamento D que comandava diretamente as atividades em Auschwitz. O pessoal de comando, que vivia no local e tocava as atividades do complexo, era todo pertencente à SS-Totenkopfverbände ou SS-TV. Graças a uma diretiva do SS Personalhauptamt de 1941, os membros da SS-TV eram todos considerados membros efetivos das Waffen-SS. A Gestapo também mantinha um grande escritório em Auschwitz, com funcionários e oficiais uniformizados. O campo também tinha um corpo médico, comandando pelo SS-Standortarzt Eduard Wirths, cujos médicos eram todos de algum dos vários ramos da SS. O Dr. Joseph Mengele por exemplo, que trabalhou neste corpo, antes de servir em Auschwitz era um médico de campo de batalha das Waffen-SS até ser transferido por causa de um ferimento.

Prisioneiros

Para a maioria dos prisioneiros, o dia começava com uma chamada geral antes do amanhecer, às 04h30, de acordo com algumas testemunhas ou às 03h00, de acordo com o depoimento do Dr. Miklós Nyiszli, que entrou em Auschwitz em maio de 1944, com trinta minutos permitidos para as abluções matinais.:31:184 O Dr. Nyiszli descreve a chamada como sendo feita durante quatro horas, começando às 03h00 com os guardas, armados com tacos de borracha, retirando os prisioneiros dos catres onde dormiam. Eles então eram obrigados a se alinhar do lado de fora dos barracões em filas de cinco, e guardas e kapos os ameaçavam com os punhos fechados, arrumando e desarrumando as filas sem motivos plausíveis, inventando razões para fazer com que todo um contingente de algum alojamento fosse obrigado a ficar de cócoras com as mãos em cima da cabeça, as pernas tremendo de frio e exaustão, por uma hora. Mesmo durante o verão, as madrugadas em Auschwitz eram frias, e o uniforme de estopa fina dos prisioneiros era uma proteção insuficiente contra o frio e a chuva. Isto continuava até as 07h00 quando chegavam os oficiais da SS. Estes recontavam e reorganizavam as fileiras e anotavam o número total em seus cadernos de notas e "se houvesse algum morto dentro dos barracões – e geralmente havia entre cinco a seis toda noite, às vezes até dez – eles tinham que estar presentes para a inspeção. E não apenas presentes em nome mas fisicamente, de pé, nus, os cadáveres apoiados por dois companheiros ainda vivos, até que o grupo estivesse completo". Para vivos e mortos, o número de prisioneiros existentes no dia anterior em cada barracão tinha que estar presente e ser o mesmo, durante a chamada do dia posterior. Só depois disso os corpos eram transportados ao crematório. :33

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Processo de seleção e extermínio

Por volta de julho de 1942 a SS começou a fazer as notórias "seleções", nas quais os judeus que chegavam ao campo eram divididos entre aqueles aptos ao trabalho, levados para a direita e admitidos no campo, e os considerados inúteis, levados para a esquerda e para as câmaras de gás em seguida. :100 Estes prisioneiros eram transportados de trem de toda a Europa ocupada e chegavam em comboios diários. Os SS forçavam uma orquestra a tocar enquanto os judeus caminhavam em direção à sua "seleção" e possível extermínio; estes músicos, ao lado dos Sonderkommandos, tinham entre si a maior taxa de suicídio dos campos. Ao serem recebidos ainda nas rampas de desembarque dos trens – Judenramp, a rampa dos judeus –, os prisioneiros ouviam dos SS que deveriam ser levados para um banho e passar por um despiolhamento. As vítimas tinham que tirar as roupas numa antecâmara e entravam nuas nas câmaras de gás, que tinham a aparência de uma grande sala de banhos coletiva com chuveiros falsos instalados no teto. Após as portas serem trancadas, os SS despejavam as pastilhas de cianeto na câmara através de aberturas no teto ou nas paredes. Apesar das grossas paredes de tijolos e concreto das câmaras, os gritos e os lamentos que vinham de dentro podiam ser escutados do lado de fora por cerca de 15/20 minutos. Numa tentativa mal-sucedida de abafar o barulho, dois motores de motocicletas eram acelerados a toda força do lado da construção mas mesmo assim a gritaria desesperada continuava a ser ouvida sobre o ronco dos motores.

