Maceió
Maceió é a capital do estado brasileiro de Alagoas, na Região Nordeste do país. Ocupa uma área de 509,320 km², estando distante 2 013 quilômetros de Brasília. É o município mais populoso de Alagoas. Sua população é, de acordo com o Censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 957 916 habitantes. Integra, com outros doze municípios alagoanos, a Região Metropolitana de Maceió, totalizando 1.347.703 habitantes em 2024, sendo o mais populoso de Alagoas, o 7⁰ maior do Nordeste e o 25⁰ maior do Brasil.
O toponimo "maceió" tem origem no termo tupi "maçayó" ou "maçaio-k"; que significa "o que tapa o alagadiço", ou "aquele que tapa o alagadiço". Onde o termo "maceió" designa uma lagoa temporária e cíclica (lagoeiro) que localiza-se à beira do mar e é influenciado pela maré; foz de um curso de água pequeno que é interrompido temporariamente por uma barra de silicato. O termo pode também ter relação com o riacho Maceió (inicialmente Maçayó), um dos responsáveis pelas "características alagadiças" da região.
Período pré-colonial e colonial
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés. No século XVII, onde começou a colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais. Antes de sua fundação em 1609, Manoel Antônio Duro morou onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo, do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diego Soares, uma sesmaria.
Século XIX
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves. Com a emancipação política de Alagoas, em 1817, o novo governador da capitania, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, iniciou a transferência da capital para a cidade de Maceió, mas houve resistência dos homens da câmara e homens públicos. Após a vila ser agraciada com o simbólico ato de transferência do baú do Tesouro da Província, cuja iniciativa partiu do ouvidor Batalha, dado o contínuo processo de desenvolvimento do local, Maceió veio a se tornar a capital da Província das Alagoas, especificamente em 9 de dezembro de 1839, mediante a edição da Resolução Legislativa nº 11. No dia 16 de dezembro de 1839, expedições militares dos estados de Pernambuco e Bahia foram para Maceió para garantir a ordem e para a transferência do governo para a cidade.
Século XX
Ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1912 a Quebra de Xangô, que também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na seção "Bruxaria", de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente. Não se sabe ao certo o número de terreiros destruídos, pessoas assassinadas ou os responsáveis pelo fato. O movimento foi insuflado pela Liga dos Republicanos Combatentes, que era uma entidade civil que cometia atos ilegais, como invasão a casas oficiais, tiroteios, intimidações.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Maceió. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Maceió, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Alagoano. O município de Maceió estende-se entre os paralelos 09°21’31" e 09°42’49" de latitude sul e os meridianos 35°33’56" e 35°38’36" de longitude oeste, ocupando uma área de aproximadamente 511 km², o que corresponde a 1,76% do território alagoano. Capital do estado de Alagoas, Maceió limita-se: ao norte com os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luís do Quitunde, Flexeiras e Messias; ao sul, com o município de Marechal Deodoro e Oceano Atlântico; a oeste faz fronteira com Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco; a leste, com o Oceano Atlântico.
Meio ambiente
Maceió é uma cidade relativamente arborizada, possuindo áreas com muitas e com poucas árvores. O Parque Municipal de Maceió, uma reserva florestal entre os bairros do Bebedouro, Tabuleiro do Martins e Petrópolis com cerca de 82 hectares de área dentro da cidade. Lá, várias espécies de árvores e animais da mata atlântica podem ser encontrados. Existem vários outros parques florestais espalhados por toda a cidade, como o Cinturão Verde no Pontal da Barra e a Reserva florestal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no bairro da Gruta de Lourdes. Já com relação às piscinas naturais, há algum tempo atrás, havia muito lixo gerado pelos barcos-restaurantes, que serviam comida nas piscinas naturais. Denúncias anônimas diziam que os funcionários jogavam o lixo diretamente no mar, além do óleo da fritura utilizado. Os banhistas também contribuíam, pois jogavam seu lixo no mar também. Era muito comum achar sacolas plásticas e latas de cerveja na água. Mas, depois dessas denúncias, os governos municipal e estadual proibiram os barcos-restaurantes e declararam que um banhista flagrado jogando lixo no mar seria multado por crime contra o meio ambiente. Nas piscinas naturais maceioenses, vivem vários tipos de peixes, esponjas e crustáceos. Também já foram encontrados moluscos, mas é muito raro encontrá-los por causa da poluição.
