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Assassinato de William McKinley

O assassinato de William McKinley, o 25º presidente dos Estados Unidos, ocorreu em 6 de setembro de 1901 quando foi fatalmente ferido dentro do Temple of Music na Exposição Panamericana em Buffalo, Nova Iorque. McKinley estava cumprimentando o público quando foi baleado pelo anarquista Leon Czolgosz. O presidente morreu em 14 de setembro de gangrena causada por seus ferimentos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Antecedentes

Em setembro de 1901, William McKinley estava no auge de sua presidência. Eleito em 1896 durante uma grande depressão econômica resultado do Pânico de 1893, ele havia derrotado seu rival democrata William Jennings Bryan. McKinley liderou os Estados Unidos de volta à prosperidade e para a vitória na Guerra Hispano-Americana em 1898, assumindo o controle de Porto Rico e das Filipinas. Reeleito por uma grande margem em 1900, novamente derrotando Bryan, "parecia que a administração McKinley iria continuar pacificamente ininterrupta para outros quatro anos, um governo dedicado à prosperidade", de acordo com as palavras do historiador Eric Rauchway. Garret Hobart, o vice-presidente original de McKinley, havia morrido em 1899, e o presidente pôde escolher seu running mate para a Convenção Nacional Republicana de 1900. Antes da convenção, o senador Thomas C. Platt, chefe político dos Republicanos de Nova Iorque, viu a oportunidade de aliar-se ao governador Theodore Roosevelt e apoiá-lo como candidato à vice-presidência. Roosevelt aceitou a indicação e foi eleito junto com McKinley.

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Visita presidencial

Planejamento e chegada

McKinley fez um breve discurso em sua segunda cerimônia de posse no dia 4 de março de 1901. Tendo sido um defensor de taxas alfandegárias, e acreditando que o Ato Dingley, aprovado durante seu primeiro mandato, havia ajudado os EUA a chegar na prosperidade, ele planejava negociar acordos recíprocos de comércio com outros países. Isso abriria mercados estrangeiros as manufaturas norte-americanas que haviam dominado o mercado interno por causa das taxas. McKinley pretendia realizar vários discursos promovendo esse plano durante uma longa viagem planejada para os primeiros meses de seu segundo mandato, culminando em uma visita no dia 13 de junho a Exposição Panamericana em Buffalo.

Feira e ida às Cataratas do Niágara

McKinley planejava deixar Canton por dez dias para viajar a Buffalo, saindo em 4 de setembro de 1901, que incluiria uma visita a um acampamento do Grande Exército da República em Cleveland (ele era um membro como veterano do Exército da União). Os McKinley ficaram na Milburn House em Buffalo, casa do presidente da Exposição, John G. Milburn. No sábado, 7 de setembro, eles deveriam viajar para Cleveland e primeiramente ficar na casa do empresário e futuro governador de Ohio Myron T. Herrick, amigo do presidente, e então com o conselheiro e senador Mark Hanna. Ao chegarem em Buffalo, a comitiva presidencial foi levada por um passeio pela feira no caminho da Milburn House, parando por um momento na Triumphal Bridge da Exposição para que eles pudessem olhar as atrações.

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Tiros e morte de McKinley

No Temple of Music

Quando os organizadores receberam a oportunidade de ter uma recepção pública com o presidente, eles escolheram o Temple of Music – Louis L. Babcock, grande mestre de cerimônias da Exposição, considerou o prédio como ideal. O grande auditório ficava perto da Esplanade, no centro da feira, e tinha entradas nos quatro lados. Ele possuía galerias espaçosas e várias fileiras de cadeiras. Babcock passou toda a manhã do dia 6 de setembro arrumando o local para a recepção. Os assentos do térreo foram removidos para criar um largo corredor saindo da entrada leste, por onde o público entraria, até onde McKinley ficaria. Depois de eles cumprimentarem o presidente, todos continuariam andando até a saída. Uma bandeira dos Estados Unidos foi colocada atrás do presidente para servir de fundo e decoração – vários vasos de flores também foram colocados em volta dele para criar uma área mais atrativa. O prédio todo ornamentado era uma das atrações arquiteturais da feira, apesar de servir para outros propósitos.

