Xintoísmo
Xintoísmo é a espiritualidade tradicional do Japão e dos japoneses, considerado também uma religião pelos estudiosos ocidentais. A palavra Shinto foi adotada do chinês escrito (神道), através da combinação de dois kanji: "shin" (神), que significa "deuses" ou "espíritos" ; e "tō" (道), ou "do", que significa "estudo" ou "caminho filosófico". Os termos yamato-kotoba e Kami no michi (神の道) costumam ser usados de maneira semelhante, e apresentam significados similares.
Origens
O xintoísmo tem raízes muito antigas nas ilhas japonesas. Sua história registrada remonta ao Kojiki (712) e ao Nihon Shoki (720), porém os registros arqueológicos datam de um período significativamente mais antigo. Ambas as obras são compilações de tradições mitológicas orais já existentes. O Kojiki estabelece a família imperial como o alicerce da cultura japonesa, na condição de descendentes de Amaterasu Omikami. Existe também uma genealogia de criação e aparição dos deuses, de acordo com um mito de criação. O Nihonshoki estava mais interessado em criar um sistema estrutural de governo, política externa, hierarquia religiosa e ordem social interna.
Xintoísmo e budismo
O budismo foi introduzido no século VI e trouxe graves consequências para o xintoísmo. Apresentado ao imperador, o budismo, apesar de algumas resistências iniciais, acabou por triunfar, tendo servido para a consolidação do poder imperial, com o apoio dos governantes locais. A partir do século VIII, a adoração de kami e o budismo estavam completamente interligados na sociedade japonesa. Enquanto o imperador e a corte realizavam ritos budistas, eles também realizavam outros para homenagear os kami. Tenmu, por exemplo, nomeou uma princesa imperial virginal para servir como saiō, uma forma de sacerdotisa, no Santuário de Ise em seu nome, uma tradição continuada pelos imperadores subsequentes. A partir do século VIII até a era Meiji, os kami foram incorporados em uma cosmologia budista de várias maneiras. Uma visão é que os kami perceberam que, como todas as outras formas de vida, eles também estavam presos no ciclo do samsara (renascimento) e que, para escapar disso, deveriam seguir os ensinamentos budistas. Abordagens alternativas viram os kami como entidades benevolentes que protegiam o budismo, ou que os kami eram eles próprios Budas, ou seres que alcançaram a iluminação. Nisso, eles podiam ser hongaku, os espíritos puros dos Budas, ou honji suijaku, transformações dos Budas em sua tentativa de ajudar todos os seres sencientes.
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No princípio, esta religião étnica não tinha nome, mas quando se introduziu o budismo no Japão durante o século VI, um dos nomes que este recebeu foi Butsudo, que significa "o caminho do Buda". Assim, a fim de diferenciar do budismo, a religião nativa passou a ser chamada "xinto" (shinto), palavra de origem chinesa, que combina dois caracteres chineses (kanji): "shin" (神), significando deuses ou espíritos (quando lido sozinho é pronunciado kami) e "tō" (道), que significa caminho filosófico. Assim, xintoísmo significa "o caminho dos deuses". O nome chinês foi escolhido porque na época apenas o chinês era escrito no Japão, já que não haviam desenvolvido ainda a escrita japonesa.
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Reconhecem-se várias expressões do xintoísmo, que são o resultado da evolução histórica da religião, lugar da sua manifestação e prática religiosa dos adeptos.
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O xintoísmo não possui um livro sagrado, como a Bíblia ou o Corão. Há no entanto um conjunto de textos sobre os ensinamentos da religião que recebem o nome de Shinten, "escrituras sagradas", mas não são considerados textos revelados ou de carácter sobrenatural. Estes livros apresentam as narrativas míticas da tradição xintoísta. Os mitos descritos referem-se a um caos primordial em que os elementos se mesclam em massa amorfa e indistinta, "como num ovo". Os deuses surgiram desse caos.
