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Inajá

A Inajá (Attalea maripa), também conhecida por diversos nomes como anaiá e maripá, é uma imponente palmeira nativa da região norte do Brasil, com maior concentração em Roraima e Amapá. Capaz de atingir até 20 metros de altura, destaca-se por seu estipe anelado, palmito nobre e folhas dispostas em cinco direções. Seus frutos, de polpa suculenta e comestível, abrigam uma amêndoa rica, da qual se extrai um valioso óleo amarelo, com potencial de produção de até 4.000 litros por hectare.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 13/08/2026

Pontos-chave

  • A Inajá é uma palmeira nativa do norte do Brasil, com grande ocorrência em Roraima e Amapá.
  • Pode atingir até 20 metros de altura e possui palmito nobre e frutos comestíveis.
  • Da amêndoa do fruto é extraído um óleo amarelo com alto potencial de rendimento.
  • Sementes carbonizadas de Inajá foram encontradas em sítios arqueológicos de 9000 anos na Colômbia.
  • A palmeira é usada por comunidades indígenas para alimentação, artesanato, combustível e atração de fauna.
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Características da Palmeira Inajá

A Attalea maripa é uma palmeira de grande porte, variando de 3,5 a 20 metros de altura, com troncos que podem ter entre 20 e 33 centímetros de diâmetro, ocasionalmente chegando a 100 centímetros. Cada árvore possui de 10 a 22 folhas com pecíolos longos. Os frutos, grandes e de coloração marrom ou amarela, medem entre 5 e 6,5 centímetros e contêm duas ou três sementes de aproximadamente 6 centímetros de comprimento por 2,5 a 3 centímetros de diâmetro. Estes frutos são produzidos em cachos (infrutescências) que podem conter desde centenas até mais de dois mil frutos.

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História e Classificação Taxonômica

Descrita inicialmente como Palma maripa pelo botânico francês Jean Baptiste Christophore Fusée Aublet em 1775, a espécie foi posteriormente realocada para o gênero Attalea por Carl Friedrich Philipp von Martius em 1844. Ao longo dos anos, passou por diversas classificações em gêneros como Scheelea, Maximiliana e Englerophoenix. Em 1940, F. Cook chegou a criar um gênero próprio, Ethnora, em homenagem a Aublet. Contudo, trabalhos recentes na botânica consolidaram a tendência de manter todas as espécies do grupo Attaleinae em um único gênero, Attalea.

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Onde a Inajá é Encontrada

Imagem: Histórico de Inajá · BY-SA · Openverse

A Attalea maripa possui uma vasta distribuição geográfica, estendendo-se desde Trinidad e Tobago, no norte, até a Bolívia, no sul. Sua presença é registrada em países como Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Equador, Peru e, claro, no Brasil. Ela prospera em florestas de várzea e em áreas que sofreram algum tipo de perturbação, preferindo solos que não costumam ser alagados.

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O Papel Ecológico da Inajá

Imagem: LEONARDO DASILVA · BY · Openverse

Os frutos da A. maripa são uma fonte alimentar crucial para diversos mamíferos. Na Ilha de Maracá, Roraima, animais como antas, catetos, veados e primatas consomem os frutos. Roedores, como as cutias, também se alimentam dos frutos e, quando a disponibilidade diminui, passam a consumir as sementes, que também são armazenadas para uso futuro. A maioria dos animais consome a polpa e dispersa as sementes intactas a curtas distâncias. As antas, no entanto, engolem o fruto inteiro e defecam as sementes intactas a maiores distâncias, o que é vital para a sobrevivência das sementes. Larvas do besouro Bruchid Pachymerus cardo são uma ameaça significativa, matando 77% das sementes não dispersas, mas menos de 1% das sementes dispersas por antas. Em Trinidad, a A. maripa é uma espécie característica de savanas que surgem quando florestas são convertidas em pastagens por incêndios recorrentes, sendo essas savanas denominadas de "Savanas Cocorite" pelo silvicultor britânico J.S. Beard.

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Múltiplos Usos da Palmeira Inajá

Imagem: EmersonVS · BY-SA · Openverse

A Inajá tem uma longa história de uso humano, com sementes carbonizadas datando de 9000 anos encontradas em sítios arqueológicos na Colômbia. Os Huaorani do Equador amazônico utilizam o mesocarpo como alimento e as folhas para fazer dardos de zarabatana, esteiras de dormir, tochas e gravetos, além de usar os caules como lenha. Os Kayapó do Brasil, além de usá-la como alimento, valorizam a espécie como fonte de sal e por atrair a fauna silvestre. As folhas também são empregadas na confecção de coberturas de palha. Um óleo comestível pode ser extraído tanto do mesocarpo quanto da amêndoa da A. maripa. O óleo do mesocarpo é rico em ácido oleico, com cerca de metade de seus ácidos graxos sendo saturados e a outra metade insaturados. Já o óleo do caroço tem predominância de ácido láurico. O teor de tocoferol é médio no óleo do mesocarpo e baixo no óleo do caroço, em comparação com outros óleos comestíveis.

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