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Assassinato de Patrice Lumumba

O assassinato de Patrice Lumumba, primeiro-ministro do Congo-Léopoldville, ocorreu em 17 ou 18 de janeiro de 1961.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Histórico

Em 14 de setembro de 1960, o coronel Joseph Mobutu (posteriormente Mobutu Sese Seko) orquestrou um golpe de Estado com a colaboração de Joseph Kasa-Vubu. Lumumba foi preso pelas tropas de Mobutu em 1 de dezembro de 1960, sendo capturado em Port Francqui e transportado algemado de avião para Léopoldville. Lumumba enfrentaria acusações de incitar o exército à rebelião e outros crimes. O secretário-geral das Nações Unidas, Dag Hammarskjöld, pede a Kasa-Vubu que dê a Lumumba um julgamento justo, mas recusa interferir pela legalidade constitucional. A União Soviética acusa Hammarskjöld e os Estados Unidos de serem responsáveis pela detenção de Lumumba e exige sua libertação, o que mais tarde foi provado verdadeiro. O Conselho de Segurança da ONU se reúne em 7 de dezembro para discutir as demandas soviéticas: que as Nações Unidas obtenham a libertação imediata de Lumumba, que o mesmo seja reintegrado nas suas funções, que as tropas de Mobutu sejam desarmadas e que todos os belgas sejam imediatamente evacuados do Congo. O representante soviético Valerian Zorin se recusa a atender ao pedido dos Estados Unidos de se declarar inapto para a presidência do Conselho de Segurança durante o debate. O secretário-geral Dag Hammarskjöld disse – em resposta às críticas soviéticas às suas operações no Congo – que se as tropas da ONU forem retiradas do Congo: "Temo que tudo desmorone".

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A morte

Com a anuência da ONU, Lumumba foi levado da prisão militar de Thysstad (perto de Léopoldville) para uma prisão "mais segura" em Jadotstad, em Catanga, em 17 de janeiro de 1961, deixando-o nas mãos de seus inimigos. Surgiram relatos de que Lumumba e os políticos Maurice Mpolo e Joseph Okito, que com ele tinham sido detidos, teriam sido torturados pela polícia provincial quando chegaram à província rebelde de Catanga. Naquela mesma noite, Lumumba e seus dois companheiros teriam sido executados em circunstâncias que nunca foram totalmente elucidadas. Em seu livro Le Meurtre de Lumumba (1999), o autor Ludo De Witte afirma que o comissário de polícia belga Frans Verschile conduz os prisioneiros ao local da execução. O policial Julien Gat ordena que os soldados atirem. Seu corpo nunca foi encontrado e teria sido dissolvido em 200 litros de ácido sulfúrico por Gérard Soete em 1961. Um dente de ouro, supostamente pertencente a Patrice Lumumba, está conservado no Palácio da Justiça de Bruxelas.

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Manifestação internacional

O anúncio do assassinato em 10 de fevereiro de 1961, atribuído a "aldeões", provocou protestos internacionais em frente às embaixadas belgas. A violência irrompeu na Iugoslávia, na Polônia e no Egito. Em Belgrado, os manifestantes saquearam e destruíram o interior da embaixada, em Varsóvia agrediram os funcionários e no Cairo saquearam e incendiaram a embaixada. A Bélgica exigiu uma compensação e, quando Nasser se recusa, rompe relações diplomáticas com o Egito.

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Investigações posteriores

Ludo De Witte escreveu em seu livro Le Meurtre de Lumumba (1999) as conclusões de sua investigação, que na Bélgica resultou numa judicialização de todo o caso por parte do governo. Em fevereiro de 2002, o governo belga admitiu ter tido “uma responsabilidade inegável nos eventos que levaram à morte de Lumumba”, embora não quisesse assumir plena responsabilidade. A comissão parlamentar de inquérito, assistida pelos especialistas Emmanuel Gérard, Luc De Vos, Jules Gérard Libois e Philippe Raxhon, constata que um certo número de personalidades belgas teve um papel (direto ou indireto) no assassinato de Lumumba. No entanto, não foram encontradas provas que indiquem que o assassinato foi ordenado pelas autoridades belgas. Em julho de 2002, são publicados documentos pelos Estados Unidos revelando o papel da CIA no assassinato de Lumumba. A CIA teria apoiado os oponentes de Lumumba financeiramente, além do apoio político, e no caso de Mobutu com armas e treinamento militar. Também foi citado que um assassino da CIA assumiu como missão envenenar Lumumba. Ele teria, no entanto, jogado suas armas num rio sem cometer o assassinato. Lumumba foi, por fim, executado por separatistas catangueses.

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Fontes consultadas

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