Arouca
Arouca é uma vila portuguesa da Área Metropolitana do Porto, da Região do Norte e do distrito de Aveiro. Localiza-se a cerca de 55 Km a sudeste da cidade Porto, num percurso rodoviário estruturado pela A32 e pela EN 326 (variante). A Vila de Arouca tem cerca de 5200 habitantes, estando situada na atual Freguesia de Arouca e Burgo, no vale do rio Arda, em plena bacia hidrográfica do rio Douro.
O município de Arouca está dividido em 16 freguesias:
Apesar de estar integrado no distrito de Aveiro (na parte do seu extremo nordeste que faz fronteira com o distrito do Porto), a identidade estrutural autóctone do município de Arouca (em termos físicos, orográficos, geológicos, naturais, étnicos, arquitetónicos, gastronómicos e linguísticos) possui a identidade autóctone dos municípios do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral). O município situa-se em plena bacia hidrográfica do rio Douro (para onde se direciona o rio Arda a partir do vale de Arouca, que desagua no rio Douro), bem como o rio Paiva (que percorre uma parte da zona nordeste do município de Arouca e desagua no rio Douro), onde estão localizados os Passadiços do Paiva, a uma hora de distância do Porto, que permitem, por momentos, sair da realidade do espaço urbano do Porto e entrar num cenário saído de um filme. No rio Douro, também desagua o rio Inha, na freguesia de Lomba (Gondomar), que percorre a zona ocidental do município de Arouca, bem como o rio Sardoura, que nasce na fronteira norte da freguesia de Santa Eulália (Arouca). Neste território arouquense, em plena bacia hidrográfica do Rio Douro, são de considerar afluentes de relevância como o rio Paivó e o rio Ardena, afluentes do rio Paiva, bem como o rio Urtigosa, afluente do Rio Arda (Portugal). O espaço urbano principal de referência dos arouquenses (capital da sua área metropolitana, do Douro Litoral, do Entre Douro e Minho e da Região do Norte) sempre foi a cidade do Porto, que dista, por estrada, cerca de 55 km da vila de Arouca e cerca de 35 km das fronteiras oeste e noroeste do município de Arouca e para onde (desde que foram criados) sempre existiram transportes públicos diários a partir da vila de Arouca.
(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) (Obs: De 1900 a 1950, os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente.)
O rio Urtigosa também é um elemento identitário relevante do território de Arouca. Trata-se de um curso de água que nasce na Serra da Freita, na freguesia de Urrô, no município de Arouca. Atravessa uma grande parte da freguesia de Rossas, onde desagua no Rio Arda (Portugal). É um rio regulamentado e fiscalizado e abundante em truta fário. É o melhor exemplo da preservação dos rios em Arouca, com ordenamento, regulamentação, ações de limpeza regulares, sensibilização, ações de repovoamento com trutas fário, monitorização da qualidade da água e das espécies efiscalização, sendo o único rio de Portugal onde existe um Polícia Florestal Auxiliar. O período de pesca no rio Urtigosa distende-se de 1 de março a 31 de maio, e ocorre durante as quartas-feiras e os sábados. Para além do rio Urtigosa, em Arouca é de realçar o rio de Frades, sendo os rios trutícolas de águas mais puras e cristalinas de Arouca, com uma paisagem envolvente monumental, sobretudo à medida que se caminha para a nascente. A truta fário faz parte de vários pratos tradicionais da gastronomia arouquense.
Doçaria de Arouca
A doçaria de Arouca é uma doçaria requintada e ancestral. Confeccionada, inicialmente, pelas freiras do Mosteiro de Arouca e, depois, por transmissão familiar até ao presente, utilizando os métodos ancestrais e o cariz de fórmulas primitivas. Entre os ingredientes que são utilizados no seu fabrico, encontram-se, estruturalmente, os ovos, o açúcar e as amêndoas. São exemplos da doçaria conventual de Arouca as castanhas doces as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas doces e os charutos de amêndoa. O Pão de ló de Arouca (húmido em fatias e seco em bola), as cavacas e os melindres também são doces de referência em Arouca. Não têm origem conventual. O Pão de ló de Arouca é confeccionado desde o ano de 1840. O Pão de ló de Arouca húmido distingue-se, facilmente, dos outros pães-de-ló, por ser comercializado em fatias, embaladas individualmente, envolvidas numa calda quente de açúcar. Da doçaria mais recente, são de referir as 'trilobites', as 'pedras parideiras' e as broas de abóbora de Souto Redondo (freguesia de Urrô).
