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Realismo

O realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na França, em reação ao romantismo. Baseava-se na representação objetiva da realidade, rejeitando o sentimentalismo e o subjetivismo. Os integrantes desse movimento repudiaram a artificialidade do neoclassicismo e do romantismo, pois sentiam a necessidade de retratar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa não inspirada em modelos do passado. O movimento se estendeu por todo o Ocidente e por alguns outros países e manifestou-se também na escultura e, principalmente, na pintura e em alguns aspectos sociais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Características

Contexto histórico

Entende-se por "realismo literário" um estilo de escrita que toma a realidade como princípio orientador de criação artística por meio da palavra. Neste sentido, o realismo pode ser percebido em texto de qualquer época, desde as primeiras manifestações da humanidade até hoje; mas, como movimento relativamente organizado, começou na segunda metade do século XIX, em França, difundindo-se por todos os países da Europa, com oposição declarada, ou não, ao sentimento romântico. O movimento realista correspondeu à ascensão da pequena burguesia. O pensamento filosófico que exerceu mais influência no surgimento do realismo foi o positivismo.[carece de fontes?] Ao contrário do gosto da alta burguesia, interessada no jogo vazio das formas artísticas (a "arte pela arte"), motivou-a uma arte voltada a solução dos problemas sociais, isto é, uma arte "engajada" de "compromissos", que se colocava também contra o tradicionalismo romântico e procurava incorporar os descobrimentos científicos de seu tempo. O naturalismo é uma espécie de prolongamento do realismo. Não chegaram a ser movimentos literários distintos, tanto é que muitos autores são simultaneamente realistas e naturalistas, sendo o naturalismo cronologicamente posterior ao realismo. Para muitos, o realismo representava uma alternativa do que era visto como um isolamento ou mesmo um elitismo da vanguarda — ponto de vista que ganhou apoio a partir da adoção do realismo socialista como a forma oficial de arte da União Soviética. Contudo, outras vozes insistiam em que a vanguarda possuía um papel a exercer no desenvolvimento de um realismo moderno adequado às condições do século XX.

Paralelismo com o romantismo

Embora alguns manuais de literatura estabeleçam uma grande ruptura entre as propostas estéticas do romantismo e do realismo, acredita-se que é possível considerar que há um momento de continuidade entre esses dois importantes momentos na história da literatura. O romantismo conquistou o direito de registrar e debater os grandes momentos da história nacional dos países que floresceu; o realismo, a seu modo, amplificou esse interesse e trouxe a reflexão sobre a realidade social e política para o centro das narrativas realistas. O termo realismo foi empregado pela primeira vez em 1850 para descrever um novo estilo de pintura e logo se difundiu na literatura. Os realistas literárias de meados do século XIX, foram distinguidos pela sua rejeição deliberada do romantismo. Os realistas literários queriam lidar com personagens comuns da vida real, em vez de heróis românticos em ambientes incomuns. Eles também procuraram evitar línguas floridas e sentimentais por meio de observação cuidadosa e descrição precisa e abordagem que os levaram a rejeitar a poesia em favor de prosa e romance. Realistas muitas vezes combinavam seu interesse na vida cotidiana com uma análise na busca de questões sociais.

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Artes visuais

O realismo fundou uma escola artística que surgiu no século XIX em reação ao romantismo e se desenvolveu baseada na observação da realidade (como contexto social), na razão e na ciência. O realismo, como movimento artístico do século XIX, que se caracterizava pela oposição ao idealismo das escolas clássica, romântica e acadêmica, não deve ser confundindo com técnicas realistas de execução de obras de arte, ou seja, com o esmero do artista em reproduzir as imagens (em artes plásticas) tal qual as vê na realidade. Técnicas realistas de pintura e de escultura existem desde, ao menos, a Antiguidade clássica e foram e continuam sendo utilizadas por diversas escolas (como, a dos surrealistas). Como movimento artístico, surgiu em França, e sua influência se estendeu a numerosos países. Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras lutas sociais contra o capitalismo progressivamente mais dominador, ao mesmo tempo em que há um crescente respeito pelo fato empiricamente averiguado, pelas ciências exatas e experimentais e pelo progresso técnico. Das influências intelectuais que mais ajudaram no sucesso do realismo denota-se a reação contra as excentricidades românticas e contra as suas idealizações da paixão amorosa. A passagem do romantismo para o realismo corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e objetivo.

