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Suécia

Suécia, oficialmente Reino da Suécia, é um país nórdico, situado no lado oriental da península Escandinava, localizada na Europa do Norte. Tem fronteiras terrestres com a Noruega, a norte e a oeste, e com a Finlândia, a norte e leste, sendo banhada pelo Mar Báltico a leste e a sul. Está separada da Dinamarca a sudoeste pelos estreitos de Öresund e Categate. Com uma área terrestre de 407 311 quilômetros quadrados, um comprimento de 1 572 km e uma largura de 499 km, a Suécia é o terceiro maior país da União Europeia em termos de superfície. É constituída por um terreno plano ou ondulado na sua parte sul, enquanto a parte norte apresenta uma planície costeira seguida de um interior acidentado culminando em alta montanha junto à fronteira com a Noruega.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

Pré-história

Há 100 000 anos, a Escandinávia começou a ficar cada vez mais fria e a pouco e pouco foi sendo coberta por glaciares (br: geleiras). Uma enorme calota de gelo (inlandsis) acabou por cobrir a Suécia, a Noruega, a Finlândia e partes da Dinamarca e da Alemanha. Por volta de 22 000 anos atrás, a camada de gelo atingiu a sua maior dimensão, podendo ter uma expessura de 3 000-4 000 metros. Começou então a diminuir, devido a uma subida sucessiva da temperatura que fazia o gelo derreter. Na Suécia, o degelo atingiu a parte central do país há 10 000 anos atrás, e o norte uns 2 000 anos mais tarde. Descobertas arqueológicas comprovam que a área hoje compreendida como Suécia já era povoada durante a Idade da Pedra, quando o gelo resultante da última glaciação recuou. Aparentemente, os primeiros habitantes eram povos caçadores e coletores que viviam da pesca no mar Báltico. Algumas evidências apontam que o sul da Suécia era densamente povoado durante a Idade do Bronze, pois foram encontradas ruínas de grandes comunidades comerciais.

Formação e expansão

Durante os séculos IX e XI, a Era Viking marcou a Suécia, com a expansão do comércio local e internacional, a consolidação do poder local e regional, a cristianização e a europeização do país. O núcleo do futuro reino da Suécia, estava na Uppland, onde surgiram as primeiras cidades em Uppsala, Birka e Sigtuna. A expansão comercial e guerreira dos Vikings desse núcleo inicial dirigiu-se em primeiro lugar para o oriente, na direção dos países bálticos, Rússia e do mar Negro. Em 1389, os três estados escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) estavam unidos sob um único monarca. A União de Kalmar começou como uma união pessoal, não política e quando, no século XV, se tentou centralizar o poder no rei dinamarquês, a Suécia resistiu chegando mesmo a uma rebelião armada. A Suécia separou-se em 1523, quando Gustavo Eriksson, conhecido mais tarde por Gustavo Vasa, liderou a rebelião contra a União de Kalmar e restabeleceu a independência da Coroa Sueca.

Era contemporânea

Em 1814, a Suécia esteve envolvida na sua última guerra, quando desencadeou a Campanha Contra a Noruega, pela qual estabeleceu uma união pessoal dos reinos separados da Suécia e Noruega, com a designação de Reinos Unidos da Suécia e Noruega. Em 1818, o antigo marechal francês Jean Baptiste Bernadotte foi proclamado rei da Suécia com o nome Karl Johan, iniciando assim a dinastia atual que ainda rege a Suécia. A união Suécia-Noruega acabou por ser dissolvida pacificamente em 1905, e desde então a Suécia tem vivido sem envolvimento em conflitos armados. O país manteve a neutralidade durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (com uma pequena exceção da Guerra de Inverno na Finlândia). Durante a Guerra Fria e após a dissolução da União Soviética, continuou a não se posicionar, só abandonando a neutralidade após se ter convertido em 2024 no 32º membro da OTAN / NATO, na sequência da invasão russa da Ucrânia em 2022.

História recente

O estouro da bolha imobiliária causada pela oferta excessiva de crédito, combinados com uma recessão internacional e uma mudança das políticas de antidesemprego às de políticas anti-inflacionárias resultaram em uma crise fiscal no início dos anos 1990. O PIB da Suécia diminuiu cerca de 5%. Em 1992, houve uma desvalorização da moeda. Até recentemente, a Suécia continuou a ser um país não alinhado militarmente, ainda que participando de alguns exercícios militares conjuntos com a OTAN e alguns outros países, além de uma ampla cooperação com outros países europeus na área da tecnologia de defesa e da indústria de defesa. As empresas suecas exportam armas que foram usadas pelos militares dos Estados Unidos no Iraque. A Suécia também tem uma longa história de participação em operações militares internacionais, incluindo, mais recentemente, o Afeganistão, onde tropas suecas estavam sob comando da OTAN, e nas operações de paz patrocinadas pela UE no protetorado da ONU no Kosovo, Bósnia e Herzegovina e Chipre. A Suécia teve a presidência da União Europeia entre 1 de julho a 31 de dezembro de 2009.

