Arruda dos Vinhos
Arruda dos Vinhos é uma vila portuguesa da região Oeste e do distrito de Lisboa integrando atualmente a NUTII do Oeste e Vale do Tejo. Pertence à província histórica da Estremadura.
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No século VIII com a conquista muçulmana da região de Lisboa também Arruda dos Vinhos passou a domínio árabe. Não obstante diversas discussões sobre a etimologia do topónimo Arruda, este provém provavelmente do latim ruta, 'arruda', com o prefixo árabe al-. A segunda parte do topónimo rerefe-se à abundância de vinhas na região.
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Arruda dos Vinhos situa-se num vale ameno, com solos férteis percorridos por diversos cursos de água. Formou-se a partir de materiais sedimentares depositados na era Cenozóica e Jurássica pertencendo à faixa continental onde existiu actividade vulcânica até ao final do Cretácico superior, há 70 milhões de anos. A ocupação humana surgiu desde muito cedo nas margens do maior curso de água da região, o Rio Grande da Pipa. A fertilidade dos solos e a presença de água tornou o local apetecível para a fixação de comunidades humanas. Provas desta ocupação são as Antas da Povoação de Antas, (escavadas e documentadas por José Leite de Vasconcelos em 1898, infelizmente destruídas nos anos 70), e o Castro do Sítio do Castelo, descoberto por Joaquim Gonçalves em 1987. Á época da conquista Romana a área onde se situa Arruda dos Vinhos era dominada pela tribo dos Túrdulos. Em 61 DC já o domínio Romano era absoluto e assim permaneceu até à queda do império, em 476.
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As freguesias do município de Arruda dos Vinhos são as seguintes:
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(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)
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A mais famosa bruxa portuguesa é ainda hoje conhecida pelo nome de «Bruxa da Arruda». Não foi apenas uma mas sim toda uma sucessão de várias mulheres da mesma família que ao longo de várias gerações foram passando o seu secreto saber (e possivelmente também alguns bens) de mães para filhas. Não se sabe a que época remonta a primeira Bruxa da Arruda, mas supõe-se que terá herdado os seu conhecimentos de algumas Comendadeiras de Ordem de Santiago que ficaram em Arruda dos Vinhos. As primeiras terão sido analfabetas, a partir de certa altura terão passado a utilizar o Livro de S. Cipriano. Consta que existem ainda algumas descendentes destas senhoras que exercem a sua actividade nos arredores de Lisboa. Sabe-se que existiu no século passado uma bruxa (curandeira?) de nome Ana Lérias na Aldeia das Neves, a primeira cujo nome ficou conhecido. Uma neta sua, Adelina da Piedade Louro, terá conseguido salvar uma rapariga de Setúbal. A rapariga terá sido posta num quarto, sem nada para comer para além de sementes de abóbora, e apenas com um alguidar com leite junto dela. Consta que passados dois dias deitou uma cobra pela boca. A rapariga estaria provavelmente atacada de lombrigas, que podem chegar a ter trinta centímetros de comprimento, podendo ser confundidas com pequenas cobras, e que, molestadas pelas sementes de abóboras, que hoje sabemos que contêm um poderoso vermicida, e procurando comida, lhe terão subido até à garganta atraídas pelo cheiro do leite.
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O município de Arruda dos Vinhos é administrado por uma câmara municipal composta por um presidente e seis vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão deliberativo do município, constituída por 25 deputados (dos quais 21 eleitos diretamente). O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Carlos Alves, que assumiu a presidência após a renúncia ao mandato de André Rijo, reeleito nas eleições autárquicas de 2021 pelo Partido Socialista (PS), tendo maioria absoluta de vereadores na câmara (5). Existem ainda dois vereadores eleitos pela coligação Arruda, Agora! (Partido Social Democrata.CDS – Partido Popular, PPD/PSD.CDS-PP). Na Assembleia Municipal, o partido mais representado é novamente o PS, com 13 deputados eleitos e 4 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria absoluta), seguindo-se a coligação Arruda, Agora! (6; 0), a CDU (1; 0) e o CH (1; 0). A Presidente da Assembleia Municipal é Catarina Gaspar, do PS.
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A vila de Arruda dos Vinhos é geminado com:
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A vila de Arruda dos Vinhos foi palco de gravações televisivas por duas vezes: em 1992 para a telenovela Cinzas (telenovela) e em 1996 para Filhos do Vento, ambas produzidas pela NBP para a RTP.