Clima
Maceió apresenta clima quente e úmido, que, segundo a classificação climática de Köppen, corresponde ao tipo As', caracterizando-se por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas, e precipitação concentrada no outono e inverno, especialmente entre abril e agosto, sendo maio e junho os meses de maior precipitação. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25 °C. A máxima mensal atinge 29 °C e a mínima 22 °C. A umidade relativa do ar é, em média, de 78%. No verão, a máxima atinge 31 °C, e as mínimas de 22 °C. No inverno, a máxima é de 28 °C, tendo alguns dias onde a temperatura não passa dos 25 °C. Já a mínima é de 21 °C, também com dias em que pode chegar a 18 °C na madrugada.
No censo demográfico de 2022 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município era de 957 916 habitantes, apresentando uma densidade populacional de 1 880,77 hab./km². Segundo o World Gazetteer, Maceió ocupa a posição número 400º entre as cidades mais populosas do mundo. As taxas de incremento médio anual da população foram de 2,70 por cento (2000-2006) e 2,45 por cento (1991-2000) na cidade, 2,60 por cento (2000-2006) e 2,38 por cento (1991-2000) na região metropolitana - o que indica, de modo geral, uma queda na taxa de crescimento dos demais municípios. De acordo com dados de 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal da cidade de Maceió é de 0,721 (alto), enquanto o do Brasil é de 0,727; o índice da educação é de 0,635 (médio), já o do Brasil é 0,637; o índice da longevidade é de 0,799 (o brasileiro é 0,816); e o de renda é de 0,739 (assim como o do Brasil). A renda per capita anual é de 9 510,48 reais. O coeficiente de Gini do município, que mede a desigualdade social, é de 0,68 (2000), sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 38,8. Segundo o censo de 2000, a taxa de urbanização da cidade de Maceió é de 99,75 por cento, o uso de energia elétrica é de 99,7 por cento, água encanada 90,7 por cento e coleta de lixo cerca de 93,6 por cento. A taxa de analfabetismo teve uma queda: de 24,3 por cento em 1991, passou para 18,8 por cento em 2000. A esperança de vida subiu de 63,0 por cento em 1991 para 65,0 por cento na virada do século.
Religião
Há uma grande variedade de cultos: budistas, espíritas e muitas denominações cristãs divididas entre protestantes, evangélicos e católicos, além de testemunhas de Jeová, Mórmons e Adventistas. Não obstante a diversidade de credos, há predomínio do catolicismo. De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 63,92 por cento da população de Maceió se identifica como católica; 11,84 por cento como evangélicos pentecostais; 7,27 por cento outras denominações evangélicas; sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 11,31 por cento; espíritas 0,95 por cento; afro-brasileiras 0,08 por cento; orientais ou asiáticas 0,05 por cento; outras 4,47 por cento.
Região metropolitana
A Região Metropolitana de Maceió foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 18 de 19 de novembro de 1998, compreendendo os municípios de Maceió, Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar, Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Messias, Satuba, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Paripueira, que, juntos, possuem uma população de 1 156 278 habitantes segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010. Sua área de influência inclui todo o território de Alagoas, o norte de Sergipe e partes do sul de Pernambuco. Atualmente, a maior dificuldade das autoridades é integrar o transporte público na região metropolitana, seja por meio lacustre, rodoviário e/ou ferroviário. Em 2010, a RM de Maceió possuía um grau de urbanização de 97,8% e cerca de 37% da população estadual residia na RM. A população do município-núcleo da RM, Maceió, correspondia, em 2010, a 80,6% da população metropolitana. A taxa de crescimento da população da RM de Maceió, entre 2000 e 2010, foi de 1,57% ao ano.
Criminalidade
Maceió registrou uma redução de 37,7% de homicídios em 2018 em comparação com o mesmo período do ano passado. Com relação aos roubos de coletivos, Maceió fechou o ano com 13 ocorrências. Uma redução de 68,3% se comparado com o mesmo período de 2018, que registrou 41 assaltos. A capital de Alagoas registrou em 2015 a segunda maior redução de "Crimes Violentos Letais por 100 mil habitantes". Com esse resultado, Maceió sai do 2º para o 8º lugar no ranking das capitais mais violentas do Brasil. De acordo com estudos, Maceió é a capital brasileira com maior média de adolescentes assassinados no Brasil, segundo dados do Índice de Homicídios na Adolescência. Na capital, 6,03 jovens morrem em cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos.