Carne arouquesa - raça bovina arouquesa
Arouca também é conhecida por ser um município onde se confeccionam pratos de grande qualidade de Carne Arouquesa, da raça bovina arouquesa, nomeadamente a vitela assada no forno, os famosos bifes de Alvarenga, a posta arouquesa, os medalhões e a espetada de vitela arouquesa, o costelão de arouquês, a vitela arouquesa na púcara e as costeletas de vitela arouquesa grelhada, sendo um dos elementos principais da gastronomia tradicional de Arouca, cuja identidade (a nível dos pratos principais de carne e de peixe, das sopas, das entradas, dos vinhos e das aguardentes, dos queijos e dos enchidos, bem como das sobremesas) se insere na identidade gastronómica do território identitário do Entre Douro e Minho. O sucesso da Carne Arouquesa (que é muito apreciada e que mobiliza, de modo permanente, a visita gastronómica de muitos forasteiros ao concelho de Arouca) deve-se, para além da qualidade das receitas (que são muito simples e frugais), sobretudo à própria qualidade da textura orgânica desta raça autóctone de bovinos muita antiga, que se alimentam à base de produtos naturais. Arouca possui uma confraria gastronómica da Raça Arouquesa, que promove a carne desta raça autóctone de bovinos. Foi projetada a Quinta-Museu da raça bovina arouquesa, na Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga, destinada a promover essa espécie bovina autóctone, bem como a gastronomia a ela associada, que é a localidade onde se confeccionam os famosos bifes.
Cabrito da Gralheira - raça caprina serrana
O cabrito da Gralheira assado no forno, da raça caprina Serrana, raça autóctone, também é uma das especialidades gastronómicas de Arouca muito apreciadas, pela peculiaridade do seu sabor e suculência. Os cabritos alimentam-se à base de urze, carquejas, giestas e tojo, em regime de pastoreio extensivo. Os animais são abatidos até completarem um ano de idade, apresentando uma carne de cor rosada, firme e rígida, com gordura amarelada e textura untuosa, que, depois de cozinhada, se torna muito tenra. As zonas de montanha das freguesias de Alvarenga, de Moldes (Arouca), de Cabreiros e Albergaria da Serra e de Covelo de Paivó e Janarde fazem parte do território de Indicação Geográfica Protegida relativo ao cabrito da Gralheira.
Vinho verde
Quase a totalidade do território do município de Arouca pertence à Região Demarcada do Vinho Verde, denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. O Vinho Verde é o segundo vinho português mais exportado, depois do vinho do Porto, dando também origem a vários derivados, como a aguardente vínica, a bagaceira e a aguardente com mel, produzidos e consumidos também em Arouca. A originalidade do Vinho Verde é o resultado das características do solo, do clima e das peculiaridades das castas autóctones da região e dos próprios modos de cultivo da vinha. Destes fatores, resulta um vinho acídulo e adstringente, altamente compatível com os produtos gastronómicos locais, diferente dos restantes vinhos do mundo, tendo uma forte concentração de ácido málico, o que lhe acentua uma agradável frescura. Com pouco teor alcoólico, o Vinho Verde sempre acompanhou e acompanha os pratos principais da gastronomia arouquense: desde os vários pratos tradicionais de Carne Arouquesa e de Cabrito da Gralheira, aos vários pratos de caça, de bacalhau, de polvo ou de peixes de rio, acompanhando também sopas típicas do território identitário da gastronomia de Arouca, como o Caldo Verde. Em Portugal, segundo dados fornecidos pela CVRVV, existem 21 mil hectares de vinha, com 19 mil viticultores e 600 engarrafadores, sendo a sua produção da ordem dos 80 milhões de litros por ano, existindo duas mil marcas e 110 mercados internacionais. A região demarcada dos vinhos verdes estende-se pelo Entre Douro e Minho, sendo, em termos de área geográfica, a maior região demarcada portuguesa e uma das maiores da Europa.
O município de Arouca é geminado com as seguintes cidades:


