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Atacama Large Millimeter Array

O Atacama Large Millimeter Array (ALMA) é um rádio-observatório constituído por um conjunto de 66 antenas, das quais 54 com 12 metros de diâmetro e as demais com 7 metros de diâmetro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/09/2026
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História

Imagem: ESO/C. Malin · BY · Openverse

Sua construção começou em 2003 e as observações científicas tiveram início em 2011. ALMA está localizado a uma altitude de 5 000 metros, na Zona de Chajnantor, a leste da vila de San Pedro de Atacama, no Chile - um dos maiores sítios de observação astronômica do mundo. Foi inaugurado no dia 13 de março de 2013. Orçado em um bilhão de euros, ele faz parte de uma parceria entre países da Europa, da Ásia Oriental e da América do Norte em cooperação com a República do Chile. O Observatório Europeu do Sul é o parceiro europeu no projeto ALMA.

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Características

Imagem: Diego Delso, Wikimedia Commons, License CC-BY-SA 4.0 · BY-SA · Openverse

A sensibilidade do conjunto de antenas torna possível a observação de galáxias muito distantes. Espera-se para outubro de 2015 observações com as 66 antenas em pleno funcionamento. O ALMA observa o universo em comprimentos de onda milimétricos e submilimétricos, radiação que fica entre o infravermelho e as ondas de rádio. Como essa radiação é fortemente absorvida pelo vapor de água na atmosfera terrestre, o observatório precisou ser construído em um ambiente extremamente seco e elevado: o planalto de Chajnantor, a 5.000 metros de altitude no Deserto do Atacama.

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Resultados científicos

Imagem: NASA Hubble · BY · Openverse

Em 11 de agosto de 2014, os astrônomos liberado estudos, utilizando o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), pela primeira vez, que detalhou a distribuição de HCN, HNC, H2CO e poeira no interior do cauda de cometas C/2012 F6 (Lemmon) e C/2012 S1(ISON). Ainda em 2014, o ALMA divulgou uma imagem do disco protoplanetário ao redor da jovem estrela (HL Tauri). A imagem revelou uma série de anéis concêntricos separados por lacunas escuras, fornecendo a prova visual mais clara e detalhada até então de que planetas já estavam em processo ativo de formação no disco de poeira e gás, sugerindo uma oposição à teorias que afirmam que o processo levaria muito mais tempo. O observatório também foi fundamental para o Event Horizon Telescope (EHT). Devido à sua alta sensibilidade, o ALMA funcionou como um dos principais elementos da rede global de radiotelescópios que capturou, em 2019, a primeira imagem de um buraco negro supermassivo, localizado no centro da galáxia M87.

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Fontes consultadas

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