Experiências médicas

Os médicos de Auschwitz realizaram uma ampla série de experiências com os prisioneiros, individuais e coletivas. Os doutores Carl Clauberg e Kurt Heissmeyer são alguns dos mais conhecidos médicos que usaram cobaias humanas para testar novas teses. Clauberg fez experiências para testar a eficiência do raio-X como método de esterilização feminina administrando largas doses de radiação nas prisioneiras. Ele injetava grandes doses no útero das mulheres para tentar colá-los e impedir a reprodução. A empresa Bayer, então uma subsidiária da IG Farben, comprava prisioneiros de Birkenau para servirem de cobaias no teste de novas drogas.:178-179 Heissmeyer, que considerava judeus humanos e cobaias animais de laboratório como a mesma coisa, comandava experiências em crianças e fez diversas experiências injetando bacilos vivos da tuberculose direto no pulmão de prisioneiros, na tentativa de conseguir uma vacina para a doença.

Contagem de mortos

O número exato de mortos em Auschwitz é impossível de ser determinado. Como os nazistas destruíram um grande número de registros do genocídio, os esforços subsequentes para se conhecer um número total dependeram dos depoimentos de testemunhas e de acusados no Julgamento de Nuremberg. Durante seu interrogatório, o ex-comandante do campo entre 1940 e 1943, Rudolph Höss, declarou que Adolf Eichmann lhe havia dito que cerca de 2,5 milhões haviam sido mortos nas câmaras de gás e mais 500 mil morrido "naturalmente". Mais tarde, Höss escreveu "Eu considero 2,5 milhões um número muito alto, mesmo Auschwitz tinha limitações para suas capacidades de aniquilação".:193-194

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Resistência, fugas e liberação

Em 1943, grupos de resistência haviam se organizado pelos campos. Essas organizações ajudaram alguns poucos prisioneiros a escaparem; estes fugitivos levavam com eles notícias dos extermínios, como as das centenas de milhares de judeus húngaros executados entre maio e julho de 1944. Em 7 de outubro de 1944, os Sonderkommandos judeus do Kommando III de Birkenau começaram uma revolta atacando os guardas Allgemeine-SS com armas improvisadas como pedras, machados, martelos, outras ferramentas de trabalho e granadas caseiras. Pegaram os guardas Allgemeine-SS de surpresa e explodiram o crematório IV com explosivos roubados de uma fábrica de armas por mulheres prisioneiras. Neste ponto juntaram-se a eles os judeus do Kommando I do crematório II, que dominaram os guardas e fugiram do complexo. Centenas de prisioneiros escaparam mas quase todos foram recapturados em pouco tempo e executados juntos a um grupo que continuou no campo mas também tinha participado da revolta.:256-257 250 judeus morreram lutando e a SS teve três mortos e cerca de uma dúzia de feridos. As quatro judias que tinham roubado os explosivos da fábrica Union-Werk foram enforcadas em público.

Conhecimento dos Aliados

Os prisioneiros de Auschwitz conseguiam enviar informações para fora mesmo sem conseguir fugir dos campos. Um jornal, The Auschwitzer Echo, era impresso e distribuído secretamente e conseguia ser enviado para os movimentos de resistência em Cracóvia. Um transmissor de ondas-curtas que conseguiu ser escondido no Bloco 11, enviava notícias diretamente para o governo polonês no exílio, em Londres.:152 Estes comunicados foram as primeiras revelações sobre o Holocausto e eram a principal fonte de Inteligência dos Aliados no campo. Entretanto, eles foram por muito tempo ignorados no exterior como sendo muito extremistas.:1023 Por outro lado, entre 1940 e 1943, tanto a Resistência polonesa quanto os Aliados eram informados da situação em Auschwitz através dos relatórios enviados secretamente para fora do campo pelo capitão do exército polonês Witold Pilecki e pelo relato de alguns fugitivos anteriores. Pilecki é a única pessoa conhecida que se tornou voluntariamente um prisioneiro de Auschwitz, seguindo um plano da Resistência de enviar alguém que pudesse entrar nos campos, recolher informações e evidências e escapar novamente. Ele passou 945 dias lá, não apenas coletando evidências do genocídio que ocorria e enviando-os para os britânicos em Londres via Armia Krajowa, mas também tentando organizar uma resistência no local, conhecida como Związek Organizacji Wojskowej - ZOW. Seu primeiro relatório foi contrabandeado para fora em novembro de 1940, através de um prisioneiro não-judeu liberado de Auschwitz.:391

