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Albert A. Michelson

Albert Abraham Michelson foi um físico norte-americano, mais conhecido por seus trabalhos com a medição da velocidade da luz e pelo Experimento de Michelson-Morley. Foi o primeiro americano a receber o Prêmio Nobel em ciências. Foi eleito membro da Royal Society em 1902.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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Vida e obra

Albert Abraham Michelson nasceu em Strzelno, no antigo Reino da Prússia, hoje na Polônia, filho de um casal de comerciantes judeus. Aos dois anos de idade emigrou, com os pais Samuel e Rosalie, para os Estados Unidos, estabelecendo-se inicialmente em Nova Iorque e, posteriormente migraram para Murphy’s Camp (Califórnia) e Virginia City (Nevada), seguindo os ciclos do ouro e da prata. Apesar dos pais serem judeus, a família de Michelson nunca foi muito religiosa; ele próprio foi agnóstico sua vida inteira. Em Virginia City, abriram uma pequena loja que se expandiu anos depois, quando retornaram à Califórnia, na cidade de São Francisco. Michelson cresceu em meio à expansão destas cidades mineradoras, estudou em escolas públicas, concluindo os estudos secundários na escola de São Francisco, em 1869. Na época a família de Michelson não tinha condições financeiras para levar os estudos do filho adiante, e por isto, aos 17 anos, ele candidatou-se para o exame de seleção na Academia Naval dos Estados Unidos, em Annapolis. Apesar dos exames favoráveis e muitas cartas de recomendações, não foi aprovado. A persistência, uma das características marcantes de sua vida, o levou a Washington, onde acabou encontrando casualmente o então presidente Ulysses S. Grant. A sua habilidade e poder de convencimento, junto a vários pontos de conveniência política, impressionaram o presidente, que endereçou uma carta à Academia Naval dos Estados Unidos, criando uma vaga extra para Michelson.

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Velocidade da luz

Imagem: Pko · BY-SA · Openverse

Medições iniciais

Em 1877, enquanto ainda servia como oficial na Marinha dos Estados Unidos, Michelson começou a elaborar uma melhoria do método de medição de Jean Bernard Léon Foucault, usando uma óptica mais avançada e uma maior linha de base. Seu trabalho era feito com medições preliminares e equipamento improvisado, até que ganhou a atenção de Simon Newcomb, que estava conduzindo um experimento similar. Albert publicou um resultado de (299 910 ± 50) km/s para a velocidade da luz em 1879, logo antes de se unir a Newcomb para ajudá-lo com suas medidas. Com esse projeto mais bem financiado, o resultado de (299 860 ± 30) km/s surgiu e, logo após, a insistência de Michelson o levou a um resultado de (299 853 ± 60) km/s em 1883.

Monte Wilson e Lookout Mountain

Em 1906, Edward Bennett Rosa e N. E. Dorsey usaram um novo método para a determinação do valor da velocidade da luz, sendo ele um pouco abaixo do achado por Michelson, (299 781 ± 10) km/s. Embora o método tenha sido contestado devido às dúvidas relativas à precisão do instrumento, uma controvérsia se criou. Isso levou Michelson a começar a trabalhar, em 1920, em uma medição definitiva da luz no Observatório Monte Wilson, usando a Montanha Lookout como extremidade da linha de base. Uma equipe do governo americano, em 1922, começou as cautelosas medidas (que durariam 2 anos) com as fitas Invar. Após essas medidas, o novo valor da velocidade da luz se fixou em (299 796 ± 4) km/s. Essas medições se tornaram famosas pelos problemas que ocorreram no processo. A fumaça da queimada das florestas e algumas mudanças das posições de alguns pontos da linha de base são exemplos dos problemas enfrentados pela equipe.[carece de fontes?]

Michelson, Pease e Pearson

Com novas tecnologias chegando, o ano de 1927 possibilitou a Michelson fazer seus experimentos relativos à luz com aparelhos eletrônicos, os quais evitavam problemas atmosféricos em geral. Todos os valores medidos a partir daí foram menores que os anteriores encontrados pelo cientista. Dessa vez, Albert formou parceria com Francis G. Pease e Fred Pearson e realizou um experimento em um tubo de 1,6 km em Pasadena, Califórnia. Michelson morreu com somente 36 de 233 medidas completas, e o resultado de (299 774 ± 11) km/s foi publicado postumamente em 1935, não antes de passar por problemas de instabilidades geológicas.[carece de fontes?]

Interferometria

Em 1887, Albert trabalhou em conjunto com Edward Morley na Experiência de Michelson-Morley, que tinha como objetivo provar a existência do Éter luminífero. O experimento, no entanto, não deu resultados, sendo assim repetido pelos cientistas cada vez com maior precisão ao longo dos anos, sem frutos significativos. O desfecho da experiência de Michelson-Morley teve grande influência na Física, visto que derrubou a teoria do éter e serviu de base para importantes teorias, como as Equações de Lorenz e a Teoria da Relatividade de Albert Einstein. Entretanto, há discussões a respeito do conhecimento do experimento por Einstein na hora da formulação de sua teoria.[carece de fontes?]

Interferometria astronômica

Entre 1920 e 1921, Michelson e Pease se tornaram os primeiros indivíduos a medir o diâmetro de uma estrela que não fosse o sol. Para isso, eles utilizaram um interferômetro astronômico no Observatório Monte Wilson e, então, foi determinado o diâmetro da estrela gigante Betelgeuse. Após isso, a tarefa de medir diâmetros estelares e separações de estrelas binárias tomou uma grande parte da vida de Albert. Até hoje, seu interferômetro é um dos principais meios de medir distâncias espaciais e diâmetros estelares.[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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