Operação

A ambulância que levou McKinley chegou ao hospital da Exposição às 16h25min. O local possuía uma sala de operações apesar de geralmente lidar apenas com atendimentos mais simples. Nenhum profissional médico qualificado estava no hospital no momento dos tiros, apenas enfermeiras e internos. O melhor cirurgião da cidade (e diretor médico da feira), Dr. Roswell Park, estava em Niagara Falls realizando uma delicada operação de pescoço. Quando interrompido no dia 6 de setembro e questionado se poderia ir a Buffalo, ele respondeu que não podia deixar aquela cirurgia nem mesmo para atender o presidente dos Estados Unidos. Ele então foi informado de quem havia sido baleado. Duas semanas depois, Park salvaria a vida de uma mulher que sofreu ferimentos quase idênticos aos de McKinley. O primeiro médico a chegar no local foi o Dr. Herman Mynter, a quem o presidente havia conhecido brevemente no dia anterior; mesmo ferido, McKinley (que tinha uma boa memória para rostos) brincou dizendo que quando conheceu Mynter não esperava precisar de seus serviços profissionais. Enquanto estava deitado na mesa de operação, o presidente falou sobre Czolgosz, "Pobre rapaz, ele não sabia o que estava fazendo. Ele não tinha como saber". Com Park indisponível e o Sol, a principal fonte de luz da sala, se pondo, foi decidido operar o presidente para tentar remover a bala restante. Mynter deu a McKinley uma injeção de morfina e estricnina para diminuir a dor; o Dr. Matthew D. Mann (um famoso ginecologista sem experiência alguma em ferimentos abdominais) utilizou éter etílico para sedar o presidente enquanto ele murmurava o Pai Nosso.

Aparente recuperação e morte

Poucos minutos após os tiros, as notícias espalharam-se pelo mundo através do telégrafo a tempo de aparecer nos jornais vespertinos norte-americanos. Em uma época antes do rádio, centenas de pessoas amontoaram-se na frente de jornais esperando por notícias. Receios que McKinley não sobreviveria foram dissipadas por boletins emitidos por Cortelyou baseado nas informações dos médicos. Uma enorme multidão se reuniu do lado de fora do quartel-general da polícia de Buffalo onde Czolgosz havia sido levado. Notícias que ele havia admitido ser anarquista levaram a ataques contra pessoas de mesma ideologia; um foi quase linchado em Pittsburgh. Na Milburn House, McKinley parecia estar recuperando-se. No domingo, 7 de setembro, o presidente estava relaxado e conversando. Foi permitido que ele visse sua esposa e Cortelyou. McKinley perguntou ao seu secretário, "Gostaram do meu discurso?", e ficou feliz ao saber das repercussões positivas. Enquanto isso, o vice-presidente Theodore Roosevelt (que estava em Vermont de férias), grande parte do gabinete e o senador Mark Hanna, correram para Buffalo. Cortelyou continuou a emitir boletins encorajadores. O presidente recebeu permissão de ver alguns visitantes e reclamou da solidão. Enquanto a crise passava, dignitários começaram a partir em 9 de setembro, todos confiantes na recuperação de McKinley. Roosevelt foi continuar suas férias nas Montanhas Adirondack depois de ficar furioso ao saber que Czolgosz ficaria preso apenas alguns anos por tentativa de assassinato; a pena máxima para este crime em Nova Iorque na época era de dez anos. Philander C. Knox, o procurador-geral, foi para Washington procurando meios de enquadrar Czolgosz na lei federal. John Hay, secretário de estado, esteve associado aos dois assassinatos presidenciais anteriores: ele havia sido o secretário de Abraham Lincoln e um amigo próximo de James A. Garfield. Ele chegou em Buffalo no dia 10 de setembro; ao receber as informações por meio de Babcock na estação de trem, Hay afirmou que o presidente morreria.

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Consequências

Uma autópsia foi realizada na manhã da morte de McKinley; Mann liderou uma equipe de quatorze médicos. Eles descobriram que a bala atravessou o estômago, depois o cólon transverso e o rim esquerdo, desaparecendo perto do peritônio. Também havia danos nas glândulas adrenais e no pâncreas. Mynter, que também participou da autópsia, posteriormente afirmou que acreditava que a bala havia se alojado nos músculos do dorso, apesar de isso não poder ser comprovado já que o projétil nunca foi encontrado. Quatro horas após o início do procedimento, Ida McKinley exigiu o fim da autópsia. Uma máscara mortuária foi feita e memoriais particulares foram realizados na Milburn House antes de o corpo ser levado à prefeitura de Buffalo a fim de iniciar os cinco dias de luto nacional. Em seguida, o corpo de McKinley foi cerimonialmente levado de Buffalo a Washington e depois para Canton. Em 19 de setembro, o dia do funeral, enquanto o presidente era levado de sua casa, todas as atividades no país cessaram durante cinco minutos. Trens pararam e serviços de telefone e telégrafo foram interrompidos. Leech escreveu que "as pessoas se curvaram em homenagem ao presidente que se foi". Além dos danos causados pela bala, a autópsia descobriu que McKinley sofria de miocardiopatia (degeneração gordurosa do músculo cardíaco). Isso enfraqueceu seu coração e diminuiu suas chances de sobreviver aos ferimentos; acreditava-se que isso estava ligado ao seu peso e falta de exercícios físicos. Estudiosos modernos acreditam que o presidente morreu de uma necrose pancreática, uma condição que é de difícil tratamento atualmente e completamente impossível para os médicos da época.

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