Libertação

A última seleção de prisioneiros para as câmaras ocorreu em 30 de outubro de 1944. No mês seguinte, Heinrich Himmler ordenou que os crematórios fossem destruídos antes que o Exército Vermelho chegasse aos campos. A maioria dos prisioneiros que trabalhavam nas câmaras e no crematório foram executados entre setembro e novembro para não haver testemunhas. Mais de 400 deles morreram durante uma insurreição em outubro. As câmaras de gás foram explodidas em janeiro de 1945. :326 e documentos de toda ordem queimados ao ar livre no campo. Este esforço nazista para destruir as provas do Holocausto foi denominado Sonderaktion 1005. Em 17 de janeiro de 1945, o comando da SS em Berlim deu ordens para que todos os prisioneiros restantes nos campos fossem executados, mas em meio ao caos da retirada nazista na época, a ordem não foi levada adiante. No mesmo dia, o complexo começou a ser evacuado. Em 23 de janeiro, o "Canadá II", uma das seções dos campos onde eram empilhados e catalogados os pertences dos mortos, foi queimado e destruído.

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Pós-guerra

Após a guerra, partes de Auschwitz I e os alojamentos dos guardas SS no complexo serviram em princípio como hospital para os prisioneiros doentes libertados. Até 1947, parte dele foi usado pela NKVD e pelo Ministério da Segurança Pública da Polônia como campo de prisioneiros alemães. A fábrica Buna-Werke foi tomada pelo governo polonês e se tornou o polo inicial de uma indústria química criada na região. O edifício da Gestapo em Auschwitz I foi demolido e no terreno em que se encontrava foi construído um cadafalso e uma forca, onde o primeiro comandante do campo, Rudolph Höss, foi executado em 17 de abril de 1947. Em 24 de novembro de 1947 foi iniciado o Julgamento de Auschwitz, em Cracóvia, onde 41 ex-integrantes da administração e da guarda do campo foram julgados por crimes contra a Humanidade; 23 deles foram sentenciados à morte e os restantes 18 receberam penas variáveis entre três anos e prisão perpétua, com dois deles sendo absolvidos.

Legado

Nas décadas desde a sua libertação, Auschwitz tornou-se um símbolo primário do Holocausto. O historiador Timothy D. Snyder atribui isso ao alto número de mortes do campo e à "combinação incomum de um complexo de campos industriais e uma instalação de matança", que deixou muito mais testemunhas do que instalações de morte como propósito único, como Chełmno ou Treblinka. Em 2005, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou 27 de janeiro, a data da libertação do campo, o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Helmut Schmidt visitou o local em novembro de 1977, o primeiro chanceler da então Alemanha Ocidental, seguido por seu sucessor, Helmut Kohl, em novembro de 1989. Em uma declaração por escrito sobre o cinquentenário da libertação, Kohl descreveu Auschwitz como o "capítulo mais sombrio e mais horrível da história alemã".

Museu

Em 1947, o governo polonês decidiu restaurar Auschwitz e transformá-lo num museu em homenagem às vítimas do nazismo. Auschwitz II - Birkenau, onde as construções (muitas dos quais eram estruturas de madeira pré-fabricadas) eram propensas à decadência, foi preservado, mas não restaurado. Hoje em dia a área do museu contém elementos de vários períodos dentro do complexo; por exemplo, a câmara de gás de Auschwitz I – que havia sido transformada em abrigo antiaéreo pela SS – foi restaurada e a cerca a seu redor foi movida de lugar (por causa de trabalhos de construção que estavam sendo feito ali após a guerra mas antes da instalação do museu). Mas de maneira geral, o afastamento das instalações atuais da verdade histórica é pequeno, e facilmente identificáveis. Ele contém centenas de sapatos de homens, mulheres e crianças além de agasalhos e utensílios caseiros. Uma vitrine com trinta metros de comprimento mostra pilhas de cabelos humanos que eram cortados dos prisioneiros, homens e mulheres, antes de enviá-los aos trabalhos forçados ou às câmaras de gás.

Negacionismo

Apesar de todas as evidências históricas, após o fim da Segunda Guerra Mundial e através dos anos, houve intentos de negar o propósito dos campos de extermínio ou sua magnitude. Afirmou-se que seria impossível queimar um tal número de corpos e que as instalações, que podem ser visitadas na atualidade, foram reconstruídas depois da guerra para que estivessem em concordância com o que se contou sobre Auschwitz ao final da guerra.:25 Entre outras inúmeras alegações, os negacionistas alegam também que as confissões dos criminosos de guerra nazistas foram obtidas sob tortura e que peças históricas como fotografias de campos de concentração e mesmo o Diário de Anne Frank são fabricadas.

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Fontes consultadas

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