Arquimínio Rodrigues da Costa
Dom Arquimínio Rodrigues da Costa foi um bispo católico que liderou a Diocese de Macau entre 1976 e 1988. Ele foi o último bispo de etnia portuguesa a governar a diocese, que hoje é uma região administrativa especial da China.
Pontos-chave
- Nasceu nos Açores em 1924 e mudou-se para Macau em 1938 para estudar no Seminário de São José.
- Foi ordenado padre em 1949 e teve diversas funções no seminário, incluindo reitor interino e efetivo.
- Estudou direito canónico em Roma e retornou a Macau como professor e prefeito de disciplina.
- Nomeado Bispo de Macau em 1976, realizou importantes contribuições financeiras, administrativas e pastorais.
- Após renunciar em 1988, voltou para sua terra natal nos Açores, onde faleceu em 2016.
Nascido em 1924 na Ilha do Pico, Açores, Arquimínio Rodrigues da Costa mudou-se para Macau em 1938. Lá, ingressou no Seminário de São José, seguindo o padroado português do Oriente.
Caminho Sacerdotal
Concluiu a teologia em 1949, sendo ordenado padre em outubro do mesmo ano. Atuou como prefeito de disciplina e reitor interino no Seminário de São José. Em 1957, iniciou estudos de direito canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, obtendo a licenciatura em 1959. Ao retornar a Macau, retomou suas funções no seminário, sendo nomeado reitor efetivo em 1961. Foi Governador do Bispado em 1963 e 1965, durante a ausência do Bispo D. Paulo José Tavares. Entre 1968 e 1969, lecionou filosofia e latim no Seminário de Aberdeen, em Hong Kong, onde também foi prefeito de Estudos.
Bispo de Macau (1976-1988)
No dia 20 de janeiro de 1976, o Papa Paulo VI nomeou-o Bispo de Macau, sucedendo ao também açoriano D. Paulo José Tavares. Foi sagrado bispo na Sé Catedral no dia 25 de março daquele ano. No governo da diocese, ele realizou diversas contribuições importantes: resolveu vários problemas financeiros e administrativos da diocese; fundou cinco novos centros pastorais; criou em 1974, ainda como vigário capitular, o Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social (CDMCS); e organizou a Associação das Escolas Católicas de Macau e a Associação das Religiosas de Macau. No verão de 1983, visitou novamente a sua terra natal, e, em vez de descansar e gozar as suas férias, começou logo a trabalhar, contactando com o povo açoriano, principalmente com os residentes da freguesia de São Mateus, e participando nas maiores manifestações de fé do Pico e do Faial.
Reforma e morte
A partir de janeiro de 1989, já como bispo-emérito de Macau, fixou novamente residência na sua terra natal, na freguesia açoriana de São Mateus. Ocupou-se, em parte, na recuperação da quinta que pertencera ao seu pai. Faleceu na sua freguesia natal a 12 de Setembro de 2016, aos noventa e dois anos de idade.


