Sardenha
A Sardenha é uma ilha do mar Mediterrâneo ocidental e uma região autónoma da Itália insular, com uma área de 24 100 km² e capital em Cagliari. Em 2017 tinha 1 648 758 de habitantes.
A Sardenha situa-se no centro do Mediterrâneo ocidental, a meio caminho entre as penínsulas Itálica e Ibérica, a sul da Córsega e do estreito de Bonifacio, a norte do canal da Sardenha e da Tunísia, a oeste da Itália continental e mar Tirreno, a leste das ilhas Baleares (Espanha) e do mar da Sardenha. Com mais de 24 000 km² de superfície e uma extensa linha costeira (1 849 km), durante muito tempo foi considerada a maior ilha do Mediterrâneo, quando na realidade é a segunda em área, atrás da Sicília. A maior parte da costa é alta e rochosa, com troços longos e relativamente direitos, com muitos cabos imponentes, algumas baías largas e profundas, existindo numerosas ilhotas e ilhas menores. O território é predominantemente constituído por montanhas e colinas com altitudes geralmente entre os 300 e os 1 000 m. O maior maciço montanhoso, o Gennargentu, encontra-se na parte centro-oriental da ilha e tem o seu ponto mais alto, a Punta La Marmora (1 834 m). Outras montanhas importantes são o monte Limbara (1 362 m), no nordeste, o monte Rasu (1 259 m), no maciço de Marghine e Goceano (norte), o monte Albo (1 057 m), no maciço de Sette Fratelli (sudeste), e no sudoeste, o monte Linas (1 236 m) e os montes Sulcis.[nt 2]
Geologia
A geologia sarda é muito interessante, já que as rochas que aí se encontram são das mais antigas da Europa e as mais antigas de Itália. Essa antiguidade explica a não existência de grandes altitudes na ilha, devido à prolongada erosão. A base rochosa da Sardenha meridional data do Pré-Cambriano, mais precisamente à era Paleoproterozoica do éon Proterozoico, facto que está na origem do grande número de explorações mineiras nessa região. No nordeste da ilha encontram-se rochas sedimentares do mesmo período, que demonstram que essa zona esteve submersa. Esses sedimentos permitiram a criação de rochas carboníferas que atualmente são exploradas nas minas de carvão. Também se encontram rochas mais recentes, do éon Fanerozoico, como as rochas vulcânicas presentes em grande quantidade na região ocidental e meridional da ilha.[nt 1]
Clima
O clima é mediterrânico, com temperaturas geralmente suaves, até mesmo no inverno, com primaveras e outonos quentes, verões que podem ser muito quentes, chegando mesmo aos 45 graus Celsius, o que é propício à ocorrência dos incêndios frequentes. Em contrapartida, as temperaturas mais baixas nunca são inferiores a 0 grau Celsius. O vento dominante é o mistral, que sopra de noroeste durante praticamente todo o ano, principalmente no inverno e primavera, por vezes com bastante intensidade, o que faz as delícias dos amantes da vela. Sendo geralmente frio e seco, tem um efeito refrescante. A temperatura média anual na costa é de 18 graus Celsius, variando entre os 14 graus Celsius e os 20 graus Celsius na generalidade da ilha. Ao contrário da vizinha Córsega, a chuva é escassa (entre 400 e 500 milímetros anuais, repartidos por uma média de 40 dias de chuva) e as secas são frequentes.[nt 1] A média anual de dias de sol é de aproximadamente 300, concentrando-se a chuva predominantemente no outono e inverno, com chuvas intensas na primavera.[nt 2]
Demografia
Com uma densidade populacional e 69 habitantes por quilômetro quadrado, pouco mais do que 30% da média nacional italiana, Sardenha é a quarta região menos povoada de Itália. A distribuição da população era anómala comparada com as outras regiões de Itália junto ao mar, pois ao contrário da tendência geral, as zonas costeiras eram menos densamente povoadas que o interior. As razões históricas para isso incluem os frequentes assaltos de Sarracenos na Idade Média, que tornavam as costas inseguras, a importância económica da pastorícia no interior e a natureza pantanosa das planícies costeiras, as quais só foram secadas no século XX. A situação foi invertida com a expansão do turismo costeiro — hoje todos os principais centros urbanos se encontram junto à costa, enquanto o interior está esparsamente povoado.[nt 2]
Províncias
A Sardenha está dividida nas seguintes províncias: Originalmente só existiam as províncias de Cagliari, Nuoro e Sássari. Posteriormente foi constituída a província de Oristano. Finalmente, uma lei regional de 2001 determinou que a partir de 9 de maio de 2005 passariam a existir oito províncias, sendo instituídas as províncias de Ólbia-Tempio, Ogliastra, Carbonia-Iglesias e Medio Campidano.