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Geografia

O aspeto geral do país é caracterizado por um terreno plano ou ondulado na sua parte sul, apresentando a parte norte uma planície costeira seguida de um interior acidentado culminando em alta montanha junto à fronteira com a Noruega.

Clima

A maior parte da Suécia tem um clima temperado, apesar de sua latitude norte, com quatro estações distintas e temperaturas amenas durante todo o ano. O país pode ser dividido em três tipos de clima; a parte mais ao sul tem um clima oceânico, a parte central tem um clima continental úmido e a parte norte tem um clima sub-ártico. No entanto, a Suécia é muito mais quente e seca do que outros lugares situados em uma latitude similar, e até mesmo um pouco mais ao sul, principalmente devido à Corrente do Golfo. Por exemplo, a Suécia central e meridional tem invernos muito mais quentes do que muitas partes da Rússia, Canadá e norte dos Estados Unidos. Por causa de sua alta latitude, a duração do dia varia muito. No norte do Círculo Polar Ártico, o sol nunca se põe em parte de cada verão e ele nunca nasce em parte de cada inverno. Na capital, Estocolmo, o dia dura mais de dezoito horas no final de junho, mas apenas cerca de seis horas no final de dezembro. A Suécia recebe entre 1,1 mil a 1,9 mil horas de sol a cada ano.

Flora e fauna

Como o clima, a flora e fauna do país variam de acordo com a região. Do sul ao norte, pode-se considerar que na Suécia existem quatro ecorregiões: floresta mista báltica, floresta mista sarmática, floresta escandinava de bétulas de prado e de montanha e taiga escandinava e russa. Isso produz uma variação entre a vegetação das três regiões do país - na Norrland, Svealand e Götaland, as florestas de coníferas são dominantes, enquanto que na Götaland existem árvores folhosas como faias, carvalhos, freixos e olmos, dispersas ou em pequenas florestas, com tendência a aumentar, apesar das florestas de coníferas continuarem a ser maioritárias. Em geral, as espécies de plantas mais comuns no país incluem as árvores coníferas pinheiro-silvestre e abeto, assim como as árvores de folha caduca carvalho, bétula, faia, bordo.

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Demografia

Em 2025, a população total estimada da Suécia era de 10 605 529 habitantes. Na década de 2010, o crescimento populacional tem sido da ordem de 1% anualmente, sobretudo devido à imigração, e também como resultado da alta taxa de fertilidade das mulheres suecas e da alta esperança de vida de seus habitantes. O maior grupo étnico no país são os suecos. Além dos suecos, os finlandeses representam a principal minoria étnica na Suécia, especialmente próximo à fronteira com a Finlândia. Outra importante minoria étnica são os lapões. Em 2017, dos 9,9 milhões de habitantes, perto de 3,1 milhão (ou 31,5%), tem alguma ancestralidade estrangeira (definida como tendo pelo menos um dos seus pais nascidos fora do país). O sueco é, desde julho de 2009, o idioma oficial da Suécia, sendo a língua falada pela maioria da população. As línguas lapônicas, finlandesa, iídiche, romani e meänkieli são oficiais em algumas regiões do país, sendo usadas principalmente por grupos étnicos minoritários.

Religião

A Suécia é um dos países com mais luteranos no mundo. De acordo com pesquisa de 2010 do Eurobarometer, cerca de 28% da população sueca acredita na existência de Deus. Cerca de 45% dos suecos acreditam na existência de algum tipo de espírito ou deus, ao passo que 27% não acredita que exista qualquer tipo de espírito, deus, ou força vital. Uma pesquisa constatou que 30% dos membros da Igreja da Suécia realmente acreditam em Jesus Cristo, ao passo que 15% identificam-se como ateus, e um quarto como agnósticos. Menos de 4% dos membros da Igreja da Suécia frequentam o culto ao menos uma vez na semana e somente 2% são participantes regulares. Cerca de 40% dos membros da Igreja vão aos serviços de páscoa, natal e outras festividades cristãs.

