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Artilharia de costa

A artilharia de costa ou artilharia costeira é o ramo da artilharia responsável pela operação de armas antinavio baseadas em terra ou pela guarnição de batarias fixas em fortificações costeiras.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

A artilharia de costa apareceu na Europa praticamente na mesma altura em que foi introduzida a artilharia pirobalística, durante o final da Idade Média. Os países com costas marítimas instalaram artilharia nas suas fortificações costeiras para se protegerem contra incursões navais. O desenvolvimento da artilharia levou a que fossem construídas fortalezas propositadamente projetadas para a operação de artilharia e para resistir a ataques da mesma. Já no Renascimento, durante a Era dos Descobrimentos, uma das primeiras tarefas que as potências colónias faziam num território conquistado era a construção de fortalezas costeiras, tanto para proteção contra potências navais rivais como para proteção contra os próprios nativos. Exemplo disto foram as inúmeras fortificações construídas pelos Portugal nas costas de África e da Ásia durante os séculos XV e XVI. Conforme o país, a artilharia de costa poderia ser parte integrante da marinha - como nos países escandinavos, Alemanha e Rússia - ou poderia ser parte integrante do exército - como em Portugal, Brasil, EUA e Reino Unido.

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Artilharia de costa na Segunda Guerra Mundial

Durante a batalha ocorrida no Fiorde de Oslo, ao largo de Drøbak, em abril de 1940, a Kriegsmarine alemã perdeu o virtualmente novo cruzador pesado Blücher, um dos seus mais poderosos navios, vítima de uma combinação de fogo disparado por várias posições de artilharia de costa norueguesas, que incluíam duas peças obsoletas Krupp de 280 mm - ironicamente, de fabrico alemão - e torpedos Whitehead igualmente obsoletos. O Blücher tinha entrado nas águas confinadas do Fiorde de Oslo, transportando 1000 soldados e liderando uma esquadra invasora alemã. A primeira salva de artilharia disparada pelos defensores noruegueses, a partir da Fortaleza de Oscarsborg, a 1600 m de distância, neutralizou a bataria principal do Blücher, incendiando-a. O fogo disparado pelas peças de menores calibres (57 mm a 150 mm) varreu os seus conveses neutralizando o seu equipamento de manobra, antes de vários impactos de torpedo terem feito explodir os seus paióis. Como resultado, o resto da esquadra invasora, bateu em retirada, dando tempo para que a Família Real Norueguesa, os membros do parlamento e os membros do governo escapassem e dando tempo para a retirada das reservas de ouro norueguesas de Oslo.

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Artilharia de costa depois da Segunda Guerral Mundial

Imagem: · PDM · Openverse

Depois da Segundo Guerra Mundial, o aparecimento das aeronaves a jato e dos mísseis guiados reduziu o papel da artilharia de costa na defesa de um país, uma vez que as posições fixas de artilharia se tornaram muito mais vulneráveis a ataques inimigos. Em grande parte dos países, a artilharia de costa foi desativada, transformada em força anfíbia - do tipo dos fuzileiros navais - ou passou a estar equipada com plataformas móveis de lançamento de mísseis antinavio. Alguns países, no entanto ainda mantêm unidades de artilharia de costa fixas, armadas com peças de grande calibres.

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Artilharia de costa em Portugal

Imagem: re_ · BY · Openverse

Portugal dispõe de artilharia de costa, pelo menos, desde 1381, altura em que há notícia do uso de bocas de fogo para defender Lisboa contra uma esquadra naval castelhana. Durante os séculos seguintes, foram instaladas bocas de fogo de defesa costeira em inúmeras fortificações ao longo da costa portuguesa, inclusive nas ilhas e no ultramar. No entanto, só em 1911 é que a artilharia de costa se individualizou como um dos ramos da Arma de Artilharia do Exército Português. No final da Segunda Guerra Mundial é criado um sistema de posições fortificadas de artilharia de costa para defesa dos estuários e portos do rio Tejo e do rio Sado, que se transformará no Regimento de Artilharia de Costa. Em 1999, a artilharia de costa portuguesa é totalmente desativada.

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Fontes consultadas

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