Hans Axel von Fersen
Hans Axel von Fersen, conhecido também como Axel von Fersen, o Jovem ou ainda Axel de Fersen, conde von Fersen, foi um nobre e militar sueco, célebre principalmente por sua profunda amizade pela rainha de França, Maria Antonieta.
Em Versalhes
É filho do Feldmarschall Fredrik Axel von Fersen. Em 1774, ao concluir uma viagem pela Europa destinada a aperfeiçoar sua educação, chega à corte francesa, onde causa grande impressão devido a seu físico avantajado. O Conde de Creutz, embaixador da Suécia, escreve sobre ele ao Rei Gustavo III: De todos os suecos que estiveram por aqui durante minha época, foi o melhor acolhido pela alta roda. Foi extremamente bem tratado dentro da família real. Seria impossível ter postura mais séria e mais decente que a que teve. Com sua bela figura e espírito não poderia deixar de ter sucesso na sociedade, o que fez completamente. Em 30 de Janeiro, conhece a esposa do Delfim e futuro rei de França Luís XVI, Maria Antonieta, incógnito, num baile da ópera. Retorna à Suécia, mas volta à corte de França em Agosto de 1778. A Rainha, que não o esquecera, ao vê-lo diz: "É um velho conhecido!" e toda a corte nota que ela trata o jovem com uma atenção particular.
A Guerra da Independência Americana
Se faz apreciado por Rochambeau, que o chama de seu « primeiro ajudante de campo ». Alia-se ao Duque de Lauzun que lhe promete o brevet de coronel comandante de sua legião e ao Marquês de Ségur, que também promete nomeá-lo coronel. Fersen conduz-se brilhantemente no cerco de Yorktown, na Virgínia. Graças à intercessão de Maria Antonieta, obtém o posto de segundo coronel do Regimento de Royal-Deux-Ponts. Ele declara então a seu pai que deseja permanecer na América até o fim do conflito e depois passar para o serviço de Gustavo III da Suécia. Volta da campanha em junho de 1783 e se dirige ao Palácio de Versailles onde obtém, sempre pelo favor de Gustavo III e de Maria Antonieta, o 89º Regimento de Infantaria de Linha. Em setembro, deixa Versailles e se junta a Gustavo III que se encaminha incógnito para a Itália. Mesmo multiplicando suas conquistas, Fersen mantém uma correspondência constante com Maria Antonieta.
Relacionamento com Maria Antonieta
O jovem nobre foi, desde o início, um principal favorito na corte francesa, em parte devido ao reconhecimento da devoção de seu pai para a França, mas principalmente por causa de suas amáveis e brilhantes qualidades. A rainha Maria Antonieta, encontrou Fersen pela primeira vez quando ambos tinham 18 anos (janeiro 1774), foi especialmente atraída pela graça e humor de "le beau" Fersen, que tinha herdado a incrível beleza que era hereditária em sua família. Em 1785, Maria Antonieta daria à luz Luís-Carlos, o primeiro Duque da Normandia titular em séculos. Logo depois Luís XVI escreveu em seu diário que "seu próprio filho" havia nascido. Algumas pessoas alegam que Luís Carlos, mais tarde, Delfim de França, seria filho biológico de Maria Antonieta e Fersen. No entanto, tal afirmação é improvável. Além disso foi notada a semelhança entre Luís XVII e dois membros da Casa de Bourbon: seu tio paterno Carlos X (irmão mais novo de Luís XVI) e sua falecida avó, a Princesa Maria Josefa da Saxônia (mãe de Luís XVI). A alegação de que Fersen seria pai biológico de Luís XVII foi descontada pela biógrafa recente do menino, Deborah Cadbury, e pela biógrafa de Maria Antonieta, Antonia Fraser.
Revolução Francesa
Em 1791, Fersen participa dos preparativos para a fuga do Rei Luís XVI e escolta ele mesmo a família real na noite de 20 de junho de 1791 até Bondy, porém, o Rei Luís XVI proíbe que ele o acompanhe mais além. Fersen deveria seguir até Montmédy, para onde se dirigia a família real, passando pela Bélgica. Após o fracasso da fuga e a volta dos fugitivos para Paris, Fersen continua a corresponder-se com Maria Antonieta. Ele dirige-se até Viena para avisar a corte do imperador, irmão de Maria Antonieta, e decidi-lo à ação. Mas Leopoldo II temporisa e Fersen, sentindo-se enganado, fala de traição à rainha. Ele próprio fica desorientado pelos rumores de que Barnave teria se tornado amante da rainha. Ele troca então Viena por Bruxelas, onde toma uma amante, Eleonore Sullivan.
Na Suécia
Voltando à Suécia, dedica-se a seguir a sua carreira. Em 1792, Gustavo III morre e, como todos os seus antigos favoritos, Fersen cai em desgraça durante a regência de Carlos de Sudermânia, futuro Carlos XIII, irmão do falecido rei, de 1792 a 1796. Quando Gustavo IV Adolfo sobe ao trono, Fersen recupera seus títulos e sua dignidade. Em 1797, é enviado como representante do seu país ao tratado de Rastatt, mas a delegação francesa protesta e ele tem que retirar-se. Em 1801, é nomeado riksmarskalk (Grande Marechal do Reino), ministro e chanceler de Upsália, mas perde o favor real opondo-se firmemente à entrada da Suécia na guerra contra a Prússia, desejada por Gustavo IV para puni-la por ter-se recusado a invadir a França.