Idiomas

A língua oficial da Suécia é o sueco, uma língua germânica setentrional relacionada e muito semelhante ao dinamarquês e ao norueguês, mas diferente destes na pronúncia e na ortografia. Os noruegueses têm pouca dificuldade em compreender os suecos e os dinamarqueses também podem compreendê-los, com dificuldade um pouco maior do que a dos noruegueses. Os dialetos falados na Escânia, a maior parte do sul do país, são influenciados pelo dinamarquês porque a região, tradicionalmente, era uma parte da Dinamarca e, hoje, é situada perto desse país. Os sueco-finlandeses são a maior minoria linguística da Suécia, compreendendo cerca de cinco por cento da população do país, sendo o finlandês reconhecido como uma língua minoritária.

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Política

A Suécia é uma monarquia constitucional, onde o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia é o chefe de Estado, porém com poderes limitados a funções oficiais e cerimoniais. A Economist Intelligence Unit, embora reconhecendo que a democracia é algo complexo de ser medido, classificou a Suécia no primeiro lugar do Índice de Democracia, entre 167 países. O principal órgão legislativo da nação é o Riksdagen (Parlamento da Suécia), com 349 membros que escolhem o primeiro-ministro do país. As eleições legislativas são realizadas a cada quatro anos, no terceiro domingo de setembro. Constitucionalmente, o Riksdagen (Parlamento) detém a autoridade suprema na Suécia moderna. O Riksdagen é responsável pela escolha do primeiro-ministro, que depois designa o governo (ministros). O poder legislativo é exercido apenas pelo Riksdagen. O poder executivo é exercido pelo governo, enquanto o judiciário é independente. A Suécia não tem controle de constitucionalidade. Atos dos decretos do parlamento e do governo podem ser inaplicáveis a todos os níveis se forem manifestamente contra a lei constitucional. No entanto, devido às restrições a esta forma de controle de constitucionalidade e de um judiciário fraco, teve poucas consequências práticas.

Forças Armadas

A Försvarsmakten (Forças Armadas da Suécia) são a principal força de defesa da Suécia e responsáveis por operações de segurança nacional (sob controle do ministério da defesa). Sua função primária atual é preparar pessoal para missões de paz no exterior, ao mesmo tempo que se mantém pronta para defender o país em caso de guerra. Seus três braços são o exército, a força aérea e a marinha. Apesar da neutralidade durante a guerra fria, as forças armadas do país mantinham a conscrição (alistamento obrigatório) para todos os homens em idade de serviço. Em 2010, a conscrição em tempos de paz foi abolida. Como resultado, o número de recrutas masculinos caiu consideravelmente, enquanto o de mulheres cresceu ligeiramente. O recrutamento tem procurado pessoas com vocação militar, em vez daqueles que são somente aptos fisicamente. Por lei, todos os militares que servem no exterior têm que ser voluntários. Em 1975 havia cerca de 45 000 conscritos. Em 2003 o número já havia caído para menos de 15 000.

Cooperação internacional

A Suécia é bastante ativa em matéria de cooperação internacional, sendo membro participante de organizações como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, a UE, o Conselho Ártico, o Conselho da Europa, a Organização das Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio e a Corte Penal Internacional.

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Subdivisões

Tradicionalmente a Suécia está dividida em três grandes regiões históricas (landsdel): a Gotalândia, ao sul, englobando a cidade de Gotemburgo, a Svealand, na parte central, que engloba Estocolmo e a Norlândia, que fica ao norte. Essas três partes estão subdivididas em 25 províncias tradicionais chamadas landskap (províncias históricas). Estas landskap não possuem funções administrativas, nem significado político, mas estão diariamente presentes nos mais variados contextos, como por exemplo em nomes de jornais, em nomes de empresas, e em nomes de instituições políticas e sindicais. Atualmente, a Suécia está dividida em 21 subdivisões político-administrativas denominadas condados (län), e estas por sua vez em 290 municípios (kommun).

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Economia

Em termos de estrutura, a economia sueca é caracterizada por uma grande indústria transformadora intensiva em conhecimento e orientada para a exportação, um crescente, mas relativamente pequeno, setor de serviços de negócios, e, pelas normas internacionais, um grande setor de serviço público. Grandes organizações, tanto em manufatura quanto em serviços, dominam a economia da Suécia. As 20 maiores (por volume de negócios em 2007) empresas registradas na Suécia são a Volvo, Ericsson, Vattenfall, Skanska, Sony Ericsson Mobile Communications AB, SCA, Electrolux, IKEA, Volvo Personvagnar, TeliaSonera, Sandvik, Scania, ICA, Hennes & Mauritz, Nordea, Preem, Atlas Copco, Securitas, Nordstjernan e SKF. A indústria sueca está, na sua esmagadora maioria, sob controle privado, ao contrário de outros países ocidentais industrializados, como a Áustria e a Itália, onde as empresas públicas têm tradicionalmente maior importância.

