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Asterismo (astronomia)

Na astronomia, um asterismo é um padrão reconhecível de estrelas no céu noturno da Terra. Ele pode fazer parte de uma constelação oficial ou ser composto por estrelas de mais de uma constelação. Como as constelações, os asterismos, em sua maioria, são compostos por estrelas que, embora estejam visíveis na mesma direção geral, não são fisicamente relacionadas e estão a distâncias da Terra significativamente diferentes. As formas geralmente simples e o pequeno número de estrelas fazem esses padrões facilmente identificáveis e, portanto, bastante úteis para aqueles aprendendo a se familiarizar com o céu noturno.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

Imagem: rocco parisi · BY-SA · Openverse

Mesmo antes do aparecimento da civilização, ficou comum agrupar várias estrelas, ligando os pontos para formar figuras. O agrupamento de estrelas em constelações é essencialmente arbitrário, e culturas diferentes definiram constelações diferentes, embora algumas das mais óbvias fossem recorrentes, como Orion e Scorpius. Historicamente, como não existia uma lista "oficial", não havia diferença entre uma constelação e um asterismo. Qualquer um podia arranjar e nomear um agrupamento, que podia ser ou não aceito. Algumas das atuais constelações remontam aos tempos babilônicos. Nossa lista atual se baseia na do astrônomo greco-romano Ptolomeu de Alexandria (90 - 168). Sua lista de 48 constelações foi aceita como a lista padrão por 1 800 anos. Como se considerava que as constelações eram compostas somente pelas estrelas que constituíam as figuras, era sempre possível usar as estrelas restantes para criar novos agrupamentos entre as constelações estabelecidas.

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Grandes asterismos sazonais

Por acaso, em cada uma das quatro estações, existe um grande asterismo visível próximo da meia-noite, quando observado no hemisfério norte. Suas estrelas componentes são brilhantes e marcam figuras geométricas simples.

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Outros exemplos

Um dos asterismos mais conhecidos é o Grande Carro, também chamado de Caçarola ou Carro de Davi. Ele é composto pelas sete estrelas mais brilhantes de Ursa Major, onde elas esboçam o traseiro da ursa e a cauda exagerada. Com a sua longa cauda, a Ursa Minor se parece pouco com um urso e é também conhecida pelo pseudônimo de Pequeno Carro.

Apelidos de constelações

Ursa Minor não é a única constelação que não se parece muito com o que ela representa. Na verdade, muito poucas se parecem, o que levou a apelidos para algumas constelações. Um breve olhar sobre as figuras desenhadas sob as constelações nos mapas estelares explicam facilmente a origem desses asterismos.

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Asterismos antigos

Argo é um caso especial. Argo Navis (o navio Argo) era, de longe, a maior das constelações de Ptolomeu. A partir de Lacaille em seu Coelum Australe Stelliferum (1763), ficou comum referir-se a suas várias partes como a Quilha, o Convés da Popa e as Velas. Na organização da UAI de 1930, Argo foi considerada grande demais e esses asterismos setoriais antigos foram reconhecidos como constelações oficiais (Carina, Puppis e Vela), com o que Argo, no seu conjunto, se tornou um asterismo. O Cruzeiro do Sul não é um asterismo, mas somente uma variação no significado de Crux. Crux era um asterismo quando Bayer a criou em Uranometria (1603), a partir de estrelas das patas traseiras de Centaurus. Ela ganhou status de constelação em 1930, com isso mutilando o Centauro. Centaurus foi reduzido de tamanho mais uma vez. Lupus era originalmente considerada somente um asterismo setorial, como uma Fera Selvagem não especificada agarrada ao Centauro. Hiparco a separou nos anos 200 a.C. e a lista de Ptolomeu confirmou seu status independente.

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Não asterismos

No sentido formal utilizado aqui, asterismos são grupos de estrelas que não foram categorizados de nenhuma outra forma. Objetos que não se enquadram nos limites desta definição incluem a Via Láctea, nebulosas e aglomerados abertos. Dividindo o céu noturno em dois hemisférios aproximadamente iguais, a Via Láctea aparece como uma banda enevoada de luz branca formando um arco por toda a esfera celestial. Muitas culturas têm mitos sobre a "larga estrada branca no céu". Que o brilho se origina de inumeráveis estrelas fracas e outros materiais que se encontram no plano galáctico foi uma das primeiras descobertas telescópicas de Galileu Galilei. Da mesma forma, as Nuvens de Magalhães não são asterismos, e sim galáxias. Nebulosas, nuvens de gás e poeira que pontilham a galáxia, sejam de emissão, como a de Pelicano, ou escuras, como a Cabeça de Cavalo, claramente não são asterismos, já que não são compostas por estrelas.

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