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AT&T

AT&T é uma companhia americana de telecomunicações. A AT&T fornece serviços de telecomunicação de voz, vídeo, dados e Internet para empresas, particulares e agência governamentais. Durante sua longa história, a AT&T foi a maior companhia telefônica e o maior operador de televisão a cabo do mundo. No seu auge, cobriu 94% da área dos Estados Unidos, constituindo um monopólio. Depois de um longo processo, a AT&T foi dividida em diversas empresas menores, para estimular a concorrência. As empresas-filhas da AT&T são conhecidas nos Estados Unidos como "Baby Bells". A AT&T original ficou apenas com as ligações de longa distância. Em 2018 foi concluída a compra da Time Warner Inc. pela AT&T Inc da qual possui 71%.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

Imagem: FlickrDelusions · BY-NC-SA · Openverse

Os Estados Unidos da América acordaram em 1º de janeiro de 1984 e descobriram que os seus telefones funcionavam exatamente do jeito do dia anterior. Mas a AT&T começou o dia como uma nova empresa. De US$ 149,5 bilhões em ativos que tinha no dia anterior, ela manteve US$ 34 bilhões. De seus 1 009 000 empregados ela manteve 373 000. Foi-se também o famoso logotipo do sino (nota do tradutor, um trocadilho do sobrenome do inventor Alexander Graham BELL e "sino"), doado às empresas regionais "RBOCs", mas o nome que poderia ser usado nos laboratórios Bell (Bell Labs). No seu lugar, a empresa remanescente passou a usar um globo estilizado com o monograma "AT&T". Sucesso requeria nada menos que uma mudança dramática jamais realizada na cultura corporativista de uma grande empresa norte-americana. A velha AT&T - o sistema Bell - como um monopólio regulamentado foi largamente isolado de pressões do mercado por grande parte de sua história. Sua cultura venerava o serviço, excelência tecnológica, confiabilidade e inovação dentro de uma filosofia de trabalho interna cooperativa de levar o tempo necessário para fazer as coisas funcionarem do jeito certo. A nova AT&T tinha que aprender a descobrir e entregar o que e quando os consumidores queriam e competindo com outros que almejavam preencher as necessidades dos mesmos consumidores. Apesar da AT&T ter grande força tecnológica e pessoal capacitado, a transição se mostrou ser bem mais complexa que qualquer um havia imaginado em 1984.

Fundação

A companhia que se tornou AT&T começou em 1875, em um acordo entre o inventor Alexander Graham Bell e dois homens, Gardiner Hubbard (sogro de Graham Bell) e Thomas Sanders, que concordaram em financiar o seu trabalho. Bell estava tentando inventar um telégrafo falante - um telefone. Ele foi bem sucedido e conseguiu registrar as patentes em 1876 e 1877. Em 1877, os três homens formaram a Bell Telephone Company para explorar a invenção. A primeira central telefônica, operando sob a licença da Bell, abriu em New Haven, Connecticut em 1878. Em três anos, centrais telefônicas existiam nas principais cidades dos Estados Unidos, operando sob a licença do que hoje é a American Bell Telephone Company. Em 1882, a American Bell adquiriu controle na Western Electric Company, que se tornou a sua fábrica. Gradualmente, a American Bell se tornou dona da maioria dos seus licenciados, e a empresa passou a ser conhecida como Bell System (Sistema Bell).

Crescimento

A American Telephone and Telegraph Company foi fundada em 3 de março de 1885, como um conglomerado de subsidiárias da American Bell, projetada para construir e operar uma rede telefônica de longa distância. Começando de New York, AT&T atingiu seu objetivo inicial ligando Chicago em 1892 e então San Francisco em 1915. Em 30 de dezembro de 1899, AT&T adquiriu os ativos da American Bell e se tornou a proprietária do Bell System (Sistema Bell). Como os sinais telefônicos enfraquecem ao longo das linhas telefônicas, construir uma rede nacional requereu diversas invenções. Bobinas de carga, inventadas independentemente na AT&T em 1899 permitiram a rede a ir até Denver, Colorado. Os primeiros amplificadores elétricos, concebidos pela AT&T em 1913, tornaram possível a telefonia transcontinental.

