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Arthur Danto

Arthur Coleman Danto foi um filósofo e crítico de arte estadounidense. Professor emérito de filosofia da Universidade de Columbia desde 1951, foi também crítico de arte da revista The Nation. Sua visão do desenvolvimento da arte inspirava-se na dialética histórica de Hegel.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Biografia

Imagem: AmeOnTheLoose at Italian Wikipedia · BY-SA · Openverse

Arthur Danto nasceu em Ann Arbor (Michigan) em 1924, e cresceu em Detroit. Depois de servir dois anos ao exército, estudou arte e história na Wayne University e, seguida, filosofia na Universidade Columbia de Nova York. De 1949 a 1950, estudou em Paris, com uma bolsa Fulbright, sob a direção de Jean Wahl, voltando em 1951 ao seu país, para lecionar em Columbia. Danto faleceu em consequência de uma parada cardíaca, na sua casa, em Manhattan.

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Pensamento

Imagem: Casa E_Valparaiso · BY-NC-ND · Openverse

Parte da celebridade alcançada por Danto foi consequência de sua tese sobre um suposto "fim da arte" no horizonte contemporâneo da cultura. Para fundamentar a sua posição, ele recorreu à meditação hegeliana sobre a morte da arte, no contexto da Estética do filósofo alemão. Em 1984, Danto publica o seu ensaio "The End of Art", que depois será melhor elaborado e transformado, em 1997, no seu livro mais popular "After the end of Art – Contemporary Art & the Pale of History". Tomàs Llorens relaciona a teoria dantiana sobre o fim da arte ao equivalente de uma proclamação, na verdade, sobre o fim da história da arte, que ele associa ao pensamento de Fukuyama. Mas, segundo Gabriel San Martin, "a finalidade de Danto ao elaborar a teoria do fim da arte (...) está ainda na fundamentação do seu sistema filosófico". Danto promoveu a obra de artistas de vanguarda, como Andy Warhol, e teorizou sobre o fim do "fetichismo" da beleza. Foi considerado o filósofo analítico mais importante em temas de estética, embora algumas de suas teses fosse controversas. Para responder à pergunta "como se distingue um objeto de arte de um objeto meramente funcional?" Danto abandona as balizas da história da arte em favor das explicações sociológicas. Para ele, algo não se torna obra de arte por alguma qualidade intrínseca, mas por se enquadrar dentro do que chama "mundo artístico", um coletivo do qual certamente participam os próprios criadores, mas também os críticos, historiadores, museólogos e marchands que o integram. Se o mundo artístico aceita algo como arte, então é arte. O marco interpretativo de Danto foi difundido sob o rótulo de teoria institucional da arte e continua a ter grande influência, sobretudo a partir da obra de George Dickie. "Tento explicar, desde o ponto de vista da historia da arte, por qur a beleza se foi e nunca mais voltou", declarou durante uma apresentação do seu libro O abuso da arte (Paidós, 2009). "A beleza, para a arte, é uma opção, não uma condição necessária".

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Obras

Imagem: casa E · BY-NC-ND · Openverse

Livros

Danto é autor de numerosos livros sobre filosofia e arte, incluindo:

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Fontes consultadas

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