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Infraestrutura

Ciência e tecnologia

Sendo um país industrial avançado, a pesquisa e desenvolvimento desempenha um papel fundamental para o crescimento econômico, bem como para a sociedade em geral. Ao todo, os setores privado e público na Suécia investem cerca de 4% do PIB à pesquisa e desenvolvimento (P&D) por ano, o que torna a Suécia um dos países que mais investem em P&D em termos de percentagem do PIB. O padrão de pesquisa sueco é alto e o país é líder mundial em diversos campos. A Suécia lidera a Europa em estatísticas comparativas em termos de investimentos em pesquisa como em percentagem do PIB, bem como no número de trabalhos e publicações científicas per capita. No século XVIII a revolução científica da Suécia decolou. Anteriormente, o progresso técnico vinha principalmente da Europa continental. Em 1739, a Academia Real das Ciências da Suécia foi fundada, com pessoas como Carlos Lineu e Anders Celsius como membros iniciais. A partir da década de 1870, foram criadas empresas de engenharia a um nível incomparável e engenheiros tornaram-se heróis da época. Muitas das empresas fundadas pelos pioneiros ainda permanecem como grandes marcas internacionais. Gustaf Dalén fundou a AGA e recebeu o Prêmio Nobel por sua válvula solar. Alfred Nobel inventou a dinamite e instituiu o Prêmio Nobel. Lars Magnus Ericsson começou a empresa que leva o seu nome, a Ericsson, sendo ainda uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo. Jonas Wenström foi um dos pioneiros em corrente alternada e é, juntamente com o inventor sérvio Nikola Tesla creditado como um dos inventores do sistema trifásico.

Energia

O mercado de energia da Suécia é em grande parte privatizado. Em 2006, com uma produção total de electricidade de 139 TWh, a eletricidade produzida em hidrelétricas respondiam por 61 TWh (44%) e a energia nuclear por 65 TWh (47%). Ao mesmo tempo, o uso dos biocombustíveis, turfa, etc., produziram 13 TWh (9%) de energia elétrica, enquanto a energia eólica produziu 1 TWh (1%). A Suécia é um importador líquido de eletricidade por uma margem de 6 TWh. A biomassa é usada principalmente para produzir calor para calefação e processos industriais. Ao mesmo tempo, a Suécia propôs o banimento de automóveis movidos a gasolina e outros combustíveis fósseis, até 2025.

Transportes

Os transportes de pessoas e mercadorias na Suécia são sustentados pela sua rede de estradas e ferrovias, pelos seus portos e aeroportos, assim como pelas suas pontes, canais e ligações por ferryboat (br: balsa). A rede rodoviária da Suécia conta com 584 000 km de estradas (2026), dos quais, cerca de 100 000 km são estradas públicas (statliga vägar), geridas pela Direção Geral do Tráfego (Trafikverket), 44 000 km são estradas municipais (kommunala vägar) e 440 000 km são estradas particulares (enskilda vägar), geridas por associações rodoviárias privadas e por agrupamentos de proprietários. Autoestradas atravessam a Suécia, a Dinamarca e sobre a Ponte de Öresund para Estocolmo, Gotemburgo, Uppsala e Uddevalla. O sistema de autoestradas ainda está em construção e uma nova autoestrada de Uppsala até Gävle foi concluída em 17 de outubro de 2007.[carece de fontes?]

Educação

O sistema educativo da Suécia está baseado em quatro pilares: a pré-escola (förskola), a escola (skola), o ensino superior (högre utbildning) e o ensino de adultos (vuxenutbildning). Por força de lei, a educação é obrigatória para crianças entre 7 e 15 anos. O ano letivo na Suécia vai de meados de agosto a meados de junho. O ano escolar sueco é dividido em dois períodos, sendo que do feriado de Natal (meados de dezembro) ao início de janeiro marca essa divisão. Crianças de 1–5 anos de idade têm lugar garantido em uma creche pública (em sueco: förskola ou, coloquialmente, dagis). Entre as idades de 6 e 16, as crianças frequentam a escola obrigatória. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), os alunos suecos de 15 anos de idade têm pontuação próxima da média da OCDE. Depois de completar o 9º ano, cerca de 90% dos alunos continuam os estudos em um ensino secundário (ginásio) de três anos de duração, o que pode levar a um trabalho de qualificação ou a elegibilidade de entrada para a universidade. O sistema escolar é em grande parte financiado pelos impostos.