Em Maceió, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor, porém, preceituam que a administração pública deve conferir à população ferramentas efetivas ao exercício da democracia participativa. O Poder Legislativo é constituído pela câmara municipal, que é composta por 31 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes). Cabe, à casa, elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.
Relações internacionais
Em 13 de maio de 2009, as cidades de Maceió e Gwangju, na Coreia do Sul, assinaram o "Tratado de Cidades Amigas", visando à troca de conhecimento técnico nas áreas de esporte, turismo, educação, cultura, artes e gastronomia. O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Luciano Cabral, foi homenageado como Cidadão Honorário da cidade de Gwangju, na Coreia do Sul. Maceió possui as seguintes cidades-irmãs:
Maceió é um município, constituído de cinquenta bairros e oito regiões administrativas. Os cinquenta bairros estão definidos pela Lei municipal 4.952, de 2000.
O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo. Municípios próximos a Maceió, como Marechal Deodoro, Pilar e São Miguel dos Campos também têm economias parecidas, mais na parte de mineração.[carece de fontes?] Em 2004, o produto interno bruto da capital girava em torno de 6,7 bilhões de reais, à época o quinto maior entre as capitais da Região Nordeste do Brasil, número significativo que mereceu destaque por ter vindo antes do "boom" do comércio e turismo em Maceió, que ocorreu com a abertura de diversos hipermercados, hotéis, de um centro de convenções e do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Em 2010, o índice de potencial de consumo da capital alagoana (0,52977) apresentava a quarta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima posição entre todos os municípios brasileiros.
Turismo
Outro ponto forte na economia do município é o turismo. Maceió possui um grande potencial de atrair turistas devido às suas belezas naturais e grande diversidade cultural. Ademais, Maceió oferece várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 1990, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió. Hoje em dia, o Jaraguá é um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades. O Nordeste Invest, evento de investimentos turísticos e imobiliários de âmbito internacional, aconteceu em Maceió nas edições dos anos de 2006 e 2009.[carece de fontes?]
Tecidos urbanos e planejamento
Desde a metade do século XX, a cidade de Maceió vem acompanhando o crescimento do processo de urbanização das demais cidades brasileiras. Este crescimento resulta em uma maior demanda por espaços de habitação. O núcleo da cidade é majoritariamente térreo, enquanto os núcleos verticalizados estão concentrados nos bairros litorâneos centrais. Passando de uma população de 27 703 pessoas em 1872 para 943 110 em 2011, este crescimento trouxe, como consequência, inúmeros problemas para a cidade. Maceió é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável, com água encanada para 90,7% das residências. Já a rede elétrica atende a 99,7% das residências. A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município, mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 93,6% da demanda.
Mobilidade urbana e acessibilidade
O Plano de Mobilidade Urbana da Cidade de Maceió do Estatuto das Cidades, Lei 10 257/2001, estuda e planeja projetos e legislações voltados para o campo da mobilidade urbana e da acessibilidade na cidade de Maceió. O Plano Setorial de Transporte Não Motorizado foi desenvolvido para valorizar e contabilizar a população que desloca-se a pé ou de bicicleta na cidade. Cerca de 34,3 por cento da população utiliza estes meios. Outros projetos estão sendo propostos, como o Projeto de Lei para Calçadas e Travessias, que dá prioridade para os pedestres.[carece de fontes?] O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por três grandes vias que têm papel estruturador: a Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro (BR-104) e a Avenida Menino Marcelo (BR-316). Estas três "artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município. A cidade possuía uma frota de 206 469 veículos em 2010.[carece de fontes?]
Educação e ciência
O IDH-E do município atingiu, em 2000, a marca de 0,834 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística teve uma queda, de 24,3 por cento em 1991 para 18,8 por cento em 2000. Tomando, por base, o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2009, Maceió obteve a vigésima quinta entre as capitais brasileiras no fundamental I, e a vigésima sétima colocação no fundamental II. Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio de 2011, das dez melhores instituições de ensino de Maceió, somente uma é pública: o Instituto Federal de Alagoas - IFAL, que obteve a quinta colocação.