Localidades
Além das capitais de província mencionadas no quadro acima, as localidades mais importantes da Sardenha são as seguintes (nome local em itálico): Segundo dados de 2015, as cidades mais populosas eram:
A história da Sardenha é muito antiga, remontando ao Paleolítico Inferior. Foram encontrados vestígios humanos datados de 150 000 a.C. e os sinais de presença humana mais antigos são de há 500 000 anos.[nt 1] No entanto, supõe-se que o povoamento só ocorreu de forma estável no Neolítico inferior, cerca de 6 000 a.C..[nt 1] Antes da chegada dos fenícios a partir do século X a.C., houve três civilizações autóctones que prosperaram na ilha: a de Bonuighinu, que surgiu no Quarto milénio a.C., a misteriosa população Shardana, e a mais célebre cultura nurágica, que se desenvolve a partir do século XVI a.C., senão antes, da qual os vestígios mais monumentais são os mais de 7 000 nuragues (chamados localmente nuraghes no norte e nuraxis no sul), torres defensivas em forma de tronco cónico construídas com grandes blocos de pedra talhada e trabalhada, que se encontram espalhados por toda a ilha. Além dos nuragues, há numerosos monumentos pré-históricos ainda mais antigos, como os domus de janas (tradução: casas de fadas) escavadas em granito, que eram usadas para inumar os mortos, os túmulos de gigantes, de dimensões ciclópicas e muito frequentes no interior da ilha, e monumentos megalíticos, nomeadamente menires.[nt 1]
O isolamento da Sardenha criou uma situação especial não apenas do ponto de vista linguístico mas também, de forma mais geral, cultural, ligada em alguns aspectos à Córsega. A cozinha da Sardenha evoluiu de forma peculiar e ainda conserva muitas das suas características antigas. Alguns pratos típicos são: O queijo mais conhecido da ilha é o pecorino sardo, célebre no mundo inteiro e classificado como "Denominação de Origem Controlada". É feito de leite de ovelha (pecora significa ovelha em italiano) de raça autóctone que se alimentam principalmente nas pastagens naturais da ilha. É comercializado em duas versões, a de meia-cura, jovem, mais adocicada e mole, e o maduro, com uma maturação mínima de dois meses, mais duro e de gosto mais forte e picante. A sua forma é circular de faces planas. É habitualmente consumido com pão (pane carasau ou pistoccu). A criação de ovelhas na ilha é uma atividade que remonta aos tempos nurágicos (1 600 a.C.), que foi explorada de forma intensiva pelos cartagineses a partir do século VI a.C.[nt 5]
Línguas
As línguas mais faladas na Sardenha são o italiano e o sardo, uma língua românica claramente distinta do italiano, mais próxima do latim, com influências do fenício, do etrusco, doutras línguas do oriente próximo e inclusive do basco. Embora esteja em decréscimo de falantes, principalmente os jovens de Cagliari, para o italiano, devido a razões oficiais, ainda é muito falada. Cerca de 85% da população compreende o sardo, havendo 8 a 9% que não fala italiano, embora este número esteja em decréscimo. Praticamente todos os sardos são billingues e usam o italiano e pelo menos outra língua. Mais de um milhão de habitantes fala ao menos uma variante do sardo.
Estatuetas sardas
Contemporâneas do final do período nurágico, entre 900 e 535 a.C., Idade do Ferro, os pequenos bronzes representavam geralmente guerreiros em armas e animais, mas também pessoas em pose de oração. Da mesma época existem também esculturas de pedra, tanto de pequeno como de grande porte.