Saúde

O Sistema de Saúde na Suécia é principalmente fundado pelo governo, universal para todos os cidadãos e descentralizado, embora o sistema de saúde privado também exista. O Sistema de Saúde na Suécia é financiado primariamente por taxas arrecadadas pelos conselhos dos condados e das municipalidades. Um total de 21 conselhos é responsável pela saúde primária e de hospitais. Saúde privada é rara na Suécia, e até essas instituições trabalham mandatoriamente para os conselhos.

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Cultura

A Suécia tem muitos autores de reconhecimento mundial, incluindo August Strindberg, Astrid Lindgren e os Prêmio Nobel Selma Lagerlöf e Harry Martinson. No total, sete Prêmios Nobel de Literatura foram dados a suecos. Os artistas mais conhecidos do país são pintores como Carl Larsson e Anders Zorn, e os escultores Johan Tobias Sergel e Carl Milles.[carece de fontes?] Ao longo dos anos 1960 e 1970, a Suécia foi vista como um país líder internacional no que hoje é conhecido como a "revolução sexual", sendo a igualdade de género particularmente promovida. A Suécia tornou-se também muito liberal em relação à homossexualidade, como se reflete na aceitação popular de filmes como Amigas de Colégio, sobre duas jovens lésbicas na pequena cidade sueca de Åmål. Desde 1 de maio de 2009, a Suécia revogou suas leis de "parceria registrada", substituindo-as pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Suécia também oferece parcerias domésticas tanto para pessoas do mesmo sexo quanto para casais do sexo oposto. A coabitação (sammanboende) por casais de todas as idades, inclusive adolescentes, bem como casais de idosos, é generalizada. Recentemente, a Suécia está experimentando um "baby boom". A literatura da Suécia é também vibrante e ativa, sendo a Suécia o terceiro país com maior número de vencedores de Prêmio Nobel na literatura. O teatro sueco tem um dos maiores nomes da dramaturgia, de todos os tempos, August Strindberg.

Música

No pop destacam-se Marie Fredriksson, Per Gessle (do Roxette), Carola, Tove Lo e Zara Larsson. O ABBA foi uma das primeiras bandas de música pop da Suécia que foi conhecida internacionalmente, e ainda está entre as bandas mais proeminentes do mundo, com cerca de 370 milhões de discos vendidos, se tornando a segunda maior banda do mundo e o grupo que fez mais sucesso nos anos 1970. Com o ABBA, a música pop sueca ganhou destaque internacional. O grupo venceu também o Festival Eurovisão da Canção em 1974 com o êxito "Waterloo". O heavy metal é um gênero musical que se tornou muito popular durante a década de 1980 e 1990, destacando-se o subgênero death metal. As principais bandas são Europe, Yngwie Malmsteen, John Norum, Hammerfall, Ghost, Opeth, In Flames, Candlemass, Bathory, Arch Enemy e Sabaton.

Esportes

A Suécia já sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1912, em Estocolmo; e as provas de hipismo dos Jogos Olímpicos de Verão de 1956, realizados em Melbourne, Austrália. Nos Jogos Olímpicos de Verão, até 2008 a Suécia conquistou 469 medalhas (139 de ouro), principalmente nas lutas, no atletismo, no hipismo, tiro e canoagem. Já nos Jogos de Inverno, até 2010 conquistou 135 medalhas (51 de ouro), principalmente no esqui cross-country e na patinação de velocidade. O atletismo vem tendo a popularidade aumentada devido aos sucessos recentes nos últimos anos de atletas como Carolina Klüft, Stefan Holm, Christian Olsson, Patrik Sjöberg, Johan Wissman e Kajsa Bergqvist. A Suécia também vem apresentando bons resultados na natação, com atletas como Arne Borg, Gunnar Larsson, Anders Holmertz, Stefan Nystrand, Sarah Sjöström e Therese Alshammar.

Feriados e dias festivos

A maioria destes dias feriados (helgdagar) tem carácter religioso, sendo as duas exceções o Dia do trabalhador e o Dia Nacional da Suécia. Nestes dias, as pessoas estão dispensadas do trabalho e da escola.

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Fontes consultadas

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