Kami
O xintoísmo baseia-se no culto aos kami (神). Esta palavra é frequentemente traduzida por "deus" ou "divindade", o que não traduz completamente o conceito, dado que os kami pode ser também forças vitais ou espíritos da natureza. Ao contrário dos deuses das outras religiões, os kami não são onipotentes ou oniscientes, possuindo poderes limitados. Nem todos kami são bons. Alguns kami são locais ou conhecidos como espíritos de um local em particular ou a lugares (montanhas, ervas, árvores, vales, rios, mares, encruzilhadas). Outros representam elementos ou processos da natureza, como por exemplo, Amaterasu, a deusa do Sol, Tsukiyomi, deus da lua, Susanoo, deus dos oceanos e das tempestades.
Cosmologia xintoísta
Em relação à estrutura do mundo, existem duas concepções diferentes, que se cruzam e se tomam muitas vezes em paralelo, sem se contradizerem, pois representam duas perspectivas diferentes e complementares. A primeira delas é vertical e fala de três mundos distintos: a “Alta Planície Celeste” (高天原 Takama no Hara), morada dos kami do céu, de onde eles descem, para dar paz, ordem e felicidade. É um mundo descrito como reflexo do mundo dos humanos, uma espécie de Japão plenamente belo e perfeito; segue-se o “País do Meio da Planície dos Canaviais”, morada dos homens, onde os kami desceram; por último, o chamado “País de Yomi”(黄泉の国 Yomi no Kuni ), subterrâneo, moradia dos mortos, terra de máculas e de pecados, onde habitam os espíritos malignos que influenciam o homem para o mal. Esta tradição é a principal da mitologia xintoísta e reflete os meios aristocráticos.
A natureza
Há que reconhecer que o homem vive graças à natureza, a tudo quanto ela lhe fornece, pelo que a sua atitude deve ser de profunda gratidão e reverência. Mesmo quando a natureza se desenfreia, o ser humano é forçado a reconhecer que muito maiores são os benefícios que dela recebe. O homem, apesar de todo o seu avanço tecnológico, não possui poder pleno, e deve reconhecer a sua humildade, num espírito de coexistência pacífica. Há numerosas divindades ligadas a elementos naturais, o que atesta que tudo é governado pelos kami. Logo, a natureza reveste um carácter sagrado, regendo-se por uma vontade e sensibilidade próprias, por uma espiritualidade misteriosa, mais do que propriamente por leis naturais.
As montanhas
As montanhas no Japão são muito numerosas e estão envolvidas nos aspetos da vida diária, é delas que brotam os rios, e são consideradas sagradas. Não são kami em si, mas sim moradias de kami. O território montanhoso é tão respeitado que mesmo atualmente o alpinismo não é uma atividade muito difundida pelo povo japonês, e isso num país onde é difícil ver todo um horizonte livre da presença de montanhas. É muito comum a construção de templos nessas regiões, assim como cerimônias de deificação e requisição de boas colheitas à "deusa do arrozal" que vive nas montanhas. Nas lendas japonesas as montanhas ocupam lugar de destaque na associação com grandes desafios, buscas e peregrinações.
Como vimos, o homem é considerado como naturalmente bom e puro, participante da natureza dos kami, e que o pecado e a impureza se devem a influências malignas dos espíritos habitantes do mundo inferior. Por isso, o homem recebe diretamente dos kami uma componente natural, um ideal celeste a ser realizado nesta vida, modelo de vivência dado e aceite como meta, e que representa a ligação da vida humana à vida divina. Este é o maior conceito moral do xintoísmo, o chamado michi, termo que significa “caminho”. Trata-se de um ideal de justiça e de carácter, de que ninguém se deve afastar, elemento básico da vida xintoísta e do próprio culto. O michi, obediência ao curso da natureza, reveste-se de uma extrema simplicidade e naturalidade. Para o xintoísmo, a vida só alcança o seu sentido e a sua finalidade se for vivida na pureza, que é o seu estado natural. A vida que não leva isto em conta é radicalmente antixintoísta e não agrada aos kami que, desgostosos, podem mandar vários tipos de desgraças para avisar o pecador, e até mesmo castigá-lo. Procura-se esse ideal de pureza, tanto corporal como mental e espiritual, que leva o homem à sua plenitude. Embora o homem não possa controlar tudo o que acontece e pode danificar a sua pureza, tem a responsabilidade de procurar viver uma vida autenticamente xintoísta, reta, clara e honesta, segundo a vontade dos kami.
