Asas de Portugal
Os Asas de Portugal foram uma equipa de demonstração e de acrobacia aérea da Força Aérea Portuguesa.
Na década de 1950 existiram, na Força Aérea Portuguesa (FAP), duas patrulhas de demonstração, a Dragões e a São Jorge, que voavam em caças a jato F-84G. Essas patrulhas acabariam por ser desativadas em virtude do início da Guerra do Ultramar e do esforço que a FAP teve que que fazer nos seus diversos teatros de operações. Depois do fim da Guerra do Ultramar, em 1976 e com o pretexto imediato de representar a FAP no festival aeronáutico comemorativo do Jubileu da Rainha Isabel II é criada a patrulha acrobática Asas de Portugal, por despacho do Chefe de Estado Maior da Força Aérea. A nova patrulha foi criada a partir da patrulha Os Panchos, cujo emblema de fato de voo adoptou, sendo equipada com aviões Cessna T-37. Depois de 13 anos de atividade, a esquadra é desativada, devido às microfissuras nas asas detetadas após um acidente, que resultou na morte imediata do piloto José Serafim da Encarnação Pinto. O inquérito atribui o acidente ao facto do piloto ter tocado com a sua asa no leme traseiro de um seu camarada levando à queda do aparelho nas águas do Tejo, pelo que esta foi imediatamente suspensa e a esquadrilha não voltou a voar. . Conforme declarações do General Fernando Dias, no dia 9 de Dezembro de 1990, quando se preparavam para aterrar, apercebeu-se que um dos seus companheiros estava sem a asa esquerda e a cauda. Mais tarde averiguou-se que, à exceção de 5 aviões, todos os T-37 estavam com várias fissuras nas longarinas das asas, pelo que esta foi imediatamente suspensa e a esquadrilha não voltou a voar.