Comunicação
A cidade possui diversos meios de comunicação. Os serviços de internet são oferecidos pelas operadoras Oi, Vivo e Sky. O serviço de telefonia fixa é oferecido pelas operadoras Oi, Claro e Vivo. No setor de tevês por assinatura, estão presentes Sky, Claro TV, Vivo TV e Oi TV. A cidade é o centro da comunicação do estado: é sede dos maiores jornais impressos e on-line, como: o jornal Gazeta de Alagoas, pertencente à Organização Arnon de Mello; Primeira edição; Tudo na hora; entre outros. Além disso, grande parte das emissoras abertas de televisão do estado estão localizadas em Maceió, como: TV Ponta Verde, TV Gazeta, TV Pajuçara, TV Farol, TV Cidade e TV Maceió. Existe uma por assinatura, TV Maceió. No dia 29 de novembro de 2010, a televisão digital foi implantada no estado, inicialmente na cidade de Maceió.
A cidade de Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica, que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza. A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato. Maceió, em 2002, foi escolhida como a capital da cultura, com a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado e o Cheiro da Terra. Este último, após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca para a Ponta Verde e agora está localizado em Jaraguá, com o nome de Artesanato dos Guerreiros, na Praça Visconde de Sinimbu.
Museus e bibliotecas
Maceió possui vários museus, bibliotecas e instituições culturais. O Museu Palácio Floriano Peixoto conta com mobiliário do final do século XIX e início do século XX; prataria, cristais e objetos decorativos; pinturas de Rosalvo Ribeiro e outros artistas alagoanos. O Museu Théo Brandão possui um grande acervo de arte popular que foi doado pelo patrono Théo Brandão. É composto por peças de vários países como: Espanha, Portugal, México, além de obras brasileiras constituem o acervo do museu. Durante período natalino, desde 2005, o Museu recebe uma iluminação especial, dentro do programa Natal de Luz, da Eletrobrás. O Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas possui um rico acervo é composto basicamente por: telas de pintores famosos, documentos históricos, objetos e peças pertencentes aos cultos afro-brasileiros do começo do século XX, utensílios indígenas, armas que pertenceram a Lampião, móveis em variados estilos etc. No museu, também encontra-se o mais completo acervo afro-brasileiro do país.
Teatro e cinema
Duas instituições são importantes. Uma delas é o teatro Gustavo Leite, localizado no interior do Centro Cultural e de Exposições de Maceió. Ele é o maior de Maceió e possui capacidade para 1 251 pessoas sentadas. A outra instituição é o teatro Deodoro, com construção iniciada em 1905 e terminada em 1910. Ele está construído no estilo neoclássico com reflexos do barroco. Nos lados da fachada principal do teatro, encontram-se as seguintes frases em latim: Castigat ridendo mores ("É rindo que se castigam os costumes") e Ars longa, vita brevis ("A arte supera a vida"). Destacam-se outros teatros como o Teatro Multiplex Gustavo Leite em Jaraguá, o teatro de Arena, o teatro do SESC (Jofre Soares), o Teatro de Bolso Lima Filho no Centro, o teatro do Colégio Marista e o teatro Linda Mascarenhas no Farol, o teatro do Ifal no Poço e o teatro SESI na Pajuçara.
Esportes
O município possui um dos mais famosos estádios do Brasil, o Estádio Rei Pelé, conhecido popularmente como "Trapichão", com capacidade para 19 mil torcedores, com uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por tevê ou rádio. Atualmente, Maceió tem dois grandes times de futebol: o Centro Sportivo Alagoano, mais conhecido por CSA, com o maior número de títulos do Campeonato Alagoano de Futebol profissional (38 títulos), e que, em 2019, disputou a Série A do Campeonato Brasileiro. Sua sede é no bairro do Mutange. E o Clube de Regatas Brasil (possui 29 títulos), mais conhecido por CRB, que representou o estado na Série B 2019, com sede no bairro da Pajuçara. Quando estes dois times se encontram, acontece o "clássico das multidões", como é conhecido o maior clássico do futebol alagoano. Evento este que movimenta a cidade durante a semana que antecede a partida, e para a mesma quando o dia do jogo chega.


