Arthur Eddington
Arthur Stanley Eddington, OM FRS foi um astrofísico britânico do início do século XX.
Eddington nasceu em 28 de dezembro de 1882 em Kendal na Inglaterra, em uma família Quaker. Seu pai Henry Arthur Eddington, formado em filosofia, tornara-se diretor da Stramongate School em 1878, nomeado pela Assembleia da Sociedade Religiosa dos Amigos de Kendal: os Quakers. Porém, dois anos após o nascimento de Eddington, seu pai morre de febre tifoide. Gostava de Natação e Golfe, porém o ciclismo era sua paixão. Mantinha rigorosos dados referentes a seus passeios, visto que em 1905 tinha percorrido 2 669 milhas (aproximadamente 4 295,34 km). Desde cedo ele mostrou grande talento para a Matemática e ganhou diferentes prêmios e bolsas que permitiram que financiasse seus estudos, que ele finalizou em 1905. Começou suas pesquisas no laboratório Cavendish, e mais tarde pesquisas em Matemática que ele interrompeu rapidamente, tendo recebido no final de 1905 um posto no Observatório de Greenwich. Ele foi imediatamente integrado a um projeto de pesquisa iniciado em 1900, quando placas fotográficas do asteróide 433 Eros foram tiradas durante todo um ano. Sua primeira tarefa foi terminar a análise dessas placas e determinar precisamente o valor da paralaxe solar.
Comprovação da Teoria Geral da Relatividade
Após a guerra, Eddington partiu para São Tomé e Príncipe, onde um eclipse solar total seria visível em 29 de maio de 1919. Segundo a relatividade geral, uma estrela visível nas proximidades do Sol deveria aparecer em uma posição ligeiramente mais afastada deste porque sua luz deveria ser ligeiramente desviada pela ação da gravidade do Sol. Esse efeito somente pode ser observado durante um eclipse total do Sol, pois senão a luminosidade do Sol impede a visibilidade da estrela em questão. A relatividade geral predizia um desvio duas vezes maior do que o predito pela gravitação newtoniana. As observações foram feitas na Ilha do Príncipe, na roça Sundy, com o apoio do seu proprietário Jerónimo Carneiro. Durante o eclipse, Eddington tirou diversas fotografias das regiões situadas em torno do Sol.
Eddington também esteve fortemente envolvido no desenvolvimento da primeira geração de modelos cosmológicos relativísticos gerais. Ele vinha investigando a instabilidade do universo de Einstein quando soube tanto do artigo de Lemaître de 1927 postulando um universo em expansão ou contração quanto do trabalho de Hubble sobre a recessão das nebulosas espirais. Ele acreditava que a constante cosmológica deveria ter desempenhado um papel crucial na evolução do universo, de um estado estacionário einsteiniano para seu estado atual de expansão, e a maioria de suas investigações cosmológicas focou no significado e características da constante. Em A Teoria Matemática da Relatividade, Eddington interpretou a constante cosmológica como significando que o universo é "autoavaliador".
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Eddington escreveu uma paródia do Rubaiyat de Omar Caiame, relatando seu experimento do eclipse solar em 1919. Ele continha o seguinte quarteto: Ah, deixe os Sábios reunirem nossas medidas Pelo menos uma coisa é certa, LUZ tem PESO, Raios de luz, quando próximos do Sol, NÃO VÃO EM LINHA RETA. Além de seu livro didático The Mathematical Theory of Relativity, durante as décadas de 1920 e 1930, Eddington ministrou inúmeras palestras, entrevistas e transmissões de rádio sobre relatividade e, posteriormente, sobre mecânica quântica. Muitos desses livros foram reunidos em livros, incluindo The Nature of the Physical World e New Pathways in Science. Seu uso de alusões literárias e humor ajudou a tornar esses temas difíceis mais acessíveis. Uma imagem familiar desenhada por Eddington consistia em suas "duas tabelas", que representam um paradoxo relacionado ao que realmente existe: uma tabela é a familiar e comum, com propriedades de extensão, cor e permanência, sendo "substancial" no sentido de ser constituída por "substância"; A outra é a 'científica', nada além de inúmeras partículas minúsculas no espaço vazio: a tabela que "a física moderna, por delicados testes e lógica implacável, me garantiu..." é a única que realmente está lá... onde quer que 'lá' esteja." Ele iniciou as palestras em que discutiu esse paradoxo em 1927 com uma alusão a estas duas tabelas:
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Eddington faleceu de câncer no Evelyn Nursing Home, Cambridge, em 22 de novembro de 1944. Ele era solteiro. Seu corpo foi cremado no Crematório de Cambridge (Cambridgeshire) em 27 de novembro de 1944; os restos cremados foram enterrados no túmulo de sua mãe no Cemitério da Paróquia de Ascensão, em Cambridge.
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Eddington foi interpretado pelo ator David Tennant no filme "Einstein and Eddington" (duração 89 minutos), uma co-produção da BBC e HBO. O roteiro de Peter Moffat dramatiza o trabalho histórico dos cientistas inglês Sir Arthur Stanley Eddington e alemão Albert Einstein, empenhados em elaborarem e provarem a Teoria Geral da Relatividade enquanto os respectivos países se envolviam nos conflitos da I Guerra Mundial. O canal BBC Two exibiu a produção em 22 de novembro de 2008.
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Uma cratera lunar recebeu seu nome, assim como o asteroide 2761 Eddington.