Pintura

Os impressionistas não pintavam temas religiosos, históricos ou relacionados com o que viesse da imaginação. Na realidade, compartilhavam muitas de suas ideias com o pintor realista Gustave Courbet. Courbet, porém, queria pintar a realidade árdua da vida cotidiana, enquanto os impressionistas se concentravam-se em temas agradáveis, belos ou considerados interessantes. Para eles, essa era a realidade de sua vida: não tinha nenhuma mensagem social a transmitir. O historiador Seymour Slive cita que quando se discute o realismo em relação aos pintores de paisagem é importante especificar que esses artistas quase nunca pintavam seus quadros em exteriores. A prática de fazer pinturas ao ar livre só se tornou comum no século XIX. Em épocas anteriores as pinturas de paisagem eram quase sempre compostas nos ateliês. A França foi o país europeu que propôs, desenvolveu e alimentou o realismo durante todo o período de sua permeância na literatura, ou seja, ao longo de toda segunda metade do século XIX. Segundo Massaud Moisés, as artes plásticas francesas foram a primeira manifestação contra a estética romântica:

Escultura

Neste gênero os escultores, assim como os pintores, preferem temas contemporâneos. Animam-se de intenções políticas e de propósitos doutrinários. Procuram fazer uma escultura social, ao enaltecer os aspectos realistas. Na escultura, o grande representante realista foi o Auguste Rodin (1840-1917), dono de um estilo feito de naturalismo e passionalismo. Era grande admirador de Donatello e Michelangelo, a princípio apreciava os aspectos naturalísticos e, no segundo, a dramaticidade. O escultor não se preocupou com a idealização da realidade. Ao contrário, procurou recriar os seres tais como eles são. Além disso, os escultores preferiam os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política em suas obras. Sua característica principal é a fixação do momento significativo de um gesto humano. Para Duílio Battistoni Filho "é difícil julgar Rodin, pois suas obras mais significativas como O Beijo, O Pensador e Balzac, apresentam sugestões patéticas góticas, a luminosidade dos impressionistas e a sobriedade dos gregos". Em resumo: "foi um escultor que valorizou as sensações imediatas".

Arquitetura

Os arquitetos e engenheiros procuram responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades não exigem mais ricos palácios e templos. Elas precisam de fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto para os operários quanto para a nova burguesia.

Teatro

Com o realismo, problemas do cotidiano das camadas sociais mais baixas ocupam os palcos. O teatro, inclusive o realista e o naturalista, era definido pelo fato de que não só ilustrava o que se desviava da melhor sociedade, mas também suplantava a vida real pela forma do drama. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial. A primeira grande obra dramática realista é A Dama das Camélias, de fevereiro de 1852, do francês Alexandre Dumas, filho (1824-1895). Essa peça conta a história de uma cortesã que é regenerada pelo amor, dando ao público a constatação de um mundo real, observado, sem fantasiosas e lúdicas vivências, e sim, do dia a dia que explica o comportamento dos personagens apresentados. O realismo teatral francês apresenta a singularidade de combinar descrição com prescrição. Assim, em Les Filles de Marbre (1853), por exemplo, Barrière e Thiboust não se contentam em descrever o universo da prostituição ou os males que uma prostituta pode causar a um jovem inexperiente. Eles introduzem um raisonneur — personagem típico da comédia realista — que didaticamente expõe o pensamento dos autores em relação a esse problema social. Em algumas peças teatrais como Le Mariage d'Olympe (1855), de Augier; De Demi-monde (1855), de Dumas Filho; e Dalila (1857), de Feuillet a prostituição é abordada com variações sobre o mesmo tema. O teatro, tanto naturalista quanto realista, era definido pelo fato de que não só ilustrava o que se desviava da melhor sociedade, mas também suplantava a vida real pela forma do drama.

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O realismo na literatura

Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face sonhadora ou idealizada da vida, como fizeram os românticos; desejaram mostrar a face nunca antes revelada: a do cotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos. Uma característica do romance realista é o seu poder de crítica, adotando uma objetividade que faltou ao romantismo. Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural, ou por meio de histórias como Machado de Assis. Se um autor desejasse criticar a postura de alguma entidade, não escreveria um soneto para tanto, porém escreveria histórias que envolvessem-na de forma a inserir nessas histórias o que eles julgam ser a entidade e como as pessoas reagem a ela. Em lugar do egocentrismo romântico, verifica-se um enorme interesse de descrever, analisar e até em criticar a realidade. A visão subjetiva e parcial da realidade é substituída pela visão objetiva, sem distorções. Dessa forma os realistas procuram apontar falhas talvez como modo de estimular a mudança das instituições e dos comportamentos humanos. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns, cheias de problemas e limitações. Na Europa, o realismo teve início com a publicação do romance realista Madame Bovary (1857) de Gustave Flaubert.

