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Lady Francisco

Leyde Chuquer Volla Borelli Francisco de Bourbon, mais conhecida como Lady Francisco, foi uma atriz, produtora e diretora brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Carreira artística

Imagem: FmP@s, remix de Olimor. · BY-SA · Openverse

Lady Francisco começou a carreira artística na sua cidade natal, Belo Horizonte, no rádio e na TV Itacolomi, do grupo Diários Associados.

Na televisão

Iniciou sua trajetória em 1972 na telenovela Jerônimo, o Herói do Sertão como Suzana e Ana Beatriz. Três anos mais tarde, deu vida às personagens Rose em Pecado Capital; e Berta Lammar em Cuca Legal. Em 1976, viveu Juliana em Escrava Isaura e Tude em O Feijão e o Sonho e, no ano seguinte, atuou como Carla em Locomotivas. Em 1978, interpretou Helena e Wânia em Pecado Rasgado; e foi Regina em O Pulo do Gato. Concluiu esta década na pele de Leonora em Marron Glacê, além de fazer participação na série Plantão de Polícia, no episódio "Sábado Louco". No início da década de 1980, trabalhou ao lado dos atores Renato Aragão e Dedé Santana no humorístico Os Trapalhões até 1982; além da atuação como Ondira de Moraes na telenovela Baila Comigo; viver Gisela em Louco Amor e Liana em Transas e Caretas. Na década de 1990, começou na pele de Yara em Barriga de Aluguel e como uma dona de pensão na minissérie As Noivas de Copacabana. Em 1995, esteve no papel de Carmen em Explode Coração e, dois anos mais tarde, como Candê em O Amor Está no Ar. Encerrou o milênio como a cartomante Madame Consuelo em Por Amor.

No cinema

Estreou nas telonas em 1974 no filme Um Varão entre as Mulheres. No ano seguinte, participou de cinco longas: Com as Calças na Mão, O Roubo das Calcinhas, O Padre que Queria Pecar como a esposa do síndico; As Deliciosas Traições do Amor e As Loucuras de um Sedutor. Em 1977, deu vida a Lígia em Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia e Marlene em O Crime do Zé Bigorna, este último papel rendeu o prêmio de 'Melhor Atriz' no Festival de Brasília. Posteriormente, fez participação em Os Melhores Momentos da Pornochanchada e em Desejo Violento. Lady Francis Concluiu a década em quatro filmes: Uma Estranha História de Amor como Mônica; Viúvas Precisam de Consolo como Dolores; O Preço do Prazer e Os Foragidos da Violência como Paula.

Na música

Em 1983 a atriz lançou um compacto com duas músicas - Moça do Fuscão e Onde Andará - pela gravadora CID que continha um pôster de Lady Francisco. Moça do Fuscão foi uma resposta a Fuscão Preto, hit na voz de Almir Rogério.

Pornochanchadas

Lady Francisco foi um símbolo sexual do anos 1970. Depois de ser parte do júri do Flávio Cavalcanti e fazer sua primeira novela na TV Tupi, Jerônimo - o Herói do Sertão, a atriz participou de dezenas de pornochanchadas. Em 1975 quando fez a novela Cuca Legal e Pecado Capital, que se estendeu de novembro de 1975 até junho de 1976, Lady gravou seis filmes eróticos. A atriz chegou a ouvir de atrizes auto denominadas "shakesperianas" que "o resto do elenco é que tinha que aparecer" e que ela estava ali para fazer o que elas mandassem. Quando levou o público às gargalhadas contracenando com um comediante, ouviu: "Quem está aqui para fazer rir sou eu, não você. Então, fica na sua!".[carece de fontes?]

