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Arte da Idade Média

A Arte Medieval do mundo ocidental cobre um vasto período de tempo e lugar, com mais de 1000 anos na Europa, e em certos períodos na Ásia Ocidental e no Norte da África. Inclui grandes movimentos e períodos artísticos, arte nacional e regional, gêneros, reavivamentos, artesanato dos artistas e os próprios artistas. A arte medieval foi produzida em muitos meios, e as obras sobrevivem em grande número em esculturas, manuscritos iluminados, vitrais, trabalhos em metal e mosaicos, todos os quais tiveram uma taxa de sobrevivência mais alta do que outros meios, como pinturas de parede a afrescos, trabalhos em metais preciosos ou têxteis, incluindo tapeçaria. Especialmente no início do período, obras nas chamadas "artes menores" ou artes decorativas, como trabalhos em metal, escultura em marfim, esmalte vítreo e bordados usando metais preciosos, eram provavelmente mais valorizadas do que pinturas ou esculturas monumentais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Estilos

Imagem: GualdimG · BY-SA · Openverse

- Fusão artística céltico-germânica pela influência de tribos germânicas (estilo Hibérnico-Saxão de 600 a 800 d.C.) - Mosteiros, joalharia, artefactos em metal, madeira, pedra de estilo animalista imaginativo (abstraccionismo e organicismo). - Iluminura de carácter ornamental, ausência de representação humana, geometrização e elementos zoomórficos.

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Expressões artísticas

Imagem: GualdimG · BY-SA · Openverse

Arquitetura

Durante a Alta Idade Média (séculos V a X), os templos (igrejas, catedrais) e outros edifícios tinham plantas centradas ou do tipo Basilical, de planta em cruz latina. Com o ínicio da Baixa Idade Média (séculos XI a XV), plantas centradas caíram em desuso e plantas em cruz latina se tornaram o foco. No estilo Românico os principais materiais utilizados para a construção de edifícios eram a pedra e o tijolo. Na altura os tetos dos edifícios eram de madeira e, por causa disso, havia muitos incêndios. Por esta razão, esses tetos de madeira foram substituídos por abóbadas. Devido a estas abóbadas (de estilo bizantino) as paredes tiveram de se tornar espessas para sustentar tanto peso. Para as sustentar era necessário o uso de contrafortes em abundância. Para que os edifícios não se desmoronassem, o uso de janelas e vitrais passou a ser tão reduzido que quase não se notava os detalhes do interior dos edifícios, pelo facto de haver pouca luminosidade.

Pintura e mosaico

Exibindo cenas bíblicas nas paredes dos templos, as pinturas e mosaicos da era medieval tinham como objetivo educar e doutrinar o povo sobre a religião cristã. Seu estilo é composto por figuras com anatomia simplificada com gestos simbólicos e fundos sem profundidade espacial. A temática mais comum era baseada no Novo Testamento, com cenas alusivas ao baptismo de Cristo, a Cristo Bom Pastor, Cristo em ascensão, Cristo rodeado pelos Apóstolos ou pelos Quatro evangelistas, acompanhados ou representados pelos seus símbolos animais - o Tetramorfo. Outro uso da pintura foi em Iluminuras: pinturas feitas em livros para ilustrar ou ornamentar textos.

Literatura

Os Jograis passam a cantar históricos poemas dos Trovadores, descrevendo romances, duelos e brigas dos Cavaleiros. Surgem então as Novelas de Cavalarias cujo texto feito pelo Trovador cantava os combates entre vilões e heróis, raptos de donzelas e final feliz. As novelas de cavalaria constituem exemplo expressivo da influência dos povos ibéricos na formação da cultura brasileira. Trazidas pelos Colonizadores, essas narrativas acabaram se incorporando à cultura popular, principalmente a da Região Nordestina, onde a literatura de cordel até hoje reflete essa influência. Dentre os vários tipos de Cordel, destacam-se os romances, lendas e folclore do Brasil.

Música

Música medieval é o termo dado à música típica do período da Idade Média durante a História da Música ocidental europeia. Esse período iniciou com a queda do Império Romano e terminou aproximadamente no meio do Século XV. Determinar o fim da Era medieval e o início da Renascença pode ser arbitrário; aqui, para fins do estudo de Música, vamos considerar o ano de 1401, o início do Século XV. Melodia gregoriana - A rápida expansão do cristianismo exige um maior rigor do Vaticano, que unifica a prática litúrgica romana no século VI. O papa Gregório I (São Gregório, o Magno) institucionalizou o canto gregoriano, através de uma reforma litúrgica, que se tornou modelo para a Europa católica. A notação musical sofre transformações, e os neumas são substituídos pelo sistema de notação com linhas a partir do trabalho de vários sacerdotes cristãos, sobretudo, Guido D'Arezzo (992-1050); que foi o responsável pelo estabelecimento de um sistema de notação musical com quatro linha, o tetragrama, de onde se originou a atual pauta musical de cinco linhas, o pentagrama. Foi ele, que no século XI designou as notas musicais como são conhecidas atualmente, usando o texto de um hino a São João Batista (originalmente em latim), onde cada estrofe inicia com uma nota musical: anteriormente, as notas eram designadas pelas sete primeiras letras do alfabeto latino. Desse modo, as notas musicais passaram a ser chamadas UT, RE, MI, FA, SOL, LA e SI. Posteriormente o nome DO substituiu o UT. O nome da nota SI formou-se das letras iniciais do último verso do hino como pode ser visto a seguir:

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Fontes consultadas

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