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Astrocitoma

Astrocitomas são neoplasias do sistema nervoso central (SNC) que se originam de astrócitos, células em forma de estrela que fornecem suporte aos neurônios. São o tipo mais comum de glioma e podem variar de benignos a malignos. A sobrevida está diretamente ligada ao grau do tumor, podendo ultrapassar 10 anos em casos de baixo grau ou ser inferior a 1 ano em casos mais agressivos. A incidência é de 5 casos para cada 100.000 pessoas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 24/09/2026

Pontos-chave

  • Astrocitomas são tumores do SNC originados de astrócitos, as células de suporte dos neurônios.
  • São o tipo mais comum de glioma e podem ser benignos ou malignos.
  • A sobrevida dos pacientes varia significativamente, dependendo do grau de malignidade do tumor.
  • A incidência é de 5 casos por 100.000 pessoas.
  • Existem diferentes sistemas de graduação para classificar a agressividade dos astrocitomas.
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Sistemas de Graduação de Astrocitomas

Imagem: Gustavogwolf · BY-SA · Openverse

A graduação dos astrocitomas é crucial para determinar o prognóstico e o tratamento. Existem diferentes sistemas que classificam esses tumores com base em critérios histológicos, indicando seu grau de malignidade e velocidade de crescimento.

Graduação de Kernohan

O sistema de graduação de Kernohan é utilizado para definir a progressão de um astrocitoma para uma forma maligna, auxiliando na avaliação da agressividade do tumor.

Graduação de St Anne-Mayo

O sistema de graduação de St Anne-Mayo utiliza quatro critérios morfológicos para atribuir um grau ao astrocitoma: atipia nuclear, mitoses, proliferação endotelial (células endoteliais 'empilhadas', sem relação com hipervascularização) e necrose. Este sistema possui quatro categorias de graduação para os tumores.

Graduação da OMS

O sistema de graduação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é detalhado no volume 'Histological Typing of Tumours of the Central Nervous System', com edições publicadas em 1979 (primeira), 1993 (segunda) e 2007 (última). A graduação da OMS também apresenta quatro categorias de tumores e, do ponto de vista histológico, baseia-se nos mesmos critérios do sistema de St Anne-Mayo.

Comparação entre os Sistemas de Graduação

Existem tabelas comparativas que ilustram as diferenças e semelhanças entre os sistemas de graduação de Kernohan, St Anne-Mayo e OMS. A escala CID-O não é incluída nessas comparações por não ser considerada um sistema de graduação propriamente dito.

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Astrocitoma Pilocítico: Características e Tratamento

Imagem: Gustavogwolf · BY-SA · Openverse

O astrocitoma pilocítico é um tumor de baixo grau (Grau I pela OMS), de crescimento lento e bem diferenciado. Sua etiologia é incerta, mas parece derivar de astrócitos alongados e bipolares. Afeta frequentemente pacientes jovens e localiza-se em áreas como hipotálamo, cerebelo, tronco cerebral, III ventrículo e trato óptico, geralmente na linha média. Os sintomas dependem da localização, podendo incluir hipertensão intracraniana ou hidrocefalia oclusiva.

Tipo Adulto

Caracteriza-se por bandas de células fibrilares densamente compactas e arranjo bipolar, sem relação com vasos sanguíneos e pouca tendência à degeneração microcística. Pode apresentar astrócitos estrelados e gemistiocíticos. Ocorre em pacientes de maior idade e há uma possibilidade de alterações anaplásicas.

Tipo Juvenil

Acomete pacientes jovens e as células tumorais podem ser morfologicamente simples, formando fibras (anteriormente chamado espongioblastoma polar). As células são alongadas, finas e associadas aos vasos sanguíneos. Há pouca formação de matriz fibrilar intercelular, e áreas distantes dos vasos podem ser rarefeitas e ter potencial para degeneração microcística. A presença de fibras de Rosenthal é comum. Geralmente não há proeminência de vascularização ou pleomorfismo, mas sua presença não exclui o diagnóstico. A imunohistoquímica detecta positividade para proteína glial ácida fibrilar.

Tratamento do Astrocitoma Pilocítico

O tratamento principal é a remoção cirúrgica total ou subtotal do tumor. Radioterapia ou quimioterapia pós-operatória são indicadas apenas quando a ressecção total não é possível, ou em crianças menores de 3 anos (para evitar radioterapia). Agentes quimioterápicos comuns incluem actinomicina D, vincristina, 5-fluoruracil, hidroxiuréia e nitrosuréia, com resultados semelhantes aos da radioterapia. O prognóstico é favorável por ser uma lesão de baixo grau, mas o acompanhamento prolongado é recomendado devido à progressão lenta e ao risco de transformação para astrocitoma anaplásico, especialmente em tipos adultos. Exames de imagem são preconizados a cada 4 meses no primeiro ano e a cada 6 meses nos dois anos seguintes. Tumores que se estendem anteriormente ao quiasma óptico são menos agressivos do que os que envolvem o quiasma óptico e o hipotálamo. Recorrência ou progressão para malignidade e metástases são raras.

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Xantoastrocitoma Pleomórfico: Um Tumor Raro

Imagem: Gustavogwolf · BY-SA · Openverse

O xantoastrocitoma pleomórfico é um tumor astrocitário raro, que afeta crianças e adultos jovens. Geralmente superficial nos hemisférios cerebrais, com envolvimento das meninges e um prognóstico favorável. Apresenta um aspecto pleomórfico, com células tumorais lipidizadas que expressam GFAP, indicando linhagem astrocitária, e pode ser envolvido por estroma reticulínico. Sua capacidade de invasão cerebral é intermediária entre astrocitomas pilocíticos e difusos, embora possa ter características histológicas agressivas. A incidência é mais comum na segunda década de vida (dois terços dos pacientes têm menos de 18 anos), com uma longa história de crises convulsivas. A localização preferencial é o lobo temporal, sendo um tumor cortical que se estende da leptomeninge à substância branca. As bordas são nítidas em TC e RM, com tendência à formação de cistos com nódulo mural e captação de contraste.

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Prognóstico dos Astrocitomas

Imagem: Sbrandner · BY-SA · Openverse

O prognóstico dos pacientes com astrocitomas está intimamente ligado ao grau histológico do tumor. Estudos demonstram que a sobrevida mediana é significativamente maior para tumores de baixo grau (Grau I ou II da OMS) em comparação com os de alto grau (Grau III ou IV da OMS).

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