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Liev Tolstói

Lev Nikoláievitch Tolstói, também conhecido em português como Liev, Leão, Leo ou Leon Tolstói ; Governorado de Tula, 9 de setembro de 1828 – Astapovo, 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo, amplamente reconhecido como um dos maiores e mais influentes autores de todos os tempos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Vida e carreira

Tolstói nasceu em Iasnaia Poliana, uma propriedade familiar localizada a 12 quilômetros do sudoeste de Tula e a 200 km a sul de Moscou. Os Tolstói eram uma família prestigiada pela nobreza da Rússia, pois descendem de um famoso nobre do Império Lituano chamado Indris. Lev foi o quarto dos cinco filhos do Conde Nikolai Ilitch Tolstói, um veterano da Invasão francesa da Rússia, e a Condessa Maria Tolstaia (Volkonskaia). Os pais de Tolstói morreram quando ele era jovem, o que levou ele seus irmãos a serem criados por parentes. Em 1844, os irmãos Tolstói começaram a estudar direito e línguas orientais na Universidade de Cazã. Seus professores o descreveram como "incapaz e sem interesse pelo aprendizado". Tolstói abandonou a Universidade no meio do curso, retornou à Iasnaia Poliana e passou a maior parte de seu tempo em Moscou e São Petersburgo. Em 1851, depois de ter acumulado muitas dívidas, ele e seu irmão mais velho foram para o Cáucaso e juntaram-se ao exército. Foi a partir dessa experiência que ele começou a escrever.

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Vida pessoal

Em 23 de setembro de 1862, Tolstói se casou com Sophia Andreevna Behrs, filha de um médico da corte. Eles tiveram 13 filhos, oito dos quais chegaram à vida adulta: De início, o casamento com Sophia foi marcado pela intensidade sexual e insensibilidade emocional. Na véspera de seu casamento, Tolstói entregou a sua noiva seu diário pessoal, que detalhava toda sua intensa vida sexual anterior a seu noivado. Os relatos incluíam o fato de ele ter tido um filho com uma de suas empregadas. Ainda assim, o casamento foi afortunado e proporcionou a Tolstói liberdade e estrutura familiar que o ajudaram a escrever as obras Guerra e Paz e Anna Karenina com Sophia atuando como sua secretária pessoal, editora e gerente financeira. No entanto o casamento foi deteriorando à medida que o estilo de vida e as crenças de Tolstói tornavam-se mais radicais. Por conta de seu estilo de vida, ele rejeitou sua herança, incluindo os direitos autorais de suas obras.

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Novelas e trabalhos ficcionais

Tolstói é um dos gigantes da literatura russa; entre suas obras destacam-se as novelas Guerra e Paz, Anna Karenina, Hadji Murad e A Morte de Ivan Ilitch. Seus contemporâneos prestaram-lhe diversas homenagens. Fiodor Dostoievski o classificou como o maior romancista de sua época. Gustave Flaubert, ao ler uma tradução de Guerra e Paz, exclamou: "Que artista e que psicólogo!" Anton Chekhov, que muitas vezes visitou Tolstói em sua propriedade rural, escreveu: "Quando a literatura possui um Tolstói, torna-se fácil e agradável ser escritor, mesmo quando você sabe que não foi bem sucedido e que continuará fracassando. Isso não soa tão terrível, pois Tolstói já foi bem-sucedido o suficiente por todos nós”. O poeta e crítico britânico Matthew Arnold opinou que "um romance de Tolstói não é uma obra de arte, mas um pedaço de vida". Críticos e romancistas contemporâneos continuam a desfrutar do legado e da arte de Tolstói. Virginia Woolf o nomeou como "o maior de todos os romancistas". James Joyce observou que: "Ele nunca é maçante, estúpido, cansativo, pedante ou teatral!". Thomas Mann elogiou a arte aparentemente inocente de Tolstói: "Raramente a arte trabalhou tanto quanto a natureza". Tais sentimentos foram compartilhados por Proust, Faulkner e Nabokov. O último empilhou superlativos sobre A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina; mas questionou, no entanto, a reputação de Guerra e Paz, e criticou duramente A Ressurreição e A Sonata a Kreutzer.

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Filosofia religiosa e política

Depois de ler O Mundo como Vontade e Representação de Arthur Schopenhauer, Tolstói converteu-se gradualmente à moral ascética. Para ele, esse seria o caminho espiritual ideal a ser traçado pela alta-classe. “Estou convencido de que Schopenhauer é o mais genial dos homens. (…) Ao lê-lo não posso compreender como o seu nome pôde permanecer desconhecido. A única explicação possível é a que ele mesmo repete tantas vezes, de que há quase só idiotas no mundo.” No capítulo VI de A Confissão, Tolstói citou o último parágrafo do trabalho de Schopenhauer. Nele, Schopenhauer explica como o nada que resulta da completa "negação de si mesmo" é apenas um nada relativo, e, portanto, não deve ser temido. O romancista ficou impressionado com a descrição da renúncia ascética cristã, budista e hindu como o caminho da santidade. Depois de ler essas passagens, que são abundantes nos capítulos éticos de Schopenhauer, o nobre russo escolheu a pobreza e a negação formal da vontade:

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Morte

Tolstói morreu em 1910, aos 82 anos de idade. Antes de morrer, sua família dedicava-se a cuidar de sua saúde diariamente. Nos últimos dias, conversou e escreveu sobre a experiência da morte. Renunciando ao estilo de vida aristocrático, deixou sua casa no meio do inverno daquele ano, às escondidas. Sua partida deu-se por conta das crises de ciúmes de sua esposa Sophia. Ela se opôs abertamente a muitos de seus ensinamentos e, nos últimos anos, parecia invejar a dedicação que o marido demonstrava a seus discípulos. Tolstói morreu de pneumonia, na estação de trem de Astapovo, depois de um dia inteiro de viagem. O mestre da estação acolheu-o em seu apartamento, e seus médicos pessoais foram chamados para socorrê-lo. Tolstói recebeu injeções de morfina e cânfora. A polícia tentou limitar o acesso a sua procissão de funeral, mas milhares de camponeses reuniram-se nas redondezas, pois pensaram que “algum nobre havia morrido”.

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