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Biografia

Infância

Lady Francisco era uma das três filhas de Mathilde e José Francisco, que era descendente de espanhóis, italianos e sírios e trabalhava como mascate. Depois de vender mercadorias de porta em porta, abriu uma loja de artigos infantis em Belo Horizonte chamada Casa do Guri, e tornou-se rico e influente. Seu casarão no bairro nobre Floresta era frequentado por políticos, pelo prefeito, governador e senadores da República. Até mesmo o então deputado federal Juscelino Kubitschek era íntimo de seu pai. Por causa dessas ocasiões, o comerciante obrigava as filhas a se apresentarem muito bem vestidas. Lady relatou que sofria bullying de sua própria mãe, que a considerava a mais feia das irmãs. Na época, a menina apresentava um comportamento agitado e tinha desmaios que eram atribuídos a uma suposta mediunidade. Isso fez com que seus pais a levassem a consultas com um psiquiatra, em cujo consultório era submetida a choques elétricos.

Casamento frustrado e início difícil na carreira

Mesmo tendo passado por aquelas experiências na infância, foi aeromoça e depois radialista. Participava também de concursos de beleza, em que conquistou diversos títulos, antes de tornar-se atriz na TV Itacolomi, pertencente ao grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, que era amigo do seu pai e também frequentava a mansão da família. Com cerca de vinte anos, Lady Francisco chegou a marcar casamento com um engenheiro, mas no dia da cerimônia descobriu que ele já tinha outra família. Não houve o casamento, mas passaram a viver juntos e tiveram dois filhos, Andrea Frank e Oscar Victor Francisco . Separaram-se logo após o nascimento do segundo filho Oscar Victor. Em 1972, Lady se mudou para o Rio de Janeiro, para ingressar na TV Tupi e depois na TV Globo. Nessa época, seu pai havia perdido quase toda a fortuna no jogo, perdendo as propriedades para pagar as dívidas, ficando a família praticamente na miséria. Lady foi para o Rio de Janeiro sozinha decidida a vencer na carreira artística, e teve um começo muito difícil na cidade, chegando a ser assaltada e viver de favores, mas sempre ia para a porta da TV Tupi, até que um dia foi chamada para compor o júri do programa de Flávio Cavalcanti.

Casos de abuso sexual e vida sentimental

Sua trajetória a levou depois para a TV Globo onde, conta ela, chegou a sofrer abusos sexuais de um diretor de TV cujo nome ela só revelaria se ele morresse primeiro. A atriz revelou também que sofreu um abuso sexual ainda mais pavoroso, tendo sido estuprada por quatro homens na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, ao desembarcar de um táxi. Um mês depois descobriu que estava grávida e realizou um aborto. Lady nunca se casou, depois do relacionamento que teve em Belo Horizonte com o pai de seus filhos. Ela revelou que seu único "caso" mais sério foi com o dramaturgo Dias Gomes, depois que sua esposa e também dramaturga Janete Clair morreu. Sua maior paixão, segundo relata, eram os animais, pelos quais se declarava "violentamente apaixonada. Para defender os animais e idosos, chegou a se candidatar a deputada estadual pelo Rio de Janeiro pelo PRB.

Acidente e morte

No final de abril de 2019 a atriz sofreu uma queda num parque do Rio de Janeiro, ao tentar defender seus cachorros em uma briga com outros cães, fraturando o fêmur. Em 2 de maio, ela foi internada em um hospital na Barra da Tijuca para realizar um tratamento para correção da fratura, mas sofreu complicações respiratórias e precisou ser transferida para a UTI. O boletim médico, uma semana depois, relatava que o estado de saúde da atriz até então era estável. No entanto, três semanas depois da internação, o quadro clínico se agravou por causa de uma isquemia e foi necessário realizar uma traqueostomia. A atriz morreu na tarde de 25 de maio, segundo o boletim do hospital, "por falência de múltiplos órgãos, decorrente de isquemia enteromesentérica (transtorno vascular agudo dos intestinos)". Sua morte ocorreu durante a exibição da segunda reprise da novela Por Amor (1997), em que Lady Francisco interpretava a cartomante Madame Consuelo.

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Fontes consultadas

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