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Realismo no Brasil

No Brasil, entre as décadas de 1870 e 1880, as formas do romantismo já se haviam convencionalizado. O culto a natureza, o panegírico da pátria e o sentimentalismo, dividindo entre os arroubos patéticos e o pudor receoso despertaram o fastio de alguns jovens poetas. As práticas estéticas românticas, além do mais, estavam extremamente associadas ao modus vivendi do Segundo Império, de maneira que sua composição estética nasceria em meio aos anseios de uma geração, apologista de República e de abolição da escravatura. Antes mesmo do parnasianismo se instalar com sucesso no Brasil, surgiu uma tendência chamada de "realista" na poesia nacional. Naquele tempo, "realista" significava, antes de tudo, antirromântico, e o modelo adotado por esses poetas seria Baudelaire, o que teve como resultado o empréstimo de alguns expedientes de As Flores do Mal pelos poetas brasileiros. Assim, em 1881, houve um marco na literatura no Brasil, Aluísio Azevedo publica O Mulato (primeiro romance naturalista brasileiro) e Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil).

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Realismo em Portugal

Antecedentes

Os críticos e historiadores identificaram três diferentes momentos na literatura portuguesa romântica. O primeiro momento é de introdução das novas ideias. Ele se personifica nas figuras de Almeida Garrett, Alexandre Herculano e António Feliciano de Castilho. Os três escritores foram aqueles que implementaram a semente da nova estética, mas que permaneceram bastante ligados às velhas concepções, ainda embebidos da mentalidade árcade. O segundo momento ficou conhecido como Ultrarromantismo, período de ápice da estética romântica, quando se afirma o nome de, entre outros autores, Camilo Castelo Branco. Na poesia, o Ultrarromantismo viu surgir poetas como Soares de Passos, que produziram composições marcadas pelo exacerbamento amoroso e pelo exagero sentimental e subjetivo. O terceiro e último momento do romantismo é aquele que assiste à transição para o realismo. O marco para estas passagens é a polêmica literária que ficou conhecida como "A Questão Coimbrã" ou a "Questão do Bom Senso e do Bom Gosto". O Ultrarromantismo português desenvolveu-se em torno da cidade do Porto e de Coimbra com origem através da prosa de Camilo Castelo Branco, e o poeta típico Soares de Passos. Sua obra Ultrarrealista era considerada 'piegas'. "Noivado do Sepulcro" (Poesias, 1855), uma balada funérea, completamente distante da realidade portuguesa era a obra mais executada nos saraus da literários da época. Viam-na como um modismo importado desprovido de qualquer sentido artístico.

Surgimento

A primeira manifestação do realismo literário em Portugal deu-se inicialmente após 1865, devido à polêmica Questão Coimbrã e às Conferências do Casino, como resposta à artificialidade, formalidade e aos exageros do romantismo de uma sentimentalidade mórbida. Nas palavras de Teófilo Braga “a dissolução do romantismo”. Nela se manifestaram pela primeira vez as novas ideias e o novo gosto de uma geração contemporânea que reagia contra o marasmo em que tinha caído o romantismo. Eça de Queirós é apontado, junto a Antero de Quental, como o autor que introduz este movimento no país junto ao naturalismo, sendo o romance social, psicológico e de tese a principal forma de expressão. Antero de Quental era o líder dos jovens poetas coimbreses, ele respondeu o texto de António Feliciano de Castilho, que com seu livro Poema da Mocidade (1865) fazia um posfácio com duras alusões à geração de jovens da Universidade de Coimbra — especialmente ao próprio Antero, a Teófilo Braga e Vieira de Castro — com o texto da polêmica do Bom Senso e Bom Gosto. Já o realismo literário de Eça de Queirós no romance O Crime do padre Amaro faz uma crítica violenta a vida social portuguesa, denuncia a corrupção do clero e da hipocrisia dos valores burgueses. Com exceção de Teófilo Braga, que permaneceu fiel à filosofia positivista, os realistas evoluíram de uma posição de crítica radical para uma visão mais humanistas das artes e da literatura.

Implementação cultural

A implantação efetiva do realismo dá-se com a publicação do O Crime do Padre Amaro, seguida, dois anos mais tarde, pelo O Primo Basílio, obras ambas de Eça, que são caracterizadas por métodos de narração e descrição baseados numa minuciosa observação e análise dos tipos sociais, físicos e psicológicos, aparecendo os factores como o meio, a educação e a hereditariedade a determinarem o carácter moral das personagens. São romances que têm afinidade com os de Émile Zola, com o intuito de crítica de costumes e de reforma social. O primeiro desses romances foi acolhido pelos críticos de então com um silêncio generalizado. O segundo provocou escândalo aberto. E a polêmica e a oposição entre realismo e romantismo estala definitivamente. Pinheiro Chagas ataca Eça considerando-o antipatriota, pelo modo como apresenta a sociedade portuguesa. Chegaram a aparecer panfletos acusando os realistas de desmoralização das famílias (Carlos Alberto Freire de Andrade: A escola realista, opúsculo oferecido às mães).

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Continuidade e repercussão

Neorrealismo italiano

O período do pós-guerra na Itália fez com que vários cineastas começassem a trabalhar com o objetivo de revelar as condições sociais contemporâneas. Essa tendência tornou-se conhecida como movimento neorrealista (1942 — 1951). O cinema rodado com atores apanhados pelas ruas, a realidade fixada sem manipulações e sem preconceitos: essas são algumas fórmulas dentro das quais se tentou sintetizar a experiência do cinema neorrealista italiano. De fato, um dos pontos fortes do neorrealismo foi a capacidade de assimilar e adaptar à realidade italiana modelos cinematográficos e literários diferentes, num clima de frenética atualização vivida, como a reação ao fechamento da cultura fascista. Entretanto, as esperanças de florescimento foram desaparecendo. Entre as causas, a restauração política pós-eleições de 1948. Ela solidificou o polo conservador representado pela Democracia Cristã, que não favorecia um cinema de oposição. Com a exibição de Roma, Città Aperta, em setembro de 1945, o cinema passa a ocupar um papel de destaque na cultura italiana do pós-guerra. O protagonista desse renascimento do cinematográfico é o neorrealismo. Luchino Visconti atribui a paternidade do termo a Mario Serandrei, que o havia empregado ao se referir a Ossessione (1943), do qual fora montador: "Não sei como poderia definir esse tipo de cinema se não com o epíteto de 'neo-realístico'". Segundo outros autores, teria sido cunhado pelo crítico Umberto Barbaro, que o havia usado ao resenhar o filme Quai des Brumes, de Marcel Carné, na revista Film, a 5 de junho de 1943. O nome, dessa forma, nascia dois anos antes do que o próprio fenômeno. Esses dois anos, entretanto, são importantes para o amadurecimento do neorrealismo, em face dos eventos que se sucederam na península itálica.

Realismo socialista

O realismo socialista é a linguagem estética adotada oficialmente desde os anos trinta pelos governos da antiga União Soviética e de outros países comunistas. Por ocasião do Primeiro Congresso de Todos os Sindicatos dos Escritores Soviéticos, realizado em Moscou em 1934, declarou-se que o realismo socialista deveria ser o estilo artístico oficial da União Soviética. Congressos semelhantes designados às outras artes seguiram-se a ele, proclamando que o realismo socialista era também o único tipo de arte aceitável. A produção de uma arte de propaganda ligada à ideologia revolucionária e facilmente apreensível pelas massas foi encorajada pelo Comité Central do partido bolchevique desde os primeiros anos após a Revolução de Outubro. A partir de 1917, o governo comunista estava exercendo cada vez mais a centralização e controle da produção cultural, procedendo então à nacionalização dos museus e das coleções de arte privadas. A partir de 1934, todos os artistas tiveram de fazer parte do Sindicato dos Artistas Soviéticos controlado pelo Estado e de criar obras segundo o modelo aceito. O realismo socialista, fundado sobre regras gramaticais rígidas e limitadas, abrangia um espectro temático que incluía cenas populares, paisagens rurais e urbanas, a representação de atividades cotidianas do proletariado ou do Exército Vermelho e o retrato (geralmente dos grandes dirigentes e dos heróis da revolução).

Recepção

O realismo clássico prevaleceu sobre as demais perspectivas até meados de 1970. Nessa década, houve uma reação face às concepções teóricas tradicionais, por não mais refletirem o cenário internacional. A influência do neorrealismo italiano na inspiração da cinematografia de vários diretores iranianos, inclusive Abbas Kiarostami e Makhmalbaf, fica claro no depoimento de Kiarostami, em 1999:

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Fontes consultadas

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