Início do século XX

No início do século XX, a atividade comercial da AT&T ia bem além do sistema de telefonia nacional. Através da sua fabricante Western Electric Company, afiliados e parceiros comerciais ao redor do mundo, a AT&T fabricou equipamentos para atender as necessidades de companhias telefônicas no mundo todo. Essas empresas também vendiam equipamentos importados dos Estados Unidos. Em meados de 1914, a Western Electric Company estava instalada em cidades como Antuérpia (Bélgica), Londres (Inglaterra), Berlim (Alemanha), Milão (Itália), Paris (França), Viena (Áustria), São Petersburgo (Rússia), Budapeste (Hungria), Tóquio (Japão), Rio de Janeiro (Brasil), Montreal (Canadá), Buenos Aires (Argentina) e Sydney (Austrália)

Década de 1920

Em 1925, Walter Gifford, recém-empossado presidente da AT&T, decidiu que a AT&T e o Sistema Bell deveriam concentrar os esforços na sua missão de um sistema universal de telefonia nos Estados Unidos. Ele aí vendeu a divisão internacional da Western Electric Company para a recém-formada International Telephone and Telegraph (ITT) por US$ 33 milhões, em valores da época, mantendo apenas a participação no Canadá. Apesar da AT&T ter se retirado da atuação internacional, ela tem uma presença internacional através do seu objetivo de prover aos clientes nos Estados Unidos um serviço telefônico global. Em 1927, AT&T inaugurou um serviço telefônico transatlântico comercial usando comunicação via rádio bidirecional. Inicialmente, essas ligações custavam 75 dólares para cada 3 minutos. O serviço se espalhou a outros países, via Londres ou por conexões diretas via rádio. O serviço de rádio-telefone ao Havaí começou em 1931 e para Tóquio em 1934. O serviço telefônico disponibilizado via rádio era longe de ser ideal: era sujeito a atenuações e interferências e tinha capacidade muito limitada. Em 1956, o serviço telefônico a Europa passou a ser via cabo telefônico submarino, TAT-1. E o serviço transpacífico começou em 1964.

Década de 1940

No final dos anos 40, novas tecnologias apareceram e proveram alternativas aos cabos de cobre para transmissão de longa distância. AT&T abriu seu primeiro link de microondas entre as cidades de Nova York e Boston em 1948, e nas três décadas sucessivas adicionou considerável capacidade de transmissão via microondas à rede nacional de longa distância. Em 1962, AT&T lançou em órbita o primeiro satélite comercial de comunicação, Telstar I, oferecendo alternativas adicionais especialmente ajustadas para comunicação internacional. Mudanças tecnológicas no resto do sistema ofereciam alternativas paralelas. A transição de componentes eletromecânicos para componentes eletrônicos permitiu novos e poderosos equipamentos de rede menos caros e mais confiáveis. Outro resultado destas novas tecnologias foi a redução de barreiras tecnológicas permitindo aos novos candidatos a competidores entrarem no sistema da AT&T. Vagarosamente, ao longo das décadas, a Comissão Federal de Comunicações (do inglês FCC - Federal Communications Commission) permitiu mais competição usando estas tecnologias nas pontas da rede. Na metade da década de 1970, a competição avançou para o serviço de longa distância em geral.

O julgamento

As mudanças nas telecomunicações ao longo dos anos eventualmente culminaram em um julgamento antitruste pelo governo dos Estados Unidos contra a AT&T. O julgamento começou em 1974 e foi estabelecido em janeiro de 1982 quando a AT&T concordou em retirar-se das subsidiárias que proviam serviço de interconexão de telefonia. O governo acreditava que isto iria separar as partes da AT&T, (as empresas prestadoras) onde o argumento do monopólio natural era ainda visto como válido, das partes de transmissão de longa distância, fabricação, pesquisa e desenvolvimento, onde competição era apropriada. Em retorno, o Departamento de Justiça norte-americano concordou em afrouxar as restrições do acordo de 1956. A retirada começou em 1984 e o Sistema Bell havia se acabado. No seu lugar, havia a nova AT&T e sete operadoras regionais do sistema Bell, conhecidas como RBOCs (Regional Bell operating Companies) ou Baby Bells (as pequenas Bells).

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Parceria com a Agência de Segurança Nacional (NSA)

Imagem: duncan · BY-NC · Openverse

Em 2006 Mark Klein, um ex-técnico da AT&T que trabalhou na companhia por vinte e dois anos vazou documentos internos da AT&T, que revelaram que a empresa havia criado uma sala secreta no escritório de São Francisco para dar à Agência de Segurança Nacional(NSA) acesso aos seus cabos de fibra óptica de Internet. Ele testemunhou perante o Congresso americano em novembro de 2007 exortando os legisladores não dessem imunidade pelas atividades da AT&T com outras empresas de telecomunicações, entre elas a Verizon, envolvidas na vigilância em massa dentro dos Estados Unidos pela NSA. Mark Klein também é uma testemunha em uma ação movida pela Electronic Frontier Foundation, que alega a AT&T deu ilegalmente o acesso às suas redes à NSA. Documentos sobre o Programa Fairview também fazem referência a uma empresa como sendo a Empresa que é "parceiro chave" da NSA nos programas de vigilância. Tal empresa não está identificada na documentação Snowden. No entanto, a empresa considerada "parceiro chave" pela NSA, foi identificada em 23 de outubro de 2013 pelo The Washington Post como sendo a AT&T.

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