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Ataque a Pearl Harbor

O Ataque a Pearl Harbor foi uma operação militar surpresa realizada pelo Serviço Aéreo Imperial da Marinha Japonesa contra a base naval dos Estados Unidos em Pearl Harbor, Honolulu, no Território do Havaí. O ataque ocorreu pouco antes das 8h de um domingo, 7 de dezembro de 1941, e foi o estopim para a entrada formal dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial no dia seguinte. Durante o planejamento, a liderança militar japonesa utilizou os nomes "Operação Havaí", "Operação AI" e "Operação Z" para se referir a esta ação.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 09/07/2026

Pontos-chave

  • O ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941 levou os EUA a entrarem na Segunda Guerra Mundial.
  • As tensões entre EUA e Japão aumentaram após a invasão japonesa da Manchúria em 1931 e a expansão para a China.
  • O planejamento do ataque, liderado pelo Almirante Yamamoto, estudou o ataque britânico a Taranto e visava neutralizar a Frota do Pacífico.
  • O ataque ocorreu antes da entrega formal da declaração de guerra japonesa, gerando controvérsia.
  • Apesar da vitória tática japonesa, o ataque acabou sendo crucial para a derrota do Japão na guerra.
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Antecedentes do Conflito

A possibilidade de guerra entre Japão e Estados Unidos era conhecida desde a década de 1920, mas as tensões se agravaram com a expansão japonesa na Ásia.

Relações Diplomáticas

A relação entre Japão e Estados Unidos era cordial o suficiente para manterem relações comerciais. Contudo, a invasão japonesa da Manchúria em 1931 marcou o início de um período de crescente tensão. Na década seguinte, a expansão do Japão pela China, culminando na Segunda Guerra Sino-Japonesa em 1937, intensificou o conflito. O Japão buscava isolar a China e garantir recursos para sua campanha, o que levou ao desenvolvimento da "Operação Sul".

Planejamento Militar Japonês

O Almirante Isoroku Yamamoto iniciou o planejamento preliminar de um ataque a Pearl Harbor no início de 1941. O objetivo era proteger a "Área de Recursos do Sul", termo japonês para as Índias Orientais Neerlandesas e o Sudeste Asiático. Após muita negociação com o Estado-Maior da Marinha Imperial Japonesa, incluindo uma ameaça de renúncia por parte de Yamamoto, o planejamento e treinamento formal foram aprovados. O contra-almirante Ryūnosuke Kusaka, com a ajuda do capitão Minoru Genda e do capitão Kameto Kuroshima, liderou o planejamento em larga escala, estudando o ataque britânico à Frota Italiana em Taranto em 1940.

Objetivos Estratégicos Japoneses

O ataque a Pearl Harbor possuía múltiplos objetivos. Primeiramente, visava destruir a Frota do Pacífico dos EUA para impedir sua interferência na conquista japonesa das Índias Orientais Neerlandesas e da Malásia. Em segundo lugar, buscava ganhar tempo para que o Japão consolidasse sua posição e fortalecesse sua marinha antes que a Lei Vinson-Walsh de 1940 tornasse a vitória japonesa impossível. Terceiro, o ataque aos navios de guerra, símbolos de prestígio, visava minar a capacidade americana de mobilização no Pacífico. Por fim, esperava-se que o golpe abalasse o moral americano, levando os EUA a diminuírem suas exigências e buscarem um acordo de paz.

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Ataque a Pearl Harbor

Uma força-tarefa japonesa lançou um ataque aéreo massivo contra a base naval de Pearl Harbor, utilizando porta-aviões e submarinos.

Submarinos em Ação

Cinco submarinos da frota japonesa (I-16, I-18, I-20, I-22 e I-24), cada um transportando um minissubmarino Tipo A, partiram de Kure em 25 de novembro de 1941. Chegaram a 19 km da entrada de Pearl Harbor em 6 de dezembro e lançaram seus minissubmarinos por volta da 1h do dia 7 de dezembro. Às 3h42, o caça-minas USS Condor avistou um periscópio e alertou o contratorpedeiro USS Ward, que afundou um minissubmarino às 6h37. Outro minissubmarino, que pode ter entrado em Pearl Harbor, foi afundado pelo USS Monaghan às 8h43, após falhar em torpedear o porta-hidroaviões USS Curtiss.

Declaração de Guerra Japonesa

O ataque a Pearl Harbor ocorreu antes que o Japão apresentasse formalmente uma declaração de guerra. O Almirante Yamamoto estipulou que o ataque só deveria começar 30 minutos após o Japão notificar os EUA sobre o fim das negociações de paz. No entanto, a notificação, uma mensagem de 5.000 palavras conhecida como "Mensagem de 14 Partes", demorou a ser entregue pela embaixada japonesa em Washington D.C., chegando mais de uma hora após o início do ataque. Decifradores de códigos americanos já haviam traduzido a maior parte da mensagem horas antes. Embora a mensagem final fosse vista como um forte indicativo de guerra iminente, ela não declarava guerra nem rompia relações diplomáticas. A declaração de guerra foi publicada nos jornais japoneses na noite de 8 de dezembro (final de 7 de dezembro nos EUA), mas só foi entregue ao governo americano no dia seguinte ao ataque.

