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Angioplastia

Angioplastia transluminal percutânea, também conhecida por angioplastia por balão ou simplesmente angioplastia, é um procedimento minimamente invasivo no campo da hemodinâmica, que tem como finalidade, desobstruir por expansão, artérias ou veias obstruídas, restabelecendo assim o lúmen e o fluxo normal do vaso sanguíneo. Em geral, é o procedimento recomendado para tratar aterosclerose, e na desobstrução de vasos sanguíneos com formação de placas de gordura ou de trombos de sangue.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Procedimento

Exames preliminares

Para visualizar os vasos sanguíneos e eventuais obstruções e aneurismas, é realizado previamente um cateterismo, em que um cateter é introduzido na corrente sanguínea através de uma artéria, utilizando-se a técnica de Seldinger, que também servirá para a realização da angioplastia. Todo o percurso do cateter é orientado por imagens geradas em tempo real por fluoroscopia ou radiodensidade, injetando-se substâncias radio-contrastantes. Podem também ser providenciados previamente exames de imagem, como tomografia e angiotomografia, que produzem imagens tridimensionais dos vasos sanguíneos.

Intervenção

Depois de concluído o cateterismo e analisadas as imagens, tem início a angioplastia, caso seja necessária. Um minúsculo balão desinflado é ligado à extremidade de um cateter de balão, que é introduzido no vaso sanguíneo, até atingir a obstrução. Ao estar posicionado na obstrução, o balão é inflado, expandindo o vaso sanguíneo e sua parede muscular circundante até que o vaso atinja seu diâmetro normal, permitindo assim uma melhora no fluxo sanguíneo. Para inflar o balão, utiliza-se líquido inerte e uma substância radio-contrastante, a uma pressão maior do que a pressão sanguínea. Concluído o procedimento, o balão é desinflado e o conjunto cateter/balão é removido. Depois da remoção, o pequeno orifício remanescente no vaso, por onde foi feita a introdução do cateter, é tratado por compressão aplicada sobre este durante um determinado tempo, que pode chegar a algumas horas, até que se complete a hemostase da parede vascular. Para isto, é utilizado um dispositivo de estanqueidade vascular.

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Aplicações específicas

Angioplastia coronária

A angioplastia coronária ou intervenção coronária percutânea (em inglês, percutaneous coronary intervention – PCI) é realizada por um cardiologista intervencionista, para tratar obstruções das artérias coronárias, causadas pelas doenças arteriais coronarianas. É realizada, introduzindo-se o cateter através da artéria femoral ou da artéria radial. Antes da angioplastia coronária, é realizado um cateterismo de coronárias, para localizar as obstruções.

Angioplastia periférica

A angioplastia periférica, realizada por um cirurgião vascular, ou outro especialista intervencionista, trata das obstruções em vasos sanguíneos que não pertencem às artérias coronárias. Em geral, trata das obstruções ateroscleróticas do abdômen, pernas e artérias renais, causadas por doença arterial periférica.

Angioplastia da carótida

A estenose da artéria carótida é tratada com angioplastia em um procedimento para implante de um stent de carótida [en] em pacientes com alto risco para a realização de uma endarteriectomia (endarteriectomia de carótida [en].

Angioplastia da artéria renal

A obstrução da artéria renal, uma das causas da hipertensão arterial e do comprometimento da função renal, pode ser tratada por angioplastia, com ou sem implante de stent.

Angioplastia venosa

A angioplastia é usada ocasionalmente para tratar obstruções venosas, como da veia subclávia, causada pela síndrome do desfiladeiro torácico.

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Contraindicações

A angioplastia requer um vaso sanguíneo, em geral a artéria femoral, a artéria radial ou a veia femoral para permitir o acesso dos fios e cateteres ao sistema vascular. Se houver dificuldade de acesso a esses vasos, a angioplastia está contraindicada. Um pequeno diâmetro do vaso, a presença de calcificação posterior, oclusão, hematoma ou existência de uma revascularização [en] podem tornar o acesso ao sistema vascular muito difícil. Em pacientes com alergia ao iodo, uma pré-medicação com esteroides e seleção adequada do tipo de contraste reduzem o risco de reações alérgicas graves.

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Riscos e complicações

Imagem: BruceBlaus. When using this image in external sources it can be cited as: Blausen.com staff (2014). 'Medical gallery of Blausen Medical 2014'. WikiJournal of Medicine 1 (2). DOI:10.15347/wjm/2014.010. ISSN 2002-4436. · BY-SA · Openverse

Comparando-se com as cirurgias, com exposição de órgãos e tecidos, a angioplastia é uma opção de menor risco para o tratamento das condições para as quais é utilizada, mas existem riscos únicos, potencialmente perigosos e complicações associadas à angioplastia:

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Recuperação

Imagem: Comunidad de Madrid · BY-NC-SA · Openverse

Depois da operação, a maioria dos pacientes fica sob monitoração durante a noite, mas, caso não haja complicações, eles são enviados para casa no dia seguinte. O local do cateter é checado para sangramento e inchaço; a frequência cardíaca e a pressão sanguínea são monitoradas. Geralmente, paciente recebem medicação que os relaxa para proteger as artérias contra espasmos. Tipicamente, pacientes são capazes de andar de duas a seis horas depois da operação e retornar à rotina normal na semana seguinte. A recuperação da angioplastia consiste em evitar atividades físicas por várias dias depois da operação. Pacientes são aconselhados a evitar qualquer tipo de levantamento de peso ou outras atividades físicas intensas por uma semana. Pacientes precisarão evitar estresse físico ou atividades esportivas prolongadas por, no máximo, duas semanas depois de uma delicada angioplastia de balão. Depois do período inicial de recuperação de duas semanas, a maioria dos pacientes de angioplastia podem começar a retomar exercícios de baixo nível. Recomenda-se um programa progressivo de exercício, por meio do qual pacientes inicialmente realizam diversos períodos curtos de exercício por dia, progressivamente aumentando para um ou dois períodos de exercício mais longos. Como precaução, todos o planejamento de exercícios deve ser aprovado por um cardiologista antes de se iniciado.

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História

Imagem: Comunidad de Madrid · BY-NC-SA · Openverse

A angioplastia foi descrita pela primeira vez pelo radiologista intervencionista Charles Dotter em 1964. Dotter foi pioneiro na medicina moderna com a invenção da angioplastia e do stent introduzido via cateter, os quais foram usados pela primeira vez para tratar doença arterial periférica. Em 16 de janeiro de 1964, Dotter dilatou percutaneamente uma estreita estenose localizada da artéria femoral de uma mulher de 82 anos com uma dolorosa isquemia e gangrena na perna, a qual havia se recusado a amputar. Depois da dilatação bem sucedida da estenose com um fio-guia e cateteres coaxiais de teflon, a circulação retornou à perna. A artéria dilatada continuou aberta até a paciente morrer de pneumonia dois anos e meio depois. Charles Dotter é comumente conhecido como o "pai da radiologia intervencionista" e foi indicado ao Prêmio Nobel de medicina em 1978. A primeira angioplastia coronária percutânea num paciente acordado foi realizada em Zurique pelo cardiologista alemão Andreas Gruentzig em 16 de setembro de 1977.

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Fontes consultadas

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