Pintura mural
A Sardenha é pródiga em pinturas murais,chamadas localmente de murales, que se contam aos milhares, tanto em paredes como em rochas. Frequentemente elas eram usadas para veicular mensagens políticas de cariz atual ou histórica, ou anúncios e apelos de iniciativas e coletividades locais. Entre as mais notáveis destacam-se os frescos do professor Francesco del Casino em Orgosolo, muitas delas evocativas da estética de artistas conhecidas, como Picasso, Miró e de Chirico , ou ao estilo de banda desenhada. Os murales teriam surgido no final dos anos 1960 em San Sperate, inspirados por uma ideia proveniente do México.
Música e dança e trajes tradicionais
A técnica usada pelos cantores sardos é quase única no mundo e aproxima-se do canto difónico praticado principalmente na Mongólia. Entre as formas musicais sardas, destaca-se o canto a tenore, um canto polifónico a quatro vozes masculinas acompanhado por um instrumento tradicional, o qual foi classificado como Património Oral e Imaterial da Humanidade. Os coros são normalmente compostos de cinco vozes e são usados, entre outros, nos gosos, cantos religiosos. Há diversos tipos de danças tradicionais, comumente designadas por "ballu sardu" (em italiano: ballo sardo), nomeadamente a mais conhecida, o "ballu tundu", o "a passu" e o "ballu seriu".
Contos
A arreigada tradição oral da Sardenha produziu numerosos contos e lendas. Na localidade de Boroneddu há um museu da fábula sarda (Il museo della fiaba sarda) consagrado aos personagens das fábulas tradicionais.
Festas
Celebram-se numerosas festas na Sardenha, como o Carnaval e as procissões, de forma peculiar e tradicional. Algumas das festividades mais relevantes são:
Os recursos económicos da Sardenha são principalmente de dois tipos: os tradicionais, como a pecuária e os novos, como o turismo. Apesar destes, a taxa de desemprego é usualmente muito alta (12% em 2005), sobretudo entre os jovens (22%) em 2005, valores apesar de tudo inferiores aos das regiões do sul da Itália continental.[nt 2] Enquanto esta situação não é resolvida, haverá mal-estar e emigração, assistindo-se a um despovoamento do interior. A União Europeia respondeu aos apelos de ajuda autorizando em 1999 um regime de ajudas ao emprego sob a forma de redução de encargos sociais. À parte das assimetrias, a Sardenha como um todo encontra-se entre as regiões europeias do sul melhor posicionadas em termos económicos. O desenvolvimento económico é mais notório em regiões interiores das províncias de Cagliari e Sássari. De acordo com o Eurostat, o Produto Interno Bruto em 2007 foi 33 823,2 milhões de Euros. O PIB per capita em 2009 foi de 20 627 €.[nt 2]
Setor primário
O setor primário é muito importante, especialmente a criação de cabras e ovelhas e o fabrico de queijos, mas também a agricultura em geral e o setor dos vinhos, que têm vindo a ganhar fama internacional.[nt 2] A pecuária está muito implantada na Sardenha, sobretudo nas regiões montanhosas, pelo que tem uma grande importância não só económica como social. Os rebanhos são principalmente de ovinos e caprinos que produzem carne e leite que é usado para o fabrico de queijo. Em 1999 a ilha tinha 189 000 caprinos. A Sardenha é o principal exportador de queijo para os Estados Unidos e Canadá. Estão recenseados aproximadamente 15 000 produtores de ovinos e caprinos, os quais procuram aumentar a produção de produtos de maior valor acrescentado, nomeadamente os de Denominação de Origem Controlada e outros tipo de Indicação Geográfica Protegida. Entre as atividades associadas ao melhoramento da produção pecuária da ilha podem-se citar, por exemplo, os estudos levados a cabo pelo Istituto Zootecnico e Caseario per la Sardegna e as associações de produtores pecuários de Nùoro e Cagliari sobre a cabra de raça sarda.
