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Arzila Portuguesa

A Arzila Portuguesa refere-se ao período em que a cidade de Arzila, localizada em Marrocos, esteve sob o domínio de Portugal. Este domínio ocorreu em duas fases distintas: primeiramente, de 1471 a 1550, e posteriormente, entre 1577 e 1589, marcando um capítulo importante na expansão portuguesa no Norte da África.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 21/08/2026

Pontos-chave

  • Arzila esteve sob domínio português em dois períodos: 1471-1550 e 1577-1589.
  • A conquista inicial em 1471 foi liderada pelo rei D. Afonso V com uma grande armada.
  • A cidade foi palco de cercos marroquinos e teve suas defesas significativamente aprimoradas pelos portugueses.
  • Arzila tornou-se um importante centro comercial e refúgio para famílias judaicas expulsas da Espanha.
  • A arquitetura militar portuguesa deixou um legado duradouro nas fortificações da cidade.
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História da Presença Portuguesa em Arzila

A presença portuguesa em Arzila começou com a sua conquista em 1471, liderada pelo rei D. Afonso V. A cidade foi um ponto estratégico, enfrentando combates e cercos, e serviu de refúgio para judeus espanhóis. Destacaram-se figuras como D. Henrique de Meneses e D. Vasco Coutinho, que desempenharam papéis cruciais na defesa e administração da praça.

Primeiro Cerco de Arzila (1508)

Em 1508, o sultão de Fez, Abu Abedalá Bortucali Maomé ibne Maomé, cercou Arzila para pressionar os portugueses e defender Azamor. O capitão D. Vasco Coutinho, alertado, solicitou reforços de outras praças portuguesas. O cerco começou em 15 de outubro, com a participação dos alcaides de Xexuão ('Barraxa') e Tetuão ('Almandarim'). Devido à inoperância da maioria dos canhões, os marroquinos conseguiram penetrar as muralhas no segundo dia, ferindo D. Vasco e forçando os portugueses a se refugiarem na cidadela.

Segundo Cerco de Arzila (1509)

Após a retirada do sultão de Fez, D. Vasco Coutinho realizou um ataque a vilas marroquinas, retornando com gado e prisioneiros. Um contra-ataque de alcaides locais não causou danos significativos. Indignado, o sultão de Fez decidiu sitiar Arzila novamente. Contudo, D. Vasco informou o rei D. Manuel, que enviou reforços a tempo, obrigando o sultão a se retirar pouco depois de sua chegada.

Desenvolvimento das Defesas de Arzila

Os portugueses construíram e reforçaram as fortificações de Arzila, especialmente após o cerco de 1509. O arquiteto Diogo de Boitaca redesenhou a cidadela e a muralha do porto, incorporando elementos tradicionais como a torre de menagem e couraça, e modernos como os baluartes. Exemplos notáveis incluem a Borj al-Bahr, construída entre 1508 e 1516 para fiscalizar o porto, e a Borj al-Kamra, a imponente torre de menagem de 1509, que marcava a medina e servia como residência do governador, simbolizando o poder português com seu estilo arquitetônico militar.

História Posterior e Comércio

Em 1515, D. João Coutinho, capitão de Arzila, liderou um ataque noturno bem-sucedido contra a aldeia de 'Tintais' para obter gado, apesar das chuvas que dificultaram o retorno. A guarnição de Alcácer-Quibir não os perseguiu, presumindo apoio de Tânger, permitindo o retorno seguro. O rei D. Manuel estabeleceu uma feitoria em Arzila e criou a 'armada do estreito' para patrulhar e proteger navios mercantes. A feitoria, com Francisco Ribeiro como feitor, comercializava tecidos, sedas, chapéus, lacre, bordados, pedras semipreciosas e especiarias, atraindo mercadores judeus e marroquinos. Arzila tornou-se um estratégico centro no comércio transaariano de ouro.

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