Artéria femoral
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A artéria femoral ramifica-se na coxa em vários vasos secundários: Na linguagem clínica, a porção da artéria femoral proximal à origem da artéria femoral profunda é frequentemente denominada artéria femoral comum, enquanto que a porção distal à origem da artéria femoral profunda, é denominada artéria femoral superficial.
Pulsação e acessibilidade
Como a artéria femoral pode muitas vezes ser facilmente palpada através da pele, ela é frequentemente utilizada como acesso em procedimentos como angioplastia para a introdução de cateteres. A partir desta artéria, os fios e os cateteres podem ser direcionados para qualquer parte do sistema arterial na intervenção ou diagnóstico do coração, cérebro, rins, braços e pernas. A direção do movimento do cateter na artéria femoral pode ser contra o fluxo sanguíneo, por exemplo nas intervenções e diagnósticos no coração e perna oposta, ou no mesmo sentido do fluxo, por exemplo nas intervenções e diagnósticos na mesma perna. A medição da pulsação femoral deve indicar, em condições normais, uma pressão arterial sistólica de cerca de 109 mmHg (14 500 Pa).
Doença arterial periférica
A artéria femoral é suscetível à doença arterial periférica (DAP). Quando ocorre uma obstrução em decorrência da aterosclerose, pode ser necessária uma intervenção percutânea com acesso a partir da artéria femoral oposta. A endarteriectomia, uma incisão cirúrgica com remoção do ateroma da artéria femoral também são comuns. Se for necessário realizar uma ligadura cirúrgica na artéria femoral para tratar um aneurisma poplíteo, o sangue pode chegar à artéria poplítea distal através de uma ligação com as artérias geniculares [en]. No entanto, se o fluxo na artéria femoral de uma perna normal for interrompido repentinamente, é muito raro que o fluxo sanguíneo distal seja suficiente. Isto porque as artérias geniculares só estão desenvolvidas em uma minoria de indivíduos sãos, não se desenvolvendo na ausência da DAP na artéria femoral.
As ilustrações encontradas em muitos livros e outras publicações, parecem ser derivadas das imagens publicadas pela primeira vez na obra Gray's Anatomy, publicada na segunda metade do século XIX pelo anatomista e cirurgião inglês Henry Gray, com ilustrações de seu colega, o também anatomista e cirurgião inglês Henry Vandyke Carter [en]. Em 2015, a obra estava na 41.ª edição. As ilustrações das artérias geniculares foram publicadas pela primeira vez na edição de 1910, e não foram originadas de dissecações de cadáveres, nem nas edições subsequentes, mas reproduzidas dos escritos do cirurgião escocês John Hunter e do cirurgião e anatomista inglês Astley Cooper, anos depois da descoberta da correlação da artéria femoral com o aneurisma da artéria poplítea [en]. As artérias geniculares nunca foram demonstradas, mesmo com os modernos recursos de imagem, como a angiotomografia. Com estas técnicas, é possível obter imagens com nitidez, auxiliando, juntamente com o cateterismo, na investigação e no tratamento de doenças.