Finalidade do culto xintoísta
As práticas do xintoísmo têm a finalidade de se dirigirem aos kami, para que escutem a oração dos fiéis. As orações podem ter diversos sentidos: pedidos, muitas vezes relacionados com a vida do dia-a-dia ou com alguma ocasião importante; acções de graças, por um benefício concedido, uma meta atingida, um obstáculo ultrapassado; promessas de acção futura em favor dos homens e da sociedade; tentativas de aplacar a fúria dos kami, irritados por alguma coisa; ou, muito simplesmente, para os louvar, rendendo-lhes homenagem sincera, sem esperar propriamente nada de especial em troca. Através de vários elementos, os fiéis podem estabelecer relação com os kami, relação muitas vezes de carácter filial, em que uma divindade é tutelar de dada região ou localidade. Os "paroquianos" estabelecem especial ligação com esse kami, que os atende e protege, nos mais variados acontecimentos da sua vida.
Organização sacerdotal
Os santuários têm ao seu serviço um número variável de sacerdotes, que neles oficiam de vários modos. São designados pelo termo kannushi (神主), que significa “mestre do kami”, ou então pelo termo chinês shinshoku (神職), “pessoa cuja profissão é servir a divindade”. A sua principal função é a de servir e adorar os kami e servir como um elo entre eles e os crentes através da execução dos ritos nos santuários, visando assegurar a proteção do povo japonês e do imperador. Não costumam falar em público, tendo sido mesmo proibidos disso em 1885, no contexto do xintoísmo de Estado. Hoje em dia, porém, os sacerdotes pregadores começam a ser apreciados. Não são considerados como chefes ou guias espirituais, mas somente como oficiantes de atos de culto, a pedido dos fiéis e em seu benefício.
Os santuários
Os santuários xintoístas espalham-se por todo o Japão, constituindo lugares privilegiados de culto. Mas, embora surjam por todo o lado, têm geralmente alguma razão especial para existir: um fenómeno natural, um acontecimento histórico ou mítico, a simples devoção pessoal ou o patronato político. Também os há motivados por revelações em sonhos, ou porque simplesmente era necessário um lugar de culto naquele local. Quando o local de construção de um novo santuário é escolhido, põe-se em prática uma série de ritos, destinados a purificar o lugar e a invocar a presença do kami, para que se digne vir habitar naquele sítio. Se mais tarde for decidido deixar aquele santuário ou mudá-lo para outro lugar, existem os ritos inversos, pelos quais se convida delicadamente o kami a retirar-se.
Ritos de purificação
A purificação é uma prática fundamental em toda a prática xintoísta. É por ela que o homem se liberta, regressando ao seu estado inicial de pureza, a que tem direito. Para a purificação, que antecede qualquer acto religioso, particular ou comunitário, utilizam-se diversos ritos, que assumem formas diferentes. Os kami não suportam a impureza, pelo que se exerce sempre um conjunto de práticas purificativas antes do culto propriamente dito, que tornam puros os participantes, os objectos e as oferendas. Os ritos de purificação assumem três formas distintas: Duas vezes por ano, no fim de junho e de dezembro, realiza-se uma purificação solene, ou grande exorcismo, o chamado o-harai. No recinto do santuário, reúnem-se muitas pessoas, que recebem umas tiras de cânhamo ou de papel branco (kirinusa). Depois de recitar a oração de purificação, o sacerdote agita a vara com os papéis, enquanto as pessoas agitam também as suas tiras. Estas tornam-se objectos de substituição, contendo todas as impurezas, e são lançadas a rios ou ao mar. Nalguns santuários, um exercício semelhante é feito com papéis recortados em forma humana (hitogata), que a pessoa passa pelo corpo, depois de neles ter escrito o nome;
Culto individual
Na sua vida diária, todo o fiel xintoísta tem a obrigação de prestar homenagem aos kami, o que pode ser feito nos mais variados lugares e ocasiões, desde a casa até ao templo passando pelo campo ou pela rua. Revestem uma importância particular as visitas aos santuários, que podem ser realizadas com diferentes objectivos: prestar contas, louvar, agradecer ou rogar. Todos os fiéis têm como dever ir visitar periodicamente o kami e relatar-lhe o que lhe tem acontecido na vida diária, não no intuito de pedir perdão, mas para simples informação. É comum também agradecer graças recebidas ou louvar simplesmente o kami. O pedido de graças faz-se geralmente em favor de outra pessoa ou da sociedade, pois considera-se de mau tom pedir para si próprio. As orações também não devem ser muito longas, complexas, para não aborrecer o kami. Muitas vezes, são os sacerdotes os encarregados de transmitir as preces às divindades, devendo saber interpretar, por sinais diversos, se a oração foi ou não bem recebida. A adivinhação é um rito que também acompanha frequentemente o rito individual: faz-se através de varetas numeradas, dentro de uma caixa, que correspondem a predições e conselhos.
A religião xintoísta comemora um grande número de festas, com uma grande variedade de costumes e de motivos para celebrar. Não raramente, verifica-se um grande intercâmbio entre religião e estado civil: várias festividades xintoístas são feitas feriados, e vice-versa. As festas dividem-se em dois grupos: as comunitárias, respeitantes à população em geral, e as particulares, de âmbito mais pessoal e familiar. Diversos tipos de ritos festivos são celebrados nos santuários. Cotidianamente, fazem-se cerimónias de oferendas, de manhã. No primeiro dia de cada mês também há ritos próprios. Estes são ritos de dimensão modesta.
Reisai
Cada santuário, uma ou duas vezes por ano, celebra uma data festiva, relacionada com o kami ou com o seu templo. O dia em que é celebrada a festa pode ter múltiplos significados: pode corresponder ao dia de fundação do santuário, a um dia importante na sua história ou ser um dia associado à divindade do santuário. Durante estas festas ocorre geralmente uma procissão dos kami, razão pela qual as festas são também chamadas de shinkó-sai ("Festa da Procissão dos Deuses") ou togyo-sai ("Festa da Augusta Travessia"). Os kami são instalados num carro (hóren) ou num palanquim (mikoshi) e são passeados pela aldeia ou cidade. Junta-se muita gente, que agita ramos de árvore e estandartes, fazendo daquele acontecimento algo muito colorido e vistoso. Estabelecem-se locais de paragem, para o kami descansar. A finalidade deste acto é simplesmente entreter e divertir a divindade, pedindo-lhe, ao mesmo tempo, que continue a dispensar a sua proteção. Estas festas são também ocasião para jogos, artes e danças, tendo especial significado para o estreitamento de laços entre kami e paroquianos, e destes entre si.
Festas da Primavera
São várias as festas da primavera (haru matsuri). No dia 17 de fevereiro desenrola-se a festa Toshigoi-matsuri no palácio imperial e em todos os santuários do Japão, durante a qual é feita uma prece que solicita boas colheitas e a prosperidade do país.
Festas do Verão
Estas festas (natsu matsuri) são essencialmente urbanas e tem como principal objectivo afastar as calamidades. Uma das mais conhecidas festas de verão é o Festival de Gion que se desenrola no santuário Yasaka em Quioto no mês de julho e que inclui uma marcha com carros ricamente decorados. Segundo a tradição esta festa teria surgido no começo da época Heian, num tempo marcado por grande número de epidemias; para afastá-las os demónios aos quais se atribuíam estas doenças realizavam-se orações. Outra importante festa é a do Rei Celeste (Tennó-matsuri) que tem lugar no santuário Tsushima situado na cidade com o mesmo nome (em Aichi). Na véspera da festa ocorre uma cerimónia na qual todas as impurezas são colocadas em canas que são largadas no rio. No dia da festa vários barcos, decorados com lanternas, deslizam pelo rio Tenno ao som de música e à luz de fogos-de-artifício.
Festas do outono
As festas do outono (aki matsuri) servem para agradecer às divindades pela existência de uma colheita abundante. No santuário de Ise, a 17 de outubro, decorre o importante rito do kanname-sai ("cerimónia da prova"), durante o qual as primícias das colheitas dos cereais são oferecidos à deusa Amaterasu. São também feitas oferendas das primeiras espigas de arroz cultivadas pelo imperador e pelos agricultores das províncias. A 23 de novembro, é o dia de "Agradecimento pelo Trabalho", com novas ofertas e orações pela prosperidade do Japão.
Os vários momentos da vida humana, muitas vezes ligados a ritos de passagem, são ocasião para realizar um tipo de festas de motivação mais pessoal, realizadas no seio da família. São ocasião de agradecimento, de pedido e de renovação de propósitos para com os kami.
Primeira apresentação no santuário
A primeira apresentação no santuário ou hatsumyia mairi consiste em levar ao santuário local os recém-nascidos para serem apresentados às divindades. No caso dos meninos a apresentação ocorre no trigésimo primeiro dia e nas meninas no trigésimo terceiro dia (embora possam ocorrer variantes locais quanto ao número de dias). No passado era hábito a criança ser levada ao santuário pela avó, porque se considerava que a mãe estava impura por ter dado à luz, mas hoje em dia a criança é muitas vezes levada pela mãe.
Shichigosan
No dia 15 de novembro as famílias deslocam-se aos santuários com os filhos para agradecer aos kami o fato destes gozarem de saúde e para orar pelo seu crescimento. As crianças que acompanham os pais são os meninos de três e cinco anos e as meninas de três e sete anos. O nome do festival deriva precisamente da idade das crianças: shichi (sete), go (cinco) e san (três).
Celebração da maturidade
A 15 de janeiro celebra-se a Festa da Idade Adulta (Seijin Shiki). Nesse dia os jovens com vinte anos reúnem-se nos santuários para receber uma bênção, embora a festa também possua um carácter estatal, com cerimónias nas prefeituras. A constituição japonesa atribui a maioridade aos jovens que atingiram os vinte anos.
A tradição religiosa do xintoísmo é anterior ao budismo, que posteriormente foi introduzido no Japão no século VI. O contato entre as duas religiões modificou ambas. Os budistas adotaram divindades xintoístas, e estes, que consideravam seus deuses espíritos invisíveis e sem formas precisas, aprenderam com o budismo a erigir imagens e templos votivos. Proclamou-se inclusive que as duas religiões eram manifestações diferentes da mesma verdade, o que originou uma tendência sincretista. Ambas as religiões representam a religiosidade japonesa e os japoneses chegam a praticar os ritos de ambas as tradições de acordo com a natureza da ocasião (por exemplo, preferem rituais xintoístas para rituais de nascimento e casamento e rituais budistas em eventos fúnebres). Algumas das novas religiões japonesas têm forte influência xintoísta. Ao contrário de religiões ocidentais, como o cristianismo, o xintoísmo não pretende expandir-se através da conversão. Por isso sua expansão fora das ilhas japonesas limita-se, geralmente, a descendentes de japoneses.