Primeira Onda de Ataque

A primeira onda de ataque, composta por 183 aviões liderados pelo Comandante Mitsuo Fuchida, foi lançada ao norte de Oahu. Seis aviões não decolaram por problemas técnicos. O ataque incluiu três grupos aéreos. Ao se aproximarem de Oahu, a onda foi detectada pelo radar SCR-270, mas o tenente Kermit A. Tyler, acreditando ser uma chegada programada de bombardeiros B-17, não acionou o alerta. Os aviões japoneses se aproximavam de uma direção muito similar à dos B-17, e o tamanho da formação não foi comunicado a Tyler.

Segunda Onda de Ataque

A segunda onda planejada consistia em 171 aviões, comandados pelo tenente-comandante Shigekazu Shimazaki, com 4 aviões não decolando por dificuldades técnicas. Esta onda também foi dividida em três grupos aéreos, com o objetivo de atacar Kāneʻohe e Pearl Harbor. As diferentes seções chegaram ao ponto de ataque quase simultaneamente, vindas de várias direções.

Baixas e Danos Materiais

Em noventa minutos, o ataque resultou em 2.403 americanos mortos e 1.143 feridos. As baixas incluíram 2.008 marinheiros, 218 soldados e aviadores, 109 fuzileiros navais e 68 civis. Dezoito navios foram afundados ou encalhados, incluindo 5 encouraçados. A maioria das mortes ocorreu devido à explosão no paiol do USS Arizona. Quase metade dos marinheiros mortos eram pessoal alistado, muitos com cerca de 17 ou 18 anos.

Baixas Japonesas

O ataque resultou na morte de 59 aviadores e 9 submarinistas japoneses, com um capturado (Kazuo Sakamaki). Dos 414 aviões disponíveis, 350 participaram do ataque, resultando na perda de 29 aeronaves (9 na primeira onda e 20 na segunda). Outros 74 aviões foram danificados pelo fogo antiaéreo.

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Navios Afetados

Vinte e um navios foram danificados ou perdidos, mas a maioria foi recuperada e retornou ao serviço.

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Operações de Salvamento

Após o ataque, uma grande operação de resgate e reparo foi iniciada, com mergulhadores e equipes civis trabalhando para recuperar os navios danificados.

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Cobertura da Mídia

O anúncio inicial do ataque foi feito pela Casa Branca, e as primeiras notícias foram transmitidas pelo rádio.

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Consequências Imediatas

O ataque resultou em condecorações militares e na declaração formal de guerra dos EUA ao Japão, seguida pela declaração de guerra da Alemanha e Itália aos EUA.

Reconhecimento e Declaração de Guerra

Após o ataque, 15 Medalhas de Honra, 51 Cruzes da Marinha e outras condecorações foram concedidas aos militares americanos. No dia seguinte, o Presidente Franklin D. Roosevelt proferiu seu famoso "Discurso da Infâmia" ao Congresso, solicitando uma declaração de guerra ao Japão, que foi aprovada em menos de uma hora. Em 11 de dezembro, a Alemanha Nazista e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos, e o Congresso americano respondeu no mesmo dia. O Reino Unido já havia declarado guerra ao Japão horas antes, devido a ataques japoneses na Malásia, Singapura e Hong Kong.

Incidente de Niihau

A ilha de Niihau foi designada como ponto de resgate para pilotos japoneses. Um piloto, Shigenori Nishikaichi, cujo avião foi danificado, pousou em Niihau. Os habitantes locais, sem conhecimento do ataque a Pearl Harbor, apreenderam documentos importantes do piloto. Nishikaichi, com a ajuda de três residentes nipo-americanos, tentou recuperar os documentos. Durante o confronto, Nishikaichi foi morto, um civil havaiano foi ferido, um colaborador cometeu suicídio e os outros dois colaboradores foram presos.

Implicações Estratégicas

O Almirante Hara Tadaichi, ao analisar o resultado, afirmou que "Conseguimos uma grande vitória tática em Pearl Harbor e, assim, perdemos a guerra". Embora o ataque tenha atingido seus objetivos imediatos, ele acabou sendo desnecessário. A Marinha dos EUA já havia abandonado a "cobrança" do Pacífico em 1935 e adotado o "Plano Dog" em 1940, que priorizava a derrota da Alemanha Nazista e a manutenção das rotas marítimas para a Austrália, em vez de um confronto direto no Pacífico.

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