Indústria
As principais indústrias da ilha são químicas. As mais importantes resultaram de um plano de desenvolvimento económico posto em prática nos anos 1960, baseado em monocultura industrial. A crise mundial da indústria química teve grande repercussão na ilha e esses efeitos foram amplificados pelo abaixamento de produção nas minas de alumínio, carvão e chumbo. A Sardenha é a única região italiana que produz mais eletricidade do que aquela que consome, pelo que os graves problemas de abastecimento de eletricidade sentidos em Itália em 2003 não afetaram a ilha. No entanto, a insuficiência de linhas de transmissão prejudique a exportação de energia — a ilha encontra-se a mais de 400 km do continente. Até 2009, a única linha de transmissão de energia elétrica que ligava a ilha com o continente era a SACOI, construída em 1965, que serve igualmente a Córsega. Em 2009, o novo cabo submarino SAPEI entrou em operação, ligando a central termoelétrica de Fiume Santo, situada no golfo de Asinara, no noroeste da ilha, a Latina, na península itálica.
Setor terciário
A economia da região está atualmente muito focada no setor terciário, o qual está muito desenvolvido é responsável por 67.8% dos empregos. As principais atividades são o comércio, serviços, tecnologias da informação, administração pública e turismo. Este setor é o mais importante da ilha, com 2 721 empresas ativas e 189 239 quartos (dados de 2008).[nt 2] Em 2008 passaram 11 896 674 de passageiros pelos aeroportos da ilha (mais 1,4% que no ano anterior, apesar da crise internacional). No mesmo anos houve 12 290 414 turistas (mais 1,1% que no ano anterior). A ilha é particularmente famosa pelas suas praias mas existem outros lugares interessantes. Entre os locais mais procurados pelos turistas encontram-se a Costa Smeralda, a vila catalã de Alghero, o maciço montanhoso de Gennargentu e suas aldeias e o pequeno porto de Bosa, dominado por uma fortaleza. Recentemente foram construídos numerosos complexos hoteleiros no sudeste (Villasimius e Muravera) e sul-sudoeste (Pula e Chia, na comuna de Domus de Maria).
Transportes aéreos
Há voos regulares diretos para as principais cidades italianas, mas também para algumas cidades europeias, principalmente em França, Espanha, Reino Unido e Alemanha. Os voos internos estão limitados a uma ligação diária entre Cagliari e Ólbia. Os cidadãos da Sardenha beneficiam de tarifas aéreas especiais. Diversas companhias aéreas de baixo custo (low cost) operam na Sardenha, existindo uma, a Meridiana que tem a sua base no aeroporto de Ólbia. A Meridiana foi fundada em 1963 com o nome de Alisarda pelo Agacão IV, Carim al-Huçaini. O desenvolvimento da companhia seguiu o da estância turística (resort) de Porto Cervo, no nordeste da ilha, um sítio famoso frequentado por milionários e estrelas de cinema de todo o mundo.
Transportes marítimos
Os portos de Porto Torres, Santa Teresa Gallura, Ólbia, Golfo Aranci, Arbatax, Palau e Cagliari teem serviços regulares de balsa de e para Itália, França e Espanha (Barcelona). Os custos das travessias são em geral semelhantes aos dos voos equivalentes em companhias aéreas de baixo custo. As companhias de ferries que operam na ilha são: Tirrenia di Navigazione, Moby Lines, Corsica Ferries, Grandi Navi Veloci, SNAV, SNCM, Compagnie Méridionale de navigation (CMN) e Grimaldi Ferries.
Estradas
A Sardenha é a única região italiana que não tem autoestradas, mas tem uma rede de estradas bastante desenvolvida, com um sistema de superstrades (super-estradas ou vias rápidas), estradas de quatro faixas sem portagem, que ligam as principais cidades e infraestruturas de transporte. O limite de velocidade é 90 km/h. A estrada principal é a Strada statale 131 Charles Felix (SS131), que liga o sul e o norte da ilha, atravessando as regiões mais povoadas de Sássari e Cagliari; faz parte da estrada europeia estrada europeia E25 e o seu traçado é basicamente o mesmo de de uma antiga estrada romana. A Strada statale 131 Diramazione Centrale Nuorese (SS131 d.c.n) liga Oristano com Ólbia, o interior da região de Nuoro. Outras estradas com grande capacidade de tráfego ligam Sássari, Alghero, Tempio Pausania, Ólbia, Cagliari, Tortolì, Iglesias, Nuoro e Villagrande Strisaili.[nt 2]
Caminhos de ferro
O sistema ferroviário da Sardenha foi desenvolvido no século XIX pelo engenheiro inglês Benjamin Piercy. Os comboios ligam toda a ilha. A Trenitalia, o maior operador ferroviário, explora as ligações entre as cidades maiores e com a península Itálica através de ferries. A rede da Trenitalia é a mais moderna da ilha, sendo operada principalmente por locomotivas diesel como a Alstom "Minuetto", estando prevista para 2012 a introdução de comboios pendulares como o espanhol CAF da classe 598. O outro operador ferroviário é a ARST Gestione FdS, mais conhecida como Ferrovie della Sardegna ou FdS, que opera linhas de via estreita com comboios geralmente muito lentos, exceto as linhas eletrificadas de tram-trenos (metropolitano de superfície) das áreas metropolitanas de Sássari (Metrotranvia di Sassari) e Cagliari.
Devido aos sua baixa densidade populacional, a Sardenha permaneceu bastante selvagem, apresentando uma grande diversidade de fauna e flora, com numerosas espécies endémicas devido aos seu isolamento. Um estudo levado a cabo por uma equipa da Universidade de Cagliari enumerou 65 espécies vegetais com propriedades medicinais só na região de Fluminimaggiore, no sudoeste da ilha. A abundância de sardinha nas costas da ilha está na origem do nome em latim deste peixe (sardina, "da Sardenha"). A costa é igualmente rica em crustáceos. A ilha tem algumas leis ambientais e, após um gigantesco plano de reflorestação, tornou-se a região italiana com a maior extensão de floresta (1 213 250 ha). O plano de ordenamento do território proíbe novas construções na costa fora dos centros urbanos, perto de florestas, lagos ou outros locais de interesse ambiental ou cultural e a agência de conservção do governo regional Conservatoria delle Coste assegura a proteção das áreas naturais costeiras da Sardenha. As energias renováveis desenvolveram-se notavelmente em anos recentes, especialmente a energia eólica, favorecida pelo clima ventoso, mas também a energia solar. O Nobel da Física Carlo Rubbia lidera o projeto da criação de uma central térmica solar e de biocombustíveis baseados em óleo de Jatropha (pinhão manso ou purgueira) e óleo de colza.[nt 2]
Espaços naturais protegidos
Existem também 60 reservas de vida selvagem, 5 oásis do World Wide Fund for Nature e 25 monumentos naturais.
Fauna
Algumas das espécies raras ou incomuns que se encontram na ilha são:[nt 2] Há pelo menos quatro subespécies endémicas de aves, que não se encontram em mais nenhuma parte do mundo:[nt 2] Além destas, há ainda 10 subespécies endémicas partilhadas com a Córsega. A Sardenha está nos limites de distribuição de algumas espécies ou subsespécies — por exemplo, a subespécie cornix Gralha-cinzenta (Corvus cornix) encontra-se na Sardenha e na Córsega, mas não mais a sul. Em contrapartida, não estão presentes na ilha algumas espécies comuns no continente europeu, como sejam as víboras da subfamília Viperinae, a marmota. A ilha há muito que é usada para criação da ovelha da Sardenha, uma raça autóctone.[nt 2]
Flora
Algumas espécies de plantas presentes na iha são:[nt 1]
A região autónoma rege-se por um estatuto especial aprovado por uma lei constitucional de 26 de fevereiro de 1948 que concedeu o poder de legislar em certas áreas, como sejam a administração local, construção, agricultura e florestas. Noutras áreas, como a saúde, assistência social, a região pode legislar dentro dos princípios estabelecidos pelas leis do estado italiano. O estatuto de autonomia determina a existência de três autoridades que representam a Sardenha: Desde a revisão constitucional de 31 de janeiro de 2001 que o presidente é eleito diretamente, ao mesmo tempo que o conselho regional. Em 2004, os dois principais candidatos à presidência da junta regional foram: A 14 de julho de 2004, Giacomo Spissu, dos Democratas de Esquerda (DS, Democratici di sinistra) foi eleito presidente do conselho regional à segunda volta, com 47 votos a favor, 3 a favor de outro candidato da DS, 30 votos brancos e 5 abstenções. À primeira volta, a abstenção de 52 deputados, a maior parte deles da maioria eleita, inviabilizaram a necessária